Papa Pede Atenção na Preparação e Recepção da Eucaristia

Ao encerrar o Congresso Eucarístico Internacional de Québec

QUÉBEC, domingo, 22 de Junho de 2008 (ZENIT.org).- Ao participar via satélite do encerramento do Congresso Eucarístico Internacional de Québec, Bento XVI pediu a toda a Igreja «uma atenção renovada à preparação e recepção da Eucaristia».

Os milhares de fiéis reunidos na manhã do domingo na explanada de Abraham, na cidade canadiana, puderam ver e escutar o Papa através de ecrans, que pronunciou a homilia da missa conclusiva. Comentando o tema do congresso, «A Eucaristia, dom de Deus para a vida do mundo», o Santo Padre respondeu: «A Eucaristia é nosso tesouro mais belo».

«É o sacramento por excelência; introduz-nos por antecipação na vida eterna; contém todo o mistério de nossa salvação; é a fonte e o cume da acção e da vida da Igreja», declarou.

«Portanto, é particularmente importante que os pastores e os fiéis aprofundem permanentemente neste grande sacramento», acrescentou.

Deste modo, assinalou, «cada um poderá fortalecer sua fé e cumprir cada vez melhor sua missão na Igreja e no mundo, recordando a fecundidade da Eucaristia para a vida pessoal, para a vida da Igreja e do mundo».

«Apesar de nossa fraqueza e de nosso pecado, Cristo quer colocar em nós seu olhar». Portanto, disse, «temos de fazer todo o possível para recebê-lo com um coração puro», dirigindo-se ao «sacramento do perdão».

Com efeito, declarou, «o pecado, sobretudo o pecado grave, opõe-se à acção da graça eucarística em nós. Por outra parte, quem não pode comungar por causa de sua situação encontrará na comunhão de desejo e na participação na Eucaristia uma força e uma eficácia salvadora».

«A Eucaristia não é uma refeição entre amigos», advertiu. «Estamos chamados a entrar neste mistério de aliança, confirmando cada dia cada vez mais nossa vida com o dom recebido na Eucaristia».

O bispo de Roma convidou a rezar para que Deus envie sacerdotes à Igreja e a transmitir este convite a muitos jovens, «para que aceitem com alegria e sem medo responder a Cristo. Não ficarão decepcionados. Que as famílias sejam o lugar primordial deste berço de vocações».

O pontífice esclareceu que «a participação na Eucaristia não afasta de nossos contemporâneos, ao contrário, dado que é a expressão do amor de Deus, chama a comprometermo-nos com todos nossos irmãos para enfrentar os desafios presentes e para fazer que o planeta seja um lugar agradável».

«Para isto - disse -, temos de lutar sem cessar para que toda pessoa seja respeitada desde sua concepção até sua morte natural, que nossas sociedades ricas acolham os mais pobres e voltem a dar-lhes toda sua dignidade, que toda pessoa possa alimentar-se e fazer viver a sua família, que a paz e a justiça brilhem em todos os continentes».

A celebração eucarística foi presidida pelo legado papal, o cardeal Jozef Tomko, em meio de uma constante chuva que não desalentou os peregrinos. O próximo Congresso Eucarístico Internacional, segundo anunciou o Papa, será celebrado em Dublin (Irlanda) no ano 2012.


Fonte: zenit.org
Recolha de António Ferreira

São Pedro e São Paulo "Inseparáveis"

Bispo de Terrassa (Espanha) explica o que o Papa pretende com o ano jubilar paulino

TERRASSA, quinta-feira, 19 de Junho de 2008 (ZENIT.org).- Josep Angel Saiz Meneses, bispo da diocese de Terrassa, recorda o vínculo intrínseco que une São Pedro e São Paulo diante do iminente ano paulino que começa em 28 de Junho.

«Desde o início da era cristã, a tradição considerou São Pedro e São Paulo inseparáveis um do outro, ainda que cada um teve uma missão diversa a cumprir: São Pedro foi o primeiro a confessar a fé em Cristo; São Paulo obteve o dom de poder aprofundar em sua riqueza», escreve em sua carta dominical.

«São Pedro fundou a primeira comunidade de cristãos provenientes do povo escolhido; São Paulo se converteu no apóstolo dos pagãos. Com carismas diversos – e não sem algumas tensões entre eles – trabalharam ambos por uma única causa: o testemunho de Jesus Cristo e a construção de sua Igreja», reconhece.

«O que Bento XVI pretende ao proclamar este ano jubilar paulino?», pergunta-se este jovem bispo: «A resposta nos foi dada pelo próprio Papa na homilia no curso da qual fez o anúncio: aproveitar esta ocasião para unir-nos mais profundamente a Cristo mediante a fé, a esperança e o amor, e para dar testemunho dele diante da nossa sociedade de hoje».

«Será bom acolher as mesmas palavras do Santo Padre. Em sua homilia, o Papa aludiu a um detalhe muito pessoal de São Paulo. É uma circunstância que pode iluminar a nós, cristãos de hoje, que sentimos a responsabilidade de dar testemunho de Cristo e, «com temor e tremor» – como Paulo – talvez sentimos a dificuldade de fazê-lo com coerência e o medo de que não sejamos escutados», alenta.

O bispo da nova diocese de Terrassa, a qual acaba de completar quatro anos depois de ser desmembrada da antiga arquidiocese de Barcelona, escreve que São Paulo não sabia falar muito bem, mas isso não impediu que seu trabalho apostólico tocasse as pessoas.
«Pelas suas cartas, sabemos que São Paulo não sabia falar muito bem; mais ainda, compartilhava com Moisés e Jeremias a falta de talento oratório. 'Sua presença física é pobre a sua palavra depreciável' (2 Co 10, 10). Portanto, os extraordinários resultados apostólicos que pôde conseguir não devem ser atribuídos a uma brilhante retórica ou a refinadas estratégias apologéticas e missionárias. O êxito de seu apostolado depende, sobretudo, de seu compromisso pessoal ao anunciar o Evangelho com total entrega a Cristo», afirma.

«Este acho que deve ser o primeiro fruto deste ano paulino: imitar o grande apóstolo na entrega a Cristo e na valentia em dar testemunho de nossa fé», anima o bispo Saiz Meneses.

Fonte: zenit.org
Recolha de António Ferreira

Santo Anjo da Guarda de Portugal

Nota Histórica

Os Anjos que fazem parte desse mundo invisível, a que se estende também a acção criadora de Deus, vivem inteiramente dedicados ao louvor e ao serviço de Deus. A inteligência humana tem dificuldade em exprimir a natureza dessas criaturas espirituais. A sua missão, porém, é-nos mais conhecida através da Bíblia, que, em tantos passos, dá testemunho à cerca da existência dos Anjos.

Mensageiros de Deus, em momentos decisivos da História da Salvação, os Anjos estão encarregados da Guarda dos homens (Mt. 18, 10: Act. 12,3) e da protecção da Igreja (Ap. 12, 1-9). A fé cristã crê também que cada nação em particular tem um Anjo encarregado de velar por ela.

Em Portugal a devoção ao Anjo da guarda é muito antiga. Tomou, porém, um incremento especial com as Aparições do Anjo, em Fátima, aos Pastorinhos. Pio XII mandou inserir esta comemoração no nosso Calendário.

ORAÇÃO COLECTA DA MISSA

Deus eterno e omnipotente,
que destinastes a cada nação o seu Anjo da Guarda,
concedei
que, pela intercessão e patrocínio do Anjo de Portugal,
sejamos livres de todas as adversidades.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


Orações do Anjo

Ensinadas aos pastorinhos em diversas aparições

LOCA DO ANJO - Onde as crianças receberam a primeira e terceira visitas do "Anjo da Paz" (Primavera e Outono de 1916).

"Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam".

O POÇO DOS PASTORINHOS: Ao fundo do quintal da casa de Lúcia, o poço, onde o "Anjo da Paz", "Anjo de Portugal", apareceu pela segunda vez (Verão de 1916).

"Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-vos profundamente e ofereço-vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores".

Recolha de António Ferreira

Bento XVI - Junho - Mês do Sagrado Coração de Jesus

CIDADE DO VATICANO, domingo, 1º de Junho de 2008 (ZENIT.org). - Publicamos a intervenção que Bento XVI pronunciou hoje, ao rezar o Angelus junto a milhares de peregrinos congregados na Praça de São Pedro, do Vaticano.

Queridos irmãos e irmãs:

Neste domingo, que coincide com o início de Junho, eu gostaria de recordar que este mês está tradicionalmente dedicado ao Coração de Cristo, símbolo da fé cristã, particularmente amado, tanto pelo povo como pelos místicos e pelos teólogos, pois expressa de uma maneira simples e autêntica a "boa notícia" do amor, resumindo em si o mistério da encarnação e da Redenção. E na sexta-feira passada celebramos a solenidade do Sagrado Coração de Jesus, terceira e última das festas que seguiram o Tempo Pascal, após a Santíssima Trindade e o Corpus Christi.

Esta sucessão faz pensar em um movimento que se dirige ao centro: um movimento do espírito guiado pelo próprio Deus. Desde o horizonte infinito do seu amor, de facto, Deus quis entrar nos limites da história e da condição humana, tomou um corpo e um coração, para que possamos contemplar e encontrar o infinito no finito, o Mistério invisível e inefável no Coração humano de Jesus, o Nazareno.

Em minha primeira encíclica sobre o tema do amor, o ponto de partida foi precisamente o olhar dirigido ao lado transpassado de Cristo, do qual João fala no seu evangelho (cf. 19, 37; "Deus caritas est", 12). E este centro da fé é também a fonte da esperança pela qual fomos salvos, esperança que foi o tema da minha segunda encíclica.

Toda pessoa precisa de um «centro» para sua própria vida, um manancial de verdade e de bondade ao qual recorrer frente à sucessão das diferentes situações e no cansaço da vida quotidiana. Cada um de nós, quando faz uma pausa em silêncio, precisa sentir não somente o palpitar do coração, mas, de maneira mais profunda, o palpitar de uma presença confiável, que pode ser percebida com os sentidos da fé e que, no entanto, é muito mais real: a presença de Cristo, coração do mundo. Eu vos convido, portanto, a renovar no mês de Junho sua própria devoção ao Coração de Cristo, valorizando também a tradicional oração de oferecimento do dia e tendo presentes as intenções que proponho a toda a Igreja.

Junto ao Sagrado Coração de Jesus, a liturgia nos convida a venerar o Coração Imaculado de Maria. Confiemo-nos sempre a ela com grande confiança. Eu gostaria de invocar a intercessão materna de Nossa Senhora mais uma vez pelas populações da China e de Mianmar, atingidas por calamidades naturais, e por aqueles que passam pelas numerosas situações de dor, doença e miséria material e espiritual que marcam o caminho da humanidade.

Fonte: zenit.org
Recolha de António Ferreira

Dia 30 de Maio de 2008 Festa do Coração de Jesus

A devoção ao Coração de Jesus já existia na Idade Média. Como festa litúrgica, aparece em 1675, após as aparições do Senhor a Santa Margarida Maria Alacoque. Nestas revelações, a Santa ganhou uma consciência extremamente viva da necessidade de reparar pelos pecados pessoais e de todo o mundo, e de corresponder ao amor de Cristo. A festa celebrou-se pela primeira vez em 21 de Junho de 1686. Pio IX estendeu-a a toda a Igreja. Pio XI, em 1928, deu-lhe o esplendor actual.

Sob o símbolo do Coração humano de Jesus, considera-se sobretudo o Amor infinito de Cristo por cada homem; por isso, o culto ao Sagrado Coração "nasce das próprias fontes do dogma católico", como o Papa João Paulo II expôs na sua abundante catequese sobre este mistério tão consolador.

Em 15.Junho 2007 Bento XVI uniu-se com uma mensagem ao congresso internacional «Cor Iesu, Fons Vitae» («Coração de Jesus, fonte de vida») que de 1 a 3 de Junho aprofundou no centro do cristianismo: o amor de Cristo.

Em uma mensagem, lida pelo arcebispo Manuel Monteiro de Castro, núncio apostólico na Espanha, o Papa recorda o 150º aniversário da instituição da festa do Sagrado Coração de Jesus.

O Papa alentou os participantes do congresso «a realizar, em cada momento, a tarefa sempre actual de acolher o dom do amor de Cristo reafirmando o propósito de viver unidos a seu Coração em pensamentos, acções, afectos e palavras».

Deste modo, acrescenta, podem «deixar-se transformar por Ele e ser assim testemunhas e impulsionadores de seu reino de Amor».

O Santo Padre exorta todos, «com paternais entranhas, a considerar a resposta que o Senhor deseja ardentemente de cada um para aceitar seu amor antepondo-o a todas as coisas, e a corresponder-lhe no compromisso de comunicá-lo aos outros».

Deste modo, conclui aprende-se «a amar os irmãos com seu próprio amor, reconhecendo qualquer ferida, física ou moral, infligida à dignidade do ser humano».

Leitura aconselhada: S. Josemaria, «O CORAÇÃO DE CRISTO PAZ DOS CRISTÃOS», Homilia em "Cristo que passa".

Recolha de António Ferreira

Hoje o Nosso Maior Empreendimento são os Nossos Filhos

Isaac Viciosa, reconhecido atleta espanhol, conta neste testemunho recentemente publicado na imprensa a importância que a família teve no seu percurso profissional.

Em 1994 foi vice-campeão europeu de 1500 m, campeão de Espanha da mesma modalidade, e estabeleceu um nove recorde nacional dos 3000 metros em pista coberta. Nos Jogos Olímpicos de 1996 acabou em 6º lugar nos 5000 metros. Ganhou 4 edições da prestigiada corrida de São Silvestre (três delas consecutivas de 2000 a 2002). Isaac Viciosa é um dos muitos atletas espanhóis que encontrou na sua vida cristã e na mensagem dos santos uma fonte de sentido para a sua realização pessoal. É supranumerário do Opus Dei.

- Como recordas os primeiros anos que dedicaste ao desporto?

Com a sensação de não ter podido passar muito tempo com os meus pais e irmãos porque, além das minhas obrigações como desportista, ainda acrescia o facto de estar a 100 km de distância, visto que eles viviam na província de Palencia e eu estava aqui em Valladolid. Mas o desporto ajudou-me a conhecer novos amigos e a ter uma família.

- Teve influência na tua própria família?

Desde o princípio a minha namorada aceitou que tínhamos que ter uns horários e actividades muito restringidos. Tive a sorte de ela entender e facilitar.

- Como é a tua família actual?

Numerosa, temos 5 filhos que consideramos os nossos grandes tesouros.

- Ter 5 filhos não é habitual...

Pois não. Tanto a minha mulher como eu tínhamos, já desde o tempo de namoro, a ideia de ter vários filhos. E mesmo que ao princípio tenhamos tido que nos adaptar a que a sua presença mudasse particularmente a minha forma de vida, porque alterou os meus horários rigorosos e os meus descansos, conseguimos, e hoje pensamos que a nossa principal missão na vida não é o trabalho ou a vida social, mas sim colaborar em levá-los adiante e, mesmo que isso implique mais esforço, também dá a satisfação de saber que são parte de nós. Hoje o nosso maior empreendimento são os nossos filhos.

- A família é o suporte da sociedade?

Sem dúvida. A família é o espaço onde a criança se vai desenvolver como pessoa, vai crescer feliz, e se vai formar em todas as suas qualidades, onde vai ser amada e manter-se protegida. O nosso maior empenho como pais é que os nossos filhos tenham uma infância feliz. Acho que isso se pode encontrar em todas as famílias.

- Quais são os benefícios de ter uma família?

Quando se ama uma pessoa, casa-se, e esse amor dá fruto nos filhos, encontra-se a felicidade. Mesmo que alcances grandes triunfos profissionais ou sociais, se não te sentires amado, consideras-te um fracassado. Portanto é fácil concluir que é dentro da família que encontras todos os elementos para seres feliz. E todos procuramos o caminho da felicidade, portanto devemos salvaguardá-la e protegê-la. Se as pessoas acreditassem seriamente nisto, algumas ideias que surgem hoje em torno da palavra "família" não teriam lugar.

Fonte: aaldeia.net

http://www.opusdei.org/

Tradução, para a Aldeia, de Maria Francisca Chaves Ramos

Recolha de António Ferreira

"Loja do Céu"

Andava eu pela estrada da vida tempos atrás quando certo dia vi um letreiro que dizia: "Loja do Céu”.
Quando me aproximei, a porta se abriu... e quando me dei conta já havia entrado. Vi grupos de ANJOS por todos os lados!
Um deles me deu uma cesta e disse: ”Filho meu, compre tudo o que quiseres, nesta loja há tudo de que um Cristão necessita...e o que não puderes carregar hoje, podes voltar amanhã e levar sem problemas”.
Comecei pegando PACIÊNCIA e logo em seguida AMOR, já que estavam na mesma prateleira.
Mais adiante estava a COMPREENSÃO e também a comprei; iria precisar dela aonde quer que eu fosse... Comprei, também, duas caixas de SABEDORIA e duas sacolas de FÉ. Não pude deixar de lado o ESPÍRITO SANTO pois que estava em todo o lugar... Me detive por instantes para comprar FORÇA e CORAGEM, pois, me ajudariam muito na jornada da vida. Quando eu já tinha quase cheia a cesta, lembrei-me que me fazia falta um pouco de GRAÇA, BENDIÇÃO, ... E que não deveria me esquecer da SALVAÇÃO. Esta, a loja oferecia GRATUITAMENTE!!! Então peguei uma generosa porção de cada uma: O suficiente para salvar-me e para salvar-te! Caminhei em direção ao caixa para pagar a conta, já tinha tudo para fazer a vontade do MESTRE
Foi quando vi a ORAÇÃO e a agreguei à minha cesta já repleta. Sabia que quando saísse eu a usaria... a PAZ e a FELICIDADE estavam em pequenas prateleiras, e aproveitei para levá-las também; a ALEGRIA pendia do teto, agarrei um pacote para mim.
Cheguei ao caixa e perguntei: Quanto devo?
Ele sorriu e me respondeu:
“Leva a tua cesta aonde quer que vás...”
Uma vez mais, sorri e perguntei:
“Quanto realmente eu devo?"
Ele sorriu outra vez e disse:
”Filho meu, não te preocupes, Jesus pagou a conta há muito, muito tempo atrás".
"Tudo o que pedires em oração, com fé, o receberás". (Mateus,21:22)
Recolha de João Menéres

Carta de um filho a todos os pais do mundo

Por Marita Abraham

Não me dêem tudo o que lhes peço; às vezes só peço para ver quanto consigo. Não gritem comigo, respeito-vos menos quando gritam comigo e me ensinam a gritar também, e eu não quero gritar.

Não me dêem sempre ordens; se às vezes me pedissem as coisas eu as faria mais rápido e com mais gosto. Cumpram suas promessas, boas ou más. Se me prometem um prémio, quero recebê-lo e também se é um castigo.

Não me comparem com ninguém (especialmente com meu irmão); se me apresentam como melhor que os demais alguém vai sofrer e se pior, serei eu quem sofrerei.

Não mudem de opinião tão rapidamente sobre o que devo fazer, decidam-se e mantenham essa decisão. Deixem-me valer por mim mesmo. Se fazem tudo por mim nunca poderei aprender.

Corrijam-me com ternura.

Não digam mentiras na minha frente, nem me peçam que as diga por vocês, mesmo que seja para tirá-los de um apuro. Isto é mau. Faz com que me sinta mal e perco a fé no que vocês dizem.

Quando faço alguma coisa errada não me exijam que lhes diga "por que o fiz"; às vezes nem mesmo eu sei. Se alguma vez se equivocarem em algo, admitam-no, assim se fortalece a opinião que tenho de vocês e me ensinarão a admitir meus próprios erros. Tratem-me com a mesma amabilidade e cordialidade com que vejo que tratam a seus amigos; é que ser família não significa que não possamos também ser amigos.

Não me peçam que faça uma coisa que vocês não fazem; eu aprenderei a fazer tudo o que vocês fazem embora não me digam mas dificilmente farei o que dizem e não fazem.

Quando eu lhes contar algum problema meu, embora lhes pareça muito pequeno, não me digam "não temos tempo agora para essas tolices"; tratem de me compreender, necessito que me ajudem, necessito de vocês.

Para mim é muito necessário que vocês me amem e o digam, o que eu mais gosto é escutá-los a dizer: "Te amamos".

Abracem-se; preciso senti-los próximos de mim. Que vocês não se esqueçam que eu sou, nem mais nem menos que um filho.

Fonte: acidigital.com


Recolha de António Ferreira

Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo

João Paulo II

Encíclica Ecclesia de Eucharistia, 15

"A minha carne é verdadeiro alimento e o meu sangue bebida verdadeira"


A reprodução sacramental na Santa Missa do sacrifício de Cristo coroado pela sua ressurreição implica uma presença muito especial, que – para usar palavras de Paulo VI – «chama-se «real», não a título exclusivo como se as outras presenças não fossem «reais», mas por excelência, porque é substancial, e porque por ela se torna presente Cristo completo, Deus e homem». Reafirma-se assim a doutrina sempre válida do Concílio de Trento: «Pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu sangue; a esta mudança, a Igreja católica chama, de modo conveniente e apropriado, transubstanciação». Verdadeiramente a Eucaristia é "mysterium fidei", mistério que supera os nossos pensamentos e só pode ser aceite pela fé, como lembram frequentemente as catequeses patrísticas sobre este sacramento divino. «Não hás-de ver – exorta S. Cirilo de Jerusalém – o pão e o vinho [consagrados] simplesmente como elementos naturais, porque o Senhor disse expressamente que são o seu corpo e o seu sangue: a fé t'o assegura, ainda que os sentidos possam sugerir-te outra coisa».

"Adoro te devote, latens Deitas": continuaremos a cantar com S. Tomás, o Doutor Angélico. Diante deste mistério de amor, a razão humana experimenta toda a sua limitação. Compreende-se como, ao longo dos séculos, esta verdade tenha estimulado a teologia a árduos esforços de compreensão.

São esforços louváveis, tanto mais úteis e incisivos se capazes de conjugarem o exercício crítico do pensamento com a «vida de fé» da Igreja, individuada especialmente «no carisma da verdade» do Magistério e na «íntima inteligência que experimentam das coisas espirituais» sobretudo os Santos. Permanece o limite apontado por Paulo VI: «Toda a explicação teológica que queira penetrar de algum modo neste mistério, para estar de acordo com a fé católica deve assegurar que na sua realidade objectiva, independentemente do nosso entendimento, o pão e o vinho deixaram de existir depois da consagração, de modo que a partir desse momento são o corpo e o sangue adoráveis do Senhor Jesus que estão realmente presentes diante de nós sob as espécies sacramentais do pão e do vinho».
Recolha de António Ferreira

No Hospital

-Doutor, o senhor terá de me ajudar num problema muito sério. Este meu bebé ainda não completou um ano e estou grávida novamente. Não quero filhos em tão curto espaço de tempo, mas sim num espaço grande entre um e outro.
E então o médico perguntou:- Muito bem. E o que a senhora quer que eu faça?A mulher, já esperançosa, respondeu:- Desejo interromper esta gravidez e conto com a ajuda do senhor.
O médico então pensou um pouco e depois do seu silêncio disse à mulher:
- Acho que tenho um método melhor para solucionar o problema. E é menosperigoso para a senhora.
A mulher sorriu, acreditando que o médico aceitaria seu pedido. E então ele completou:
- Veja bem, minha senhora, para não ter de ficar com os dois bebés de uma vez, em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços. Assim, o outro poderá nascer. Se o caso é matar, não há diferença para mim entre um e outro. Até porque sacrificar este que a senhora tem nos braços é mais fácil, pois a senhora não correrá nenhum risco.
A mulher apavorou-se e disse:
- Não doutor! Que horror! Matar uma criança é um crime!
O médico sorriu e, depois de algumas considerações, viu que a sua lição surtira efeito. Convenceu a mãe que não há menor diferença entre matar a criança já nascida e matar uma criança ainda por nascer, mas viva no seio materno.
O CRIME É EXATAMENTE O MESMO...PERANTE AO HOMEM OU A DEUS!
Recolha de António Ferreira

O Cansaço e a Vida Quotiadina na Família

Chega-se cansado a casa. O cansaço é legítimo. O mau humor, não. Convém lembrar que o homem cansado é propenso ao mau génio, já que tem as defesas baixas e os nervos destemperados.

O cansado tende ao hermetismo. Não é comunicativo.

É preciso dar ao cansado um tempo para decantar as fadigas e preocupações de um dia de trabalho. Deve-se permitir ao guerreiro deixar suas armas, desmontar e recompor-se.

Procura desfazer-se quanto antes de sua mercadoria. Interrompe quando não deve, tem mais pressa quanto mais deve esperar. É a hora heróica dos pais.

O carinho dos filhos vale mais que o esgotamento.

Ao chegar a casa, nenhum pai pode abrir a porta e dizer: "Missão cumprida".

Se ele acha que a casa é o lugar das compensações egoístas, um pai de família perdeu-se. A recompensa verdadeira é a de ver-se rodeado por afecto.

O carinho dos filhos não é um carinho abstracto, teórico. É tangível. Percebe-se. Toca-se.

Os olhos das crianças estão a dizer: "Seja meu pai. Tu és forte, mais forte que o cansaço".

Isolar-se dos filhos ao chegar a casa é dizer-lhes: "Vocês não me interessam".

Um pai sempre cansado ou que pede que o tratem como um homem cansado, é um pai enfermo. A casa não é uma clínica de repouso, onde se cuida religiosamente do silêncio para não atrapalhar os pacientes.

O lugar onde descansa o pai não é "zona de hospital", como tampouco a sala de estar deve ter o cartaz de "crianças a jogar".

Quando os filhos são pequenos são como brinquedos do pai. Quando se está de bom humor, dá-lhes corda. Quando o jogo cansa ou aborrece, guarda-lhes ou arquiva-os. Em muitos casos, a televisão serve, lamentavelmente, de arquivo.

Se os filhos são considerados um incómodo porque perturbam o descanso do pai, exige-se à mãe que os faça evaporar para que não criem problemas.

O guerreiro considera que já teve suficientes aborrecimentos em seu trabalho, ofício ou negócio.

Cultivar a vida familiar

A vida familiar deve ser cultivada, sob o risco de que se torne um campo abandonado.

Incrementa-se com a conversação, com as celebrações, com ritos familiares, com tradições, com uma linguagem que tem pontos de referência comuns.

Sem vida de família, passa-se do trabalho ao trabalho como por um túnel. Agradeçamos que a jornada se interrompa para estar com os que se ama.

O cansaço de uma jornada dura recupera-se na vida em família. A graça do filho pequeno faz mudar a vista cansada. Em casa não nos aceitam por nossa eficácia nem por nosso rendimento: nos acolhem com carinho. E a vida em família é mais amável quando é enfrentada com amabilidade, quando não impacienta a avidez de um filho por contar suas coisas, a do outro que assalta com pedidos, a de um terceiro... O lar não é um monastério onde se ouve o silêncio. As crianças não são objectos imóveis que fazem parte da decoração. A casa não é casa de repouso para doentes dos nervos. O carinho torna amáveis até as interrupções.

(Tirado de Cristo Hoje)

Fonte: acidigital.com


Recolha de António Ferreira

Terço traz Paz e Reconciliação, explica Papa

«O Santo Terço não é uma prática relegada ao passado», mas uma oração que «traz paz e reconciliação», disse Bento XVI ao concluir a oração mariana que presidiu em 3 de maio na basílica de Santa Maria a Maior.
Foram muitos os fiéis que foram no primeiro sábado de maio, mês tradicionalmente dedicado a Maria, para acompanhar esta antiga prática de devoção mariana, dedicada nesta ocasião à reflexão sobre os mistérios gozosos: da Anunciação a Maria ao episódio de Jesus no templo, sentado entre os doutores.
Com as notas do «Tu es Petrus» (Tu és Pedro), o Papa fez sua entrada na mais antiga basílica mariana de Roma, erigida por Sisto III, cuja construção está ligada ao Concílio de Éfeso, que no ano 431 proclamou a Maria Theotòkos, Mãe de Deus.
Antes de iniciar a oração do terço, o Santo Padre se deteve a venerar em silêncio o ícone de Nossa Senhora, «Salus Populi Romani». A imagem que, segundo a tradição, foi pintada pelo evangelista Lucas, e que atualmente é custodiada na Basílica, era no passado levada em procissão pela população para agradecer a Mãe de Jesus pela proteção concedida durante calamidades naturais.
«Na experiência de minha geração – disse o Papa, abandonando-se a algumas lembranças da infância –, as tardes de maio evocam doces lembranças ligadas aos encontros vespertinos para prestar homenagem a Nossa Senhora.»
Bento XVI se deteve na força ainda viva desta devoção mariana: «Hoje, juntos, confirmamos que o Santo Terço não é uma prática relegada ao passado, como oração de outros tempos na qual pensamos com nostalgia».
«O terço está experimentando quase uma nova primavera – acrescentou. Este é sem dúvida um dos sinais mais eloqüentes do amor que as jovens gerações nutrem por Jesus e por sua Mãe, Maria.»
«No mundo atual tão dispersivo, esta oração ajuda a colocar Cristo no centro, como Maria, que meditava interiormente tudo o que se dizia de seu Filho e o que Ele fazia e dizia.»
O Papa elevou uma invocação a Nossa Senhora para acolher a graça que emana dos mistérios do terço, «para que, através de nós, possa 'irrigar' a sociedade, a partir das relações cotidianas, e purificá-la de tantas forças negativas, abrindo-a à novidade de Deus».
«Com efeito – acrescentou –, o terço, quando se reza de modo autêntico, não mecânico e superficial, mas profundo, traz paz e reconciliação. Contém em si a potência curadora do nome santíssimo de Jesus, invocado com fé e com amor no centro de cada Ave Maria.»
Daí o convite do Papa a todos os fiéis para que, durante o mês mariano, eles se sintam «próximos e unidos na oração», para formar, com a ajuda de Nossa Senhora, «um só coração e uma só alma».
Ao final, Bento XVI se dirigiu ao novo prefeito de Roma, Gianni Alemanno, acompanhado de sua esposa Isabella Rauti, dirigindo-lhe «o augúrio de um frutífero serviço ao bem da cidade». Alemanno, que ao ser eleito enviou um telegrama ao Santo Padre, anunciou já ter pedido uma audiência privada a Bento XVI.
Depois, o Papa saudou também a embaixadora americana Mary Ann Glendon, e o ex-porta-voz vaticano, Joaquim Navarro-Valls.
Recolha de António Ferreira

Oração do Terço Presidida por Bento XVI

A Mãe de todos os templos marianos do mundo, local de incomparável beleza, acolhe o Santo Padre para o início do mês mariano e a oração mariana amada pelos Santos: trata-se da Basílica Liberiana de Santa Maria Maior, é o início de Maio, é a oração do Terço

A Mãe de todos os templos marianos do mundo, local de incomparável beleza, acolhe o Santo Padre para o início do mês mariano e a oração mariana amada pelos Santos: trata-se da Basílica Liberiana de Santa Maria Maior, é o início de Maio, é a oração do Terço, que na sua simplicidade e profundidade é oração de grande significado, meio de contemplação cristã, meditação dos mistérios do Filho conservados em silêncio no coração da Mãe, d'Aquela que foi mais próxima do Senhor.

Os fiéis de Roma se uniram em torno de Bento XVI na homenagem que o Papa dirigiu ao ícone do Salus Populi Romani, muito venerado em Roma, ao ritmo das Ave-Marias, que abrem o coração aos mistérios gozosos. "Não se trata de uma prática relegada ao passado – exclamou o Santo Padre – como oração de outros tempos à qual pensar com saudade. O Santo Rosário, ao invés, está conhecendo uma nova primavera… Que Maria nos ajude a colher em nós a graça que deriva desses mistérios". Mas ao passado, às suas tardes de Maio, o Papa se dirigiu evocando "doces lembranças", quando o encontro vespertino com Maria o levava, como muitos de nós, à paróquia, aos pátios das casas e às praças das cidades: uma bela tradição vivida desde a sua infância.

Fonte: h2onews.org
Recolha de António Ferreira

Mês de Maio

Queridos irmãos e irmãs!

[Iniciou há alguns dias o] mês de Maio, que para muitas comunidades cristãs é o mês mariano por excelência. Como tal, ele tornou-se durante séculos uma das devoções mais queridas ao povo e foi sempre valorizado pelos Pastores como ocasião propícia para a pregação, a catequese e a oração comunitária.

Depois do Concílio Vaticano II, que ressaltou o papel de Maria Santíssima na Igreja e na história da salvação, o culto mariano conheceu uma renovação profunda. E o mês de Maio, que pelo menos em parte coincide com o tempo pascal, é bastante propício para ilustrar a figura de Maria como Mãe que acompanha a Comunidade dos discípulos reunidos em unânime oração, na expectativa do Espírito Santo (cf. Act 1, 12-14).

Portanto, este mês pode ser ocasião para voltar à fé da Igreja das origens e, em união com Maria, compreender que também hoje a nossa missão é anunciar e testemunhar com coragem e com alegria Cristo crucificado, esperança da humanidade.

[...]


BENTO XVI, REGINA CAELI, Domingo 6 de Maio de 2007

Se quiser ler o texto completo, clique aqui:

http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/angelus/2007/documents/hf_ben-xvi_reg_20070506_po.html


Recolha de António Ferreira

Um Dia no Céu

Sonhei que fui ao Céu e que um anjo me mostrava as diversas áreas lá existentes.
Entramos numa sala de trabalho cheia de anjos. O anjo-guia parou no primeiro departamento e disse:
- Esta é a ‘Recepção'. Aqui, são recebidas as orações com petições a Deus.
Olhei e vi muitos anjos a organizar os pedidos e bilhetes escritos por pessoas de todo o mundo.Seguimos até chegarmos à segunda secção.
-Esta é a área de ‘Embalagem e Entrega’. Aqui, as graças e bênçãos solicitadas são processadas e entreguesàs pessoas que as pediram, disse o Anjo.
Notei que, também ali, estavam todos muito ocupados, trabalhando intensamente, tal era a quantidade de bênçãos solicitadas e que deveriam ser enviadas.
Finalmente, paramos à frente de uma pequena área e, para minha surpresa, havia só um anjo sentado ali, desocupado, sem fazer nada.
-Esta é a ‘Secção de Reconhecimento’ - disse-me calmamente o meu amigo, ficando embaraçado. -Mas como é isto? Não há nenhum trabalho por aqui? - perguntei.
É tão triste! - o anjo suspirou.- As pessoas recebem as bênçãos que pediram, porém, poucos enviam confirmação de reconhecimento.- E como se confirma que recebemos as bênçãos de Deus? - perguntei.
- Simples, basta dizer “Grato Senhor” - respondeu o anjo- E quais são as bênçãos que devem ser reconhecidas? - perguntei
- Se tens comida no prato, roupa no corpo, um tecto sobre a tua cabeça e um lugar para dormires... És mais rico do que 75% dos habitantes deste mundo.
- Se tens dinheiro no banco e na tua carteira, e algumas moedas a mais lá em casa, tu estás entre os 8% mais bem sucedidos do mundo!
- Se tens o teu próprio computador, és parte do 1% do mundo que temessa oportunidade.
- Se acordaste hoje de manhã com mais saúde que doenças... és mais abençoado que os muitos que nem sequer sobreviverão a este dia.
- Se nunca experimentaste o terror de uma batalha, a solidão da prisão, a agonia da tortura, nem as dores de sofrimento da fome,... estás à frente de 700 milhões de pessoas no mundo.
- Se podes ir a uma Igreja, Mesquita ou Sinagoga, sem o temor de te baterem, seres preso, torturado,... és abençoado e invejado por mais de três bilhões de pessoas, que não podem reunir-se com outros da sua fé.
- Se os teus pais estão vivos e casados, és uma raridade.
- Se podes manter a cabeça erguida e sorrir, não és a norma, és um raro exemplo entre tantos que estão em dúvida e em desespero.
Ao ler esta mensagem, recebeste uma bênção dobrada, alguém pensou em ti, como um ser muito especial, e és mais abençoado que dois bilhões de pessoas no mundo que não sabem ler.
O que podes fazer?
Agradece as tuas bênçãos e, se o teu coração assim quiser, passa esta mensagem a outros, para lembrar-lhes como são abençoados.
Ah! Por alguns instantes somente pára o que estás a fazer e envia ao Departamento de Reconhecimento Divino a seguinte mensagem:“Agradeço Senhor!Agradeço por tudo o que tenho, e por me dares a capacidade de compartilhar esta mensagem.”
Recolha de Teresa Teixeira

Organismos Internacionais promovem Terrorismo com rosto Humano

O «direito ao aborto», à eutanásia ou à esterilização de mulheres em países pobres, apresentados pela ONU e por outros organismos internacionais, foram qualificados pelo filósofo e sacerdote da Diocese de Bruxelas, Michel Schooyans, como

«TERRORISMO SUAVE COM ROSTO HUMANO, PORQUE FORÇAM A VONTADE, IMPÕEM DECISÕES ÀS NAÇÕES, QUE NÃO CHEGAM A SER DISCUTIDAS».

As declarações aconteceram na quarta-feira passada durante uma intervenção na Universidade Católica de Valência.O teólogo afirmou que

«ESTAS INSTITUIÇÕES INTERNACIONAIS TÊM CADA VEZ MAIS PODER PARA DEFINIR O QUE É JUSTO E INJUSTO E IMPOR NOVAS DEFINIÇÕES AOS ESTADOS PARTICULARES, INCLUSIVE COM CHANTAGEM»;

e criticou uma «nova concepção dos direitos humanos», segundo a qual

«JÁ NÃO SE TRATA DE RECONHECER A IGUAL DIGNIDADE DE TODOS OS SERES HUMANOS MAS DE DETERMINAR QUAL É A CATEGORIA DE SERES HUMANOS QUE PODEM SER ADMITIDAS À VIDA E QUAIS AS CATEGORIAS DE SERES HUMANOS QUE PODEM SER ELIMINADAS».

Segundo o sacerdote belga, esta nova concepção está baseada no positivismo de Hans Kelsen, que defende o Direito como um fenômeno autônomo de considerações morais ou ideológicas.Schooyans assinalou que em seu país, Bélgica, «a eutanásia está legalizada» e lá existe um

«DEBATE QUE AINDA NÃO CHEGOU À ESPANHA, NO QUAL SE CRIA UMA MENTALIDADE NAS PESSOAS ADULTAS E IDOSAS DE SER UM PESO INÚTIL QUE SUPÕE UM CUSTO PARA A SOCIEDADE E PARA SUAS FAMÍLIAS».

Neste sentido, acrescentou que, na atualidade, os pacientes estão «cada vez mais ameaçados», já que os governos reduzem orçamentos de saúde e «a oferta de cuidados médicos» para criar essa «mentalidade» de que os «velhos precisam desaparecer».Em outra palestra, Schooyans defendeu a família e assinalou:

«QUANDO VEJO OS ATAQUES DIRIGIDOS À FAMÍLIA ATRAVÉS DOS DENOMINADOS NOVOS MODELOS DE FAMÍLIA OU OS NOVOS DIREITOS, É QUANDO VEJO QUE SE PODE TER MEDO DO FUTURO», JÁ QUE «SE DESTRÓI O LUGAR ONDE NASCE A SOLIDARIEDADE HUMANA»,

e se referiu a Santo Tomás de Aquino para assinalar que

«O USO CORRETO DA RAZÃO É O FUNDAMENTO DA SOLIDARIEDADE HUMANA, JÁ QUE SOMOS CAPAZES DE DIÁLOGO, CONCILIAÇÃO, CONFRATERNIZAÇÃO, E SE REALIZAM TENTATIVAS DE CONSTRUIR O BEM COMUM».

Fonte: http://www.zenit.org/article-18129?l=portuguese

Recolha de António Ferreira

A Música está chamada a dar Esperança, diz o Papa

Concerto em homenagem aos 3 anos de pontificado
CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 24 de Abril de 2008 (ZENIT.org).- A música está chamada a dar esperança ao espírito humano, ferido pelas experiências terrenas, explicou Bento XVI na tarde desta quinta-feira, ao final de um concerto oferecido em sua homenagem.
O concerto foi o presente dado ao Papa pelo presidente da República Italiana, Giorgio Napolitano, para celebrar seus três anos de pontificado.

Em 24 de Abril de 2005, Bento XVI iniciava seu ministério petrino com uma Missa na qual participaram 350 mil pessoas que enchiam a praça de São Pedro e a Via da Conciliação.

O Papa assistiu ao concerto, no corredor central da Sala Paulo VI do Vaticano, acompanhado pelo presidente Napolitano e por seu irmão mais velho, monsenhor Georg Ratzinger.

A orquestra e o coro sinfónico «Giuseppe Verdi» de Milão, dirigidos respectivamente por Oleg Caetani e Erina Gambarini, interpretaram composições musicais de Luciano Berio, Luigi Boccherini, Brahms e Beethoven (a Sétima Sinfonia).

Em seu discurso, o Papa fez referência «ao valor espiritual da arte musical, chamada de maneira particular a infundir esperança no espírito humano ferido pela experiência terrena». Segundo o bispo de Roma, dá-se uma correlação «entre música e esperança, entre canto e vida eterna» e por este motivo a «tradição cristã representa os espíritos bem-aventurados em coro».

O Papa considera que as novas gerações podem encontrar nova inspiração ao aproximarem-se «do valor universal do património artístico», fazendo desta maneira mais fácil a concretização de uma sociedade «aberta aos valores do espírito».

Antes do concerto, o Papa e o presidente italiano mantiveram um encontro no escritório da Sala Paulo VI.

Fonte: zenit.org



Recolha de António Ferreira

O Matrimónio, Vocação Cristã

Em «CRISTO QUE PASSA», Homilias, Natal de 1970.
Excerto
Para o cristão o matrimónio não é uma simples instituição social e menos ainda um remédio para as fraquezas humanas: é uma autêntica vocação sobrenatural. Sacramento grande em Cristo e na Igreja, como diz S. Paulo, é, ao mesmo tempo e inseparavelmente, contrato que um homem e uma mulher fazem para sempre, pois, quer queiramos quer não, o matrimónio instituído por Jesus Cristo é indissolúvel, sinal sagrado que santifica, acção de Jesus, que invade a alma dos que se casam e os convida a segui-Lo, transformando toda a vida matrimonial num caminhar divino pela Terra.

Os casados estão chamados a santificar o seu matrimónio e a santificar-se nessa união: cometeriam, por isso, um grave erro. se edificassem a sua vida espiritual à margem do lar. A vida familiar, as relações conjugais, o cuidado e a educação dos filhos, o esforço por sustentar, manter e melhorar economicamente a família, as relações com as outras pessoas que constituem a comunidade social, tudo isso são situações humanas e correntes que os esposos cristãos devem sobrenaturalizar.

A fé e a esperança hão-de manifestar-se na serenidade com que se focam os grandes ou pequenos problemas que surgem em todos os lares, no empenho com que se persevera no cumprimento do dever. A caridade há-de encher tudo e levará: a partilhar as alegrias e os possíveis dissabores; a saber sorrir, esquecendo-se das preocupações pessoais para atender os outros; a escutar o outro cônjuge ou os filhos, mostrando-lhes que são amados e compreendidos deveras; a passar por alto pequenos atritos sem importância, que o egoísmo poderia transformar em montanhas; a fazer com grande amor os pequenos serviços de que se compõe a convivência diária.

Santificar o lar no dia a dia, criar, com carinho, um autêntico ambiente de família: é disso precisamente que se trata. Para santificar cada um dos dias, é necessário exercitar muitas virtudes cristãs; em primeiro lugar, as teologais e, depois, todas as outras: a prudência, a lealdade, a sinceridade, a humildade, o trabalho, a alegria...

Para ler a Homilia completa clicar aqui:

http://pt.escrivaworks.org/book/cristo_que_passa-ponto-23.htm



Recolha de António Ferreira

Papa Bento XVI nos Estados Unidos: "Dai Solução aos Problemas Reais com o Evangelho".

Resumo das intervenções de Bento XVI na viagem aos Estados Unidos. Face ao distanciamento da prática da fé, o Papa aconselhou os Bispos a darem soluções aos problemas reais das pessoas com o Evangelho e a cuidarem da Eucaristia.

DISCURSO NA CASA BRANCA


"Venho como amigo e anunciador do Evangelho, como alguém que tem grande respeito por esta vasta sociedade pluralista".

"Confio em que os americanos encontrem nas suas crenças religiosas uma fonte preciosa de discernimento e uma inspiração para procurar um diálogo razoável, responsável e respeitoso no esforço por edificar uma sociedade mais humana e mais livre."

"A liberdade é não só um dom, é também um apelo à responsabilidade pessoal. A defesa da liberdade é um apelo a cultivar a virtude, a autodisciplina, o sacrifício pelo bem comum e um sentido de responsabilidade perante os menos favorecidos. Além disso, exige a valia do empenho na vida civil, levando as próprias crenças religiosas e os valores mais profundos a um debate público razoável".

ENCONTRO COM OS BISPOS EM WASHINGTON

Cristo, o centro "As pessoas necessitam que se lhes recorde qual é o fim último da sua vida. Sem Deus, as nossas vidas encontram-se realmente vazias. A meta de toda a nossa actividade pastoral e catequética, o objecto da nossa pregação, o âmago do nosso ministério sacramental há-de ser ajudar as pessoas a estabelecerem e a alimentarem essa relação vital com "Jesus Cristo nossa esperança".

A vida matrimonial. "Um tema de profunda preocupação é a situação da família na sociedade. O divórcio e a infidelidade estão a aumentar e muitos jovens, homens e mulheres, decidem atrasar o casamento ou mesmo evitá-lo completamente".

"É vosso dever proclamar com fortaleza os argumentos de fé e de razão que faz da instituição do matrimónio, um compromisso para a vida entre um homem e uma mulher, aberto à transmissão da vida. Esta mensagem deveria ressoar junto das pessoas de hoje, já que é essencialmente um "sim" incondicional e sem reservas à vida, um "sim" ao amor e um "sim" às aspirações do coração da nossa comum humanidade, ao mesmo tempo que nos esforçamos por realizar o nosso profundo desejo de intimidade com os outros e com o Senhor ".

Acompanhar os sacerdotes. "Um dos sinais contrários ao Evangelho da vida é o abuso sexual de menores. Recebestes de Deus uma responsabilidade como pastores de vendar as feridas causadas por cada violação da confiança, favorecer a cura, promover a reconciliação e aproximar-vos com afectuosa preocupação de quantos foram tão seriamente afectados".

"Neste momento uma parte vital da vossa tarefa é reforçar as relações com os vossos sacerdotes, especialmente naqueles casos em que surgiu tensão entre sacerdotes e bispos como consequência da crise. É importante que continueis a demonstrar-lhes a vossa preocupação, o vosso apoio e o vosso guia através do exemplo".

Oração. "Temos que redescobrir a alegria de viver uma existência centrada em Cristo, cultivando as virtudes e submergindo na oração. O tempo passado na oração nunca é desperdiçado, por muito importantes que sejam os deveres que nos solicitam de todos os lados".

Secularismo. "Necessitamos de um maior sentido da relação intrínseca entre o Evangelho e a lei natural, por um lado e, por outro, a consecução do autêntico bem humano, que deve verter-se na lei civil e nas decisões morais pessoais.

"O Evangelho deve ser pregado e ensinado como modo de vida integral, que oferece uma resposta atractiva e veraz, intelectual e prática, aos problemas humanos reais. Creio que a Igreja na América tem diante de si neste preciso momento da sua história o repto de encontrar uma visão católica da realidade e apresentá-la a de uma forma atractiva e agradável" a uma sociedade, que oferece todo o tipo de receitas para a auto-realização humana.

O abandono da prática religiosa. "A salvação – a libertação da realidade do mal e o dom de uma vida nova e livre em Cristo – está no próprio âmago do Evangelho. Temos que redescobrir, como já disse, modos novos e atractivos para proclamar esta mensagem. Na liturgia da Igreja e sobretudo no sacramento da Eucaristia, é onde se manifestam estas realidades de maneira mais poderosa e se vivem na existência dos crentes; quiçá tenhamos ainda muito que fazer para realizar a visão do Concílio sobre a liturgia como exercício do sacerdócio comum e como impulso para um apostolado frutuoso no mundo".

Escassez de vocações. "A própria oração, nascida nas famílias católicas, fomentada por programas de formação cristã, reforçada pela graça dos sacramentos, é o meio principal pelo qual chegamos a conhecer a vontade de Deus para a nossa vida".

Fonte: http://www.opusdei.pt/art.php?p=27454

Recolha de António Ferreira

Faleceu o Cónego Eduardo Melo Peixoto

O Cónego Eduardo Melo Peixoto, uma figura marcante da Arquidiocese de Braga, faleceu aos 80 anos de idade, em Fátima.
O Cónego Melo foi encontrado hoje morto no seu quarto da Casa Nossa Senhora do Carmo e o corpo já foi enviado para o Instituto de Medicina Legal de Tomar, disse fonte do Santuário de Fátima.
O sacerdote estava em Fátima para participar num encontro de cursilhos da Cristandade que está a decorrer no Santuário e terá morrido de causas naturais durante a noite, tendo sido encontrado deitado na cama hoje de manhã.
Eduardo de Melo Peixoto nasceu a 30 de Outubro de 1927 em São Lázaro, Braga, e foi ordenado sacerdote em 1951, tendo depois assumido o papel de vigário-geral da arquidiocese durante vários anos, tendo renunciado ao cargo em 2002.
Foi feito Comendador por Mário Soares, tendo servido sob quatro Bispos e seis Papas.
Esteve ligado a vários sectores da vida bracarense, nomeadamente, ao futebol e a imprensa.
Nacional
Agência Ecclesia 19/04/2008 - 12:20

Recolha de Luís Camelo

A Ausência do Pai na Educação dos Filhos

Tiveram um filho. O pai estava orgulhoso e trabalhava muito. Não podia perder tempo porque era necessário sustentar a família. Era preciso ganhar dinheiro e essa era a sua principal missão. Não tinha a menor dúvida disso. Se ele a conseguisse cumprir, tudo correria bem e a família seria feliz.

E o pequeno foi crescendo. «Pai, algum dia quero ser como tu. Podes ajudar-me nos trabalhos de casa?». «Gostaria muito, meu filho, mas hoje não é possível. Tenho muito que trabalhar. Quando tiveres a minha idade já verás. A vida não é nada fácil. Mas não te preocupes, porque daqui a algum tempo teremos um pouco mais de dinheiro e eu, um pouco mais de tempo. Agora pede à tua mãe. Ela tem mais jeito do que eu para essas coisas».

No dia em que o rapaz fez treze anos agradeceu ao pai: «Obrigado pela bola de futebol. Podemos jogar os dois?». «Infelizmente, hoje não pode ser. Tenho muito que trabalhar. Mas o que não vão faltar são oportunidades». «Que pena, pai. Mas não importa. Um dia quero ser como tu. Quero aprender a trabalhar muito».

Anos mais tarde, o filho regressou da universidade. Já era um homem responsável. «Filho, estou orgulhoso de ti. Vamos dar um passeio e falar com calma». «Hoje não posso, pai. Tenho compromissos inadiáveis». «Não importa. Ocasiões não nos vão faltar. Daqui a pouco entro na reforma e vai-nos sobrar tempo para conversarmos com serenidade».

Um tempo depois, o pai reformou-se e o filho, já casado, vivia numa casa das redondezas. Resolveu telefonar-lhe: «Filho, gostaria imenso de estar contigo». «Seria óptimo, pai, mas neste momento estou com a corda no pescoço. Tenho trabalho até à ponta dos cabelos que, por sinal, já estão a ficar brancos. Quando isto passar, tenho a certeza de que não nos vão faltar oportunidades para pormos a conversa em dia». Ao desligar o aparelho, o pai deu-se conta de que o filho tinha cumprido o seu desejo. Era igual ao seu pai.

Nos dias de hoje, um dos maiores problemas na educação dos filhos é a ausência do pai. A educação, para ser equilibrada, necessita dos dois progenitores. A presença paterna na família é diferente e complementar à materna. A falta de um modelo na educação, masculino ou feminino, implica quase sempre um desequilíbrio naquele que é educado.

À juventude actual, parecem faltar valores que naturalmente compete ao pai transmitir. Como diz I. Iturbe, se a educação dos filhos fosse comparada a um filme, poderíamos dizer que o pai converte-se no principal protagonista ao chegar o delicado momento da adolescência. Os filhos tendem a prestar-lhe mais atenção, especialmente se são rapazes. Sentem nesse momento uma certa confusão e desorientação. Necessitam de um apoio firme e seguro. É isso que procuram no seu pai: um modelo com o qual possam identificar-se. Se o pai está ausente, outros modelos virão ocupar esse vazio, com grande probabilidade de não serem modelos propriamente exemplares.

Rodrigo Lynce De Faria
Fonte: Celebração Litúrgica, n. 3, 2007/2008

Recolha de António Ferreira

Oração do Papa Bento XIV no Ground Zero

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 17 de abril de 2008 (ZENIT.org).

Um dos momentos mais intensos da visita de Bento XVI aos Estados Unidos será vivido no último dia, no domingo 20 de abril, com sua visita ao Ground Zero, no local onde se localizavam as Torres Gêmeas. Publicamos a oração que o Papa elevará em recordação às vítimas dos atentados de 11 de setembro:
Oh, Deus de amor, compaixão e cura,olhai para nós, pessoas de muitos credos e de diferentes tradições, que se reúnem hoje neste lugar, cenário de incrível violência e dor.
Te pedimos em tua bondade que conceda luz eterna e paza todos os que morreram aqui,começando pelos que o fizeram heroicamente: nossos bombeiros, policiais, trabalhadores dos serviços de emergência, junto com todos os homens e mulheres inocentes que foram vítimas desta tragédia, simplesmente porque seu trabalho ou serviços conduziu aqui a 11 de setembro de 2001.
Te pedimos, em tua compaixão, que outorgue a cura àqueles que, devido a sua presença aqui, naquele dia, sofrem feridas e enfermidade. Cura, também, a dor das famílias que ainda estão na dor e todos aqueles que perderam entes queridos nesta tragédia. Concede-lhes força para continuar suas vidascom valor e esperança.
Recordamos também aqueles que sofreram morte, feridas e perdas no mesmo dia no Pentágono e em Shanksville, Pennsylvania, enquanto nossa oração abraça sua dor e sofrimento. Deus de paz, concede tua paz a nosso mundo violento: paz aos corações de todos os homens e mulheres e paz entre as nações da terra.
Orienta para teu caminho de amor aqueles cujos corações e mentes estão consumidos pelo ódio. Deus de compreensão, Constrangido pela magnitude desta tragédia, buscamos tua luz e guia para enfrentar tão terríveis eventos. Concede que aqueles cujas vidas se perderam possam viver de maneira que as vidas perdidas aqui não se tenham perdido em vão. Conforta-nos e consola-nos, fortalece-nos na esperança, e dai-nos a sabedoria e valor para trabalhar sem descanso por um mundo onde a verdadeira paz e amor reinem entre as nações e nos corações de todos.

Recolha de António Ferreira

Agricultura Tradicional em Colecção de Miniaturas

A propósito do ciclo de palestras organizado pelo Fórum Matosinhense, sobre as Famílias de Agricultores do Concelho, regista-se com agrado a intenção de não deixar esquecer uma parte tão importante e uma das mais características e tradicionais actividades que ocuparam também grande parte das gentes de Leça da Palmeira, até há não muito tempo. A par da actividade piscatória, desenvolvida nas zonas ribeirinhas, a agricultura desenvolvia-se nos lugares de Amorosa, Camposinhos, Gonçalves e Ródão. E foi em Gonçalves que fomos encontrar, numa das grandes casas de lavoura de outrora, o Sr. Macedo da Silva, que, não podendo hoje dedicar-se de forma efectiva à agricultura, por razões de saúde, preservou e preserva a originalidade da casa, datada de 1913, onde passou a residir após o casamento com a D. Alzira Reina, há mais de 50 anos.
Para ocupar o tempo, o Sr. Macedo tem vindo a construir, em miniaturas, cenas diversas da vida rural, que foi desde sempre a sua vida, e tem já uma colecção considerável, que conserva na ‘casa da eira’, em cujas paredes se pode apreciar diversos ancinhos, malhos, pás e outros utensílios, pendurados em suportes, tal e qual como quando aquela casa fervilhava de actividade. Hoje, ao lado de um pipo que se abre como uma arca e de uma imponente masseira, tem destaque maior a longa mesa onde a colecção de miniaturas está exposta: várias ‘juntas’ de bois com a ‘canga’ ou ‘jugo’, a puxar o carro típico, com a grade, com o arado; a ordenha manual das vacas; uma desfolhada; as várias fases da matança do porco; a masseira na sua função de mesa para amassar o pão e de lugar para o guardar; o pão a ir ao forno; as vindimas, o pisar das uvas, o ir à pipa tirar vinho; uma ‘nora’; o cão e a respectiva ‘casota’; a ceifa e o malhar do feijão na eira.
Tudo feito com o máximo cuidado de pormenor, desde a escada das vindimas, aos cestos para carregar as uvas, à pá de levar o pão ao forno, aos diversos homens e mulheres, adequadamente vestidos (de referir o detalhe das calças arregaçadas do homem que pisa as uvas…), e às réplicas dos utensílios que há nas paredes. Nesta altura, o Sr. Macedo tem já em fase de “construção” um espigueiro, que será a réplica do que existe na casa, e que vai enriquecer ainda mais aquela bela colecção, que pode ser definida como uma “memória” da actividade agrícola tradicional.
O Sr. Macedo não considera essa possibilidade, mas o seu trabalho merecia ser visto, sobretudo pelas gerações mais novas, que, cada vez mais vão vendo estas coisas apenas nas páginas dos livros da escola.

A Voz de Leça agradece ao Sr. Macedo e à D. Alzira a disponibilidade para nos receber e a simpatia com que o fizeram.

Marina Sequeira

Homenagem dos Cartoonistas de Todo o Mundo a João Paulo II no dia da Sua Morte

Recolha de António Ferreira



Regina Caeli

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 1 de Abril de 2008 -Publicamos a intervenção que Bento XVI pronunciou no dia 24 de Março, ao rezar com vários milhares de peregrinos congregados no pátio da residência pontifícia de Castel Gandolfo a oração mariana do Regina Caeli

Amados irmãos e irmãs!

Na solene Vigília pascal voltou a ressoar, depois dos dias da Quaresma, o cântico do Aleluia, palavra hebraica universalmente conhecida, que significa "Louvai o Senhor". Nos dias do tempo pascal este convite ao louvor repercute-se de boca em boca, de coração em coração. Ressoa a partir de um acontecimento absolutamente novo: a morte e ressurreição de Cristo. O aleluia desabrochou nos corações dos primeiros discípulos e discípulas de Jesus naquela manhã de Páscoa, em Jerusalém... Parece quase que ainda se ouvem as suas vozes: a de Maria de Magdala, a primeira que viu o Senhor ressuscitado no jardim junto do Calvário; as vozes das mulheres, que O encontraram enquanto corriam, amedrontadas e felizes, para dar a notícia do túmulo vazio aos discípulos; as vozes dos dois discípulos, que se tinham encaminhado para Emaús com o rosto triste e à noite regressaram a Jerusalém cheios de alegria por terem ouvido a sua palavra e o terem reconhecido "ao partir o pão"; as vozes dos onze Apóstolos, que naquela mesma noite O viram aparecer no meio deles no cenáculo, mostrar as feridas dos pregos e da lança e dizer-lhes: "A paz seja convosco!". Esta experiência inscreveu de uma vez para sempre o aleluia no coração da Igreja! E também no nosso coração.

Daquela mesma experiência deriva também a oração que nós recitamos hoje e todos os dias do tempo pascal, o Regina Caeli no lugar do Angelus. O texto, que substitui nestas semanas o Angelus, é breve e tem a forma directa de um anúncio: é como uma nova "anunciação" a Maria, feita desta vez não por um anjo, mas por nós cristãos que convidamos a Mãe a alegrar-se porque o seu Filho, por ela levado no seio, ressuscitou como tinha prometido. De facto, "alegra-te" tinha sido, em Nazaré, a primeira palavra dirigida à Virgem pelo mensageiro celeste. E o sentido era este: "Rejubila, Maria, porque o Filho de Deus está para se fazer homem em ti". Agora, depois do drama da paixão, ressoa um novo convite à alegria: "Gaude et laetare, Virgo Maria, quia surrexit Dominus vere, alleluia - Rejubila e alegra-te, ó Virgem Maria, Aleluia, porque o Senhor verdadeiramente ressuscitou, aleluia!".

Queridos irmãos e irmãs, deixemos que o aleluia pascal se imprima profundamente também em nós, para que não seja apenas uma palavra em certas circunstâncias exteriores, mas seja expressão da nossa própria vida: a existência de pessoas que convidam todos a louvar o Senhor e o fazem com o seu comportamento como "ressuscitados". "Intercede junto do Senhor por nós", dizemos a Maria, para que Aquele que, na ressurreição do seu Filho, deu de novo a alegria ao mundo inteiro, nos conceda gozar de uma alegria semelhante para sempre, nesta nossa vida e na vida sem fim.

Fonte: zenit.org

Recolha de António Ferreira

Nasce Wikipédia dos santos: www.santopedia.com, à procura de colaboradores

BARCELONA, domingo, 23 de Março de 2008 (ZENIT.org).- Uma Wikipédia para os santos, para «conhecê-los»: esta é a ideia com a que se lança o projecto «Santopedia», lançado por um grupo de jovens católicos de Barcelona para «fomentar o conhecimento dos santos» e «a pesquisa científica e estatística de suas vidas, especialmente dos mártires».

Nestes dias da Semana Santa, lançaram uma primeira versão do site, com o objectivo de fomentar a colaboração de pessoas com bons conhecimentos sobre o santoral. Nacho Cofré, director do projecto, disse à Zenit que «o site está em contínuo crescimento, de conteúdos e de funcionalidades» e o desejo é «que seja um projecto muito grande», mas reconhece que por enquanto «somos poucas pessoas realizando-o».

«Queremos que a devoção aos santos promovida pelo nosso site não seja desde o sentimento, mas desde o conhecimento. É por isso que tampouco queremos acrescentar muitas imagens nem frases sentimentais ou grandes expressões piedosas. Queremos ser um lugar onde se possa encontrar a vida dos santos escrita objectiva e sobriamente», comenta.

Pois bem, seus promotores querem que ele sirva também de «enciclopédia, porque achamos que pode ser uma ferramenta para que pesquisadores, historiadores ou mentes inquietas possam extrair dados estatísticos e fiáveis que lhes ajudem a encontrar o que procuram», acrescenta Cofré.

«Tentamos que a informação seja contrastada ao menos em uma fonte como o Martirológio Romano antes de subi-la. Precisaremos da ajuda de pessoas conhecedoras para que nos apoiem contrastando as informações, mas esperamos que com o tempo o número de colaboradores cresça», anima.

A vantagem da tecnologia utilizada é a de oferecer listas alfabéticas e práticos filtros como o país de origem, a ordem religiosa à qual pertenceram os santos ou seu estado de vida: papas, bispos, sacerdotes, freiras, leigos, mártires, etc.

O site permite inscrever-se a um serviço pelo e-mail ou às notícias RSS para receber os santos de cada dia. Os sites podem acrescentar à sua página uma janela com os santos do dia.

Cofré considera que «a cultura em que vivemos às vezes nos faz esquecer um dos grandes tesouros que a nossa Igreja tem: os santos. Conhecer suas vidas e pedir sua intercessão faz parte da rica e piedosa tradição da cultura cristã».

Seus promotores sabem que existem sites sobre os santos muito mais ricos e com informação de qualidade; agora nasce a dimensão colaborativa.


Por enquanto, já foram introduzidos cerca de 4.000 santos e beatos, e pensamos que em um ano chegaremos a 7.000», conclui seu director.

Mais informação em www.santopedia.com

Fonte: zenit.org, 23.03.08


Recolha de António Ferreira

Cristo Ressuscitado Cura as Chagas da Humanidade, diz O Papa na sua Mensagem Pascal

CIDADE DO VATICANO, domingo, 23 de Março de 2008(ZENIT.org).-
Bento XVI assegurou, neste Domingo de Páscoa, que Cristo ressuscitado vem curar as chagas «abertas e dolorosas» da humanidade, e alentou soluções de paz para Darfur, Terra Santa, Iraque, Líbano e Tibete.
«Quantas vezes as relações entre pessoa e pessoa, entre grupo e grupo, entre povo e povo, em vez de amor, são marcadas pelo egoísmo, pela injustiça, pelo ódio, pela violência», diz na sua mensagem de felicitações pascais.
Milhares de peregrinos escutavam estas palavras do Papa reunidos na praça de São Pedro no Vaticano, enfrentando a chuva torrencial que não parou desde que começou a missa do Domingo da Ressurreição.
«São as chagas de humanidade, abertas e dolorosas em todo canto do planeta, mesmo se, frequentemente, ignoradas e, às vezes, ocultadas de propósito», afirmou o Papa que pronunciou sua felicitação em 63 idiomas
«Chagas que dilaceram almas e corpos de numerosos dos nossos irmãos e irmãs. Elas esperam ser sanadas e curadas pelas chagas gloriosas do Senhor ressuscitado e pela solidariedade dos que, sobre o seu rasto e em seu nome, põem gestos de amor».
Estes cristãos, disse, «empenhando-se com factos em prol da justiça e difundem em volta de si sinais luminosos de esperança nos lugares ensanguentados pelos conflitos e sempre onde a dignidade da pessoa humana continua a ser desprezada e espezinhada».
Ao pronunciar estas palavras o Papa pensava em particular «em algumas regiões africanas, tais como o Darfur e a Somália; no atormentado Oriente Médio, especialmente na Terra Santa, no Iraque, no Líbano, e enfim no Tibete, regiões para as quais faço votos por que se encontrem soluções que salvaguardem o bem e a paz».
«A morte e ressurreição do Verbo de Deus encarnado é um acontecimento de amor insuperável, é a vitória do Amor que nos libertou da escravidão do pecado e da morte – disse –. Mudou o curso da história, infundindo um indelével e renovado sentido e valor à vida do homem».
No total, 102 canais de televisão de todo o mundo transmitiram ao vivo a cerimónia em 67 países diferentes dos cinco continentes, segundo informou a Sala de Imprensa do Vaticano.
Fonte: zenit.org


Recolha de António Ferreira

O Regina Caeli substitui o Angelus durante todo o Tempo Pascal

Regina Caeli (Rainha do Céu)


«Conta-se que, na festa da Páscoa, São Tomas de Aquino aconselhava todos os anos os seus ouvintes a não deixarem de felicitar a Nossa Senhora pela Ressurreição do seu Filho. É o que nós fazemos a partir de agora, começando hoje a rezar o Regina Caeli, que ocupará o lugar do Angelus durante o Tempo Pascal: Rainha do Céu alegrai-vos, aleluia! Porque Aquele que merecestes trazer em vosso ventre, ressuscitou, como disse, aleluia!... E lhe pedimos que nos alcance a graça de ressuscitar para sempre de todo o pecado, a fim de permanecermos em íntima união com Jesus Cristo».

cfr. F. F. Carvajal, "Falar com Deus", II, nº 47, pág. 240


V. Rainha do céu, alegrai-vos, aleluia.
R. Porque Aquele que merecestes trazer em vosso ventre, aleluia,

V. Ressuscitou, como disse, aleluia.
R. Rogai por nós a Deus, aleluia.

V. Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria, aleluia,
R. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia.

Oremos:

Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do vosso Filho, Nosso Senhor
Jesus Cristo, concedei-nos, Vos suplicamos, a graça de alcançarmos pela protecção da Virgem
Maria, Sua Mãe, a glória da vida eterna. Pelo mesmo Cristo Nosso Senhor. Ámen.


Recolha de António Ferreira