Bento XVI Faz Balanço das Jornadas Mundiais da Juventude

Ao rezar o Angelus em Castel Gandolfo


CASTEL GANDOLFO, domingo, 27 de Julho de 2008 (ZENIT.org).- Publicamos a intervenção pronunciada por Bento XVI este domingo, ao meio-dia, antes e depois de rezar a oração mariana do Angelus na residência pontifícia de Castel Gandolfo.

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Caros irmãos e irmãs!

Regressei segunda-feira passada de Sydney, na Austrália, sede da XXIII Jornada Mundial da Juventude. Tenho ainda nos olhos e no coração esta extraordinária experiência, na qual me foi permitido encontrar o rosto jovem da Igreja: era como um mosaico multicolor, formato por rapazes e moças provenientes de toda parte da terra, todos reunidos pela única fé em Jesus Cristo. «Young pilgrims of the world – Jovens peregrinos do mundo», assim as pessoas os chamavam com uma bela expressão que colhe o essencial destas Jornadas internacionais iniciadas por João Paulo II. Estes encontros, de fato, constituem as etapas de uma grande peregrinação através do planeta, para manifestar como a fé em Cristo nos torna todos filhos do único Pai que está nos céus e construtores da civilização do amor.

A característica própria do encontro de Sydney foi a tomada de consciência da centralidade do Espírito Santo, protagonista da vida da Igreja e do cristão. O longo caminho de preparação nas Igrejas particulares tinha seguido como tema a promessa feita por Cristo ressuscitado aos Apóstolos: «Recebereis a força do Espírito Santo, que virá sobre vós, e sereis minhas testemunhas» (Act 1, 8). Nos dias 16, 17 e 18 de Julho, nas igrejas de Sydney, os numerosos Bispos presentes exercitaram seu ministério, propondo as catequeses nos vários idiomas: estas catequeses são momentos de refilão e de recolhimento indispensáveis para que o evento não seja só manifestação externa, mas deixe um traço profundo nas consciências.

A Vigília nocturna no coração do encontro, sob o Cruzeiro do Sul, foi uma invocação conjunta do Espírito Santo; e por fim, durante a grande Celebração eucarística de domingo passado, administrei o Sacramento da Confirmação a 24 jovens de vários continentes, dos quais 14 australianos, convidando todos os presentes a renovar as promessas baptismais.

Assim, esta Jornada Mundial se transformou em um novo Pentecostes, do qual se relançou a missão dos jovens, chamados a ser apóstolos de seus coetâneos, como tantos santos e beatos, e em particular o Beato Piergiorgio Frassati, cujas relíquias, colocadas na Catedral de Sydney, são veneradas por uma ininterrupta peregrinação de jovens. Cada rapaz e moça foi convidada a seguir seu exemplo, a partilhar a experiência pessoal de Jesus, que transforma a vida de seus «amigos» com a força do Espírito Santo, o Espírito do amor de Deus.

Quero hoje agradecer novamente os Bispos da Austrália, em particular o Arcebispo de Sydney, o Cardeal Pell, pelo grande trabalho de preparação e pela cordial acolhida que reservou a mim e ao todos os outros peregrinos. Agradeço às autoridades civis australianas por sua preciosa colaboração. Um obrigado especial é dirigido a todos aqueles que, em cada parte do mundo, rezaram por este evento, assegurando seu êxito. Que a Virgem Maria recompense todos com as graças mais belas. A Maria confio também o período de repouso que terei a partir de amanhã em Bressanone, entre as montanhas do Alto Ádige. Permaneçamos unidos em oração!

[Antes de despedir-se, o Papa voltou a falar com os peregrinos:]

Saúdo, por último, a quantos se encontram em localidades de férias, desejando que passem dias serenos de fecundo descanso físico e espiritual. Não me esqueço de quem não pode desfrutar de um tempo de descanso e de férias: penso nos enfermos nos hospitais, nos encarcerados, nos anciãos, nas pessoas sozinhas, e em quem passa o verão no calor das cidades. A cada um asseguro minha afectuosa proximidade e a lembrança na oração. Bom domingo a todos!

Fonte. zenit.org


Recolha de António Ferreira

Angelus na Jornada Mundial da Juventude - Convite de Deus a Maria

SYDNEY, domingo, 20 de Julho de 2008 (ZENIT.org).- Publicamos as palavra que Bento XVI pronunciou antes e depois da oração do Angelus, ao meio-dia deste domingo, no hipódromo de Randwick, em Sydney, após a missa de encerramento da JMJ.

Prezados jovens amigos,

Preparamo-nos agora para rezar juntos a oração encantadora do Angelus. Nela reflectiremos sobre Maria, jovem mulher em diálogo com o Anjo que, em nome de Deus, A convida a uma particular doação de Si mesma, da sua vida, do seu próprio futuro de mulher e mãe. Podemos imaginar como deveria sentir-Se Maria naquele momento: cheia de trepidação, totalmente baralhada com a perspectiva que Lhe foi apresentada.
O Anjo compreendeu a sua ansiedade e logo procurou tranquilizá-La: «Não tenhas receio, Maria (…). O Espírito Santo virá sobre Ti e a força do Altíssimo estenderá sobre Ti a sua sombra» (Lc 1, 30.35). Foi o Espírito que Lhe deu a força e a coragem para responder ao chamamento do Senhor. Foi o Espírito que A ajudou a compreender o grande mistério que estava para se realizar por meio d'Ela. Foi o Espírito que A envolveu com o seu amor, tornando-A capaz de conceber no seu ventre o Filho de Deus.

Esta cena constitui talvez o momento cardinal na história do relacionamento de Deus com o seu povo. Ao longo do Antigo Testamento, Deus fora-Se revelando de forma parcial mas gradual, como todos fazemos nas nossas relações pessoais. Foi preciso tempo para que o povo eleito aprofundasse a sua relação com Deus. A Aliança com Israel foi uma espécie de período de galanteio, um longo namoro. Chegou depois o momento definitivo, o momento do matrimónio, a realização duma nova e eterna aliança. Naquele momento, Maria, diante do Senhor, representava toda a humanidade: na mensagem do Anjo, era Deus que fazia uma proposta de matrimónio à humanidade; e Maria, em nosso nome, disse sim.

Nas fábulas, a narração termina aqui: e todos, «desde então, viveram felizes e contentes». Na vida real, não é tão fácil… Foram muitas as dificuldades com que Maria Se debateu ao enfrentar as consequências daquele «sim» dito ao Senhor. Simeão profetizou que uma espada haveria de trespassar-Lhe o coração. Quando Jesus tinha doze anos, Ela experimentou os piores íncubos que um progenitor pode viver: durante três dias, teve de aguentar o extravio do Filho. E, depois da actividade pública de Jesus, Ela sofreu a agonia de presenciar a sua crucifixão e morte. Através das várias provações, manteve-Se sempre fiel à sua promessa, sustentada pelo Espírito de fortaleza. E foi por isso mesmo recompensada com a glória.

Queridos jovens, também nós devemos permanecer fiéis ao «sim» com que acolhemos a oferta de amizade feita pelo Senhor. Sabemos que Ele nunca nos abandonará. Sabemos que sempre nos apoiará com os dons do Espírito. A «proposta » do Senhor, Maria acolheu-a em nosso nome. E agora, voltemo-nos para Ela e peçamos-Lhe que nos guie no meio das dificuldades para permanecermos fiéis àquele relacionamento vital que Deus estabeleceu com cada um de nós. Maria é o nosso exemplo e a nossa inspiração. Que Ela interceda por nós junto do seu Filho e, com amor materno, nos proteja dos perigos!

Depois do Angelus

Queridos amigos,

Chegou agora o momento de dizermos «Adeus», ou melhor, «Até à próxima». A todos vos agradeço por terdes participado na Jornada Mundial da Juventude 2008, aqui em Sidney, e espero voltar a ver-vos daqui a três anos. A Jornada Mundial da Juventude de 2011 terá lugar em Madrid, Espanha. Até lá, rezemos uns pelos outros, e prestemos a Cristo o nosso jubiloso testemunho diante do mundo. Que Deus vos abençoe a todos!

Fonte: zenit.org
Recolha de António Ferreira

Um Político Australiano Explica ao Papa que há "Cinco Tipos de Católicos"

John Herron foi embaixador em Irlanda, na Santa Sé, ministro, e senador 11 anos.

É um curiosidade de tantas que se tem dado em Austrália com a visita do Papa a Sydney. O protagonista é John Herron, que foi senador em Austrália durante 11 anos, Ministro de Assuntos Aborígenes, Embaixador na Irlanda e na Santa Sé e actualmente é presidente do Conselho Nacional sobre as Drogas.

Pediram-lhe para ser "embaixador do Dia Mundial da Juventude", um cargo que consiste basicamente em promover a jornada em médios e foros públicos e aceitou. Entrevistado no Camberra Times, explica que se encontrou com o Papa Bento XVI para explicar-lhe os cinco tipos de católicos que há. São estes:

- os católicos esporádicos: recorrem à fé só quando tem problemas ou estão stressados.

- os católicos nominais: limitam-se a pôr uma cruzinha no censo quando lhes perguntam "qual destas é a sua religião?"

- os católicos anticatólicos: foram baptizados mas odeiam o catolicismo ("há muitos destes por aí", respondeu o Papa a Herron).

- os católicos de "cafetaria": petiscam daqui e de lá e deixam o que não gostam.

- e, finalmente, os católicos praticantes, disse Herron ao Papa... "como o Santo Padre e eu".



Recolha de António Ferreira

Bento XVI e Peregrinos Unidos no Ponto Culminante das JMJ 2008

Missa junta multidão em volta do Papa no maior evento juvenil do mundo católico

Milhares de pessoas juntaram-se hoje a Bento XVI para o ponto alto da Jornada Mundial da Juventude 2008, em Sidney. No hipódromo de Randwick, o Papa preside à Missa dominical, o seu último encontro com os peregrinos de todo o mundo.

A celebração iniciou-se ao som do Gregoriano, após a chegada do papamóvel, por entre a multidão. O Cardeal George Pell, Arcebispo da Austrália, saudou Bento XVI e falou da Igreja "jovem" e "viva", apesar de aparecer tantas vezes desfigurada. A seca que atinge várias partes do país foi ainda motivo para um pedido especial de oração, para que a chuva chegue a "esta terra Austral do Espírito Santo".

Após as leituras em espanhol, francês, italiano e inglês, a aclamação ao Evangelho voltou a dar atenção às comunidades da Oceânia, desta vez das Ilhas Fiji, com cantos e danças tradicionais.

Na sua homilia, o Papa pediu uma "nova geração" de Apóstolos, prontos a levar "Cristo ao mundo" e a dar vida a uma "nova era".

"Não tenham medo de dizer sim a Jesus", apelou, numa passagem que foi sublinhada com uma salva de palmas.

"Uma nova geração de cristãos, revigorada pelo Espírito e inspirando-se a uma rica visão de fé, é chamada a contribuir para a edificação dum mundo onde a vida seja acolhida, respeitada e cuidada amorosamente, e não rejeitada nem temida como uma ameaça e, consequentemente, destruída", disse.

"Uma nova era em que o amor não seja ambicioso nem egoísta, mas puro, fiel e sinceramente livre, aberto aos outros, respeitador da sua dignidade, um amor que promova o bem de todos e irradie alegria e beleza. Uma nova era na qual a esperança nos liberte da superficialidade, apatia e egoísmo que mortificam as nossas almas e envenenam as relações humanas", prosseguiu.

Por isso, Bento XVI deixou aos presentes um convite: "Prezados jovens amigos, o Senhor está a pedir-vos que sejais profetas desta nova era, mensageiros do seu amor, capazes de atrair as pessoas para o Pai e construir um futuro de esperança para toda a humanidade".

O Papa afirmou que "na Austrália, nesta grande «Terra Austral do Espírito Santo», tivemos todos uma inesquecível experiência da presença e da força do Espírito na beleza da natureza".

"Também aqui, nesta grande assembleia de jovens cristãos vindos de todo o mundo, tivemos uma experiência concreta da presença e da força do Espírito na vida da Igreja. Vimos a Igreja na profunda verdade do seu ser: Corpo de Cristo, comunidade viva de amor, que engloba pessoas de toda a raça, nação e língua, de todos os tempos e lugares, na unidade que brota da nossa fé no Senhor ressuscitado", acrescentou.

Segundo Bento XVI, "o amor de Deus pode propagar a sua força, somente quando lhe permitimos que nos mude a partir de dentro". "Temos de O deixar penetrar na crosta dura da nossa indiferença, do nosso cansaço espiritual, do nosso cego conformismo com o espírito deste nosso tempo. Só então nos será possível consentir-Lhe que acenda a nossa imaginação e plasme os nossos desejos mais profundos", apontou.

"Estais a viver a vossa existência de modo a dar espaço ao Espírito no meio dum mundo que quer esquecer Deus ou mesmo rejeitá-Lo em nome de uma falsa noção de liberdade?", questionou.

Nesta celebração, o Papa ministra o Sacramento da Confirmação a um grupo de jovens, como forma de reforçar a importância do Espírito Santo na vida da Igreja.

Bento XVI explicou na sua homilia que "ser «selados com o Espírito» significa (...) não ter medo de defender Cristo, deixando que a verdade do Evangelho permeie a nossa maneira de ver, pensar e agir, enquanto trabalhamos para o triunfo da civilização do amor".

"Em cada idade e nas mais diversas línguas, a Igreja continua a proclamar pelo mundo inteiro as maravilhas de Deus, convidando todas as nações e povos a abraçar a fé, a esperança e a nova vida em Cristo", frisou.

Na oração dos fiéis, em sudanês, reza-se por todos os cristãos "que não podem servir abertamente o Senhor por causa de pressões políticas, instabilidade ou medo".

FONTE: AGENCIA.ECCLESIA


Recolha de António Ferreira

1ª Convenção Nacional da Família

Braga, 12 e Julho de 2008

TERMINOU A I CONVENÇÃO NACIONAL DA FAMÍLIA SOBRE O TEMA
"DESAFIOS ACTUAIS DA FAMÍLIA".

Uma organização da associação In Família, com a parceria de outras associações de família e escolas de gestão, que pretendia ser uma referência nacional para todos aqueles que se preocupam com os assuntos da família e com os desafios que actualmente atravessa.

O presidente da Associação In Família, Fernando Almeida, explica à Agência ECCLESIA que a I Convenção Nacional quis reafirmar posições assumidas por todos quantos "se casam, pois comprometem-se para, em todos os quadros, estarem juntas". A mensagem final deseja "reassumir o conceito de dom e compromisso para as nossas famílias".

A Convenção queria abordar três grandes temas "essenciais para o contexto das famílias", explica Fernando Almeida. Casamento e divórcio, liberdade de educação e a conciliação entre trabalho e família.

A Lei do divórcio, recentemente aprovada em Assembleia da República, foi abordada por Matilde Sousa Franco, deputada independente da bancada socialista, que advertiu que a nova Lei do Divórcio vai contribuir para um sério agravamento da violência e desagregação social.

A deputada prevê uma desagregação social e um aumento da violência, à semelhança do que aconteceu nos Estados Unidos e no Reino Unido. "É evidente que vai haver mais divórcios e uma desagregação social gravíssima, bem como um aumento da violência".

Matilde Sousa Franco não entende por que é que o PS resolveu aprovar esta lei, "até porque tinham sido apresentadas há um ano algumas ideias pelo Bloco de Esquerda, este ano surgiram mais algumas… e foi-se atrás disso", lamentou.

Fernando Almeida dá conta à Agência ECCLESIA que foi feita uma denúncia acerca da lei do divórcio. "Novos paradigmas de vida, alterações de valores éticos, morais e culturais", explica, recordando que "é impensável que duas pessoas se divorciem por alteração das faculdades mentais de um dos cônjuges". O Presidente da In Família explica que "isto é inumano".

No que respeita à educação, "foi defendido o conceito de serviço público de educação, contra o que consideramos uma educação de cariz sufocador, que é o que tem vindo a acontecer em Portugal".

Fernando Almeida explica ainda que se manifestaram contra "rumos burocráticos e ideológicos veiculados no nosso sistema educativo", que "não dá lugar às famílias que querem apostar em projectos educativos familiares".

No terceiro grande tema foi defendido o conceito de "integração entre o trabalho e a família". Fernando Almeida explica que este modelo pressupõe que "uma visão integral da vida das pessoas".

Existem ainda hoje alguns preconceitos e obstáculos que podem funcionar como agentes impeditivos para que as mulheres atinjam lugares cimeiros na escada empresarial. Esta convicção é de Maria Nuria Chinchilla, especialista mundial em conciliação trabalho e família e professora e investigadora nas Universidades de Harvard e Stanford.

O desafio para as empresas é para a igualdade, pois segundo a investigadora, "a maternidade é a principal causa de discriminação no trabalho". Nuria Chinchilla defendeu que um dos principais problemas que se colocam em particular às mulheres, é o facto de "não termos tempo nem energia para construir famílias".

Para Nuria Chinchilla, não há um, mas dois tectos que impedem as mulheres de alcançarem a "penthouse" profissional. O "tecto de cristal", que encerra em si o escasso apoio existente, tanto em casa como no trabalho, e o difícil acesso à informação e à rede de contactos masculina. Acresce ainda o denominado "tecto de cimento", que indica que de acordo com estatísticas apresentadas, 33 por cento das mulheres recusam promoções devido à dificuldade de conciliar trabalho e família.

A cultura de longas jornadas laborais, duplas e triplas (a saber, trabalho, filhos e, muitas vezes, pais inclusive) aliada à ausência da flexibilidade laboral, gera stress e consequentes doenças associadas. A investigadora salientou ainda a discrepância salarial entre homens e mulheres.

Com Rádio Renascença

Fonte: agencia.ecclesia.pt



Recolha de António Ferreira

Actualidade de S. Paulo Num Mundo Multireligioso

Primeira catequese do novo ciclo sobre o apóstolo dos gentios


CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 2 de Julho de 2008 (ZENIT.org).- Em um mundo multicultural e multirreligioso, São Paulo tem uma mensagem particularmente actual, considera Bento XVI.

O pontífice apresentou nesta quarta-feira o exemplo de apóstolo dos povos, em particular sua capacidade para assimilar os grandes valores filosóficos de sua época e de harmonizá-los sem trair no mínimo a sua fé em Jesus Cristo.

Deste modo, começou um novo ciclo de catequeses --em seu encontro semanal com os fiéis-- dedicado a Paulo de Tarso, por ocasião do Ano Paulino (de 28 de Junho de 2008 a 29 de Junho de 2009), que ele mesmo convocou para celebrar os dois mil anos de nascimento do apóstolo.

Sua primeira intervenção, celebrada na Sala Paulo VI do Vaticano, com a participação de quase dez mil peregrinos, se concentrou em apresentar uma análise do ambiente na qual o santo viveu, pois – como assinalou – «o contexto sociocultural de hoje não é muito diferente do de então».

O bispo de Roma apresentou São Paulo como «homem de três culturas», «levando em conta sua origem judaica, seu idioma grego e sua prerrogativa de "civis romanus", como testemunha também o nome de origem latina».

«A visão universalista típica da personalidade de São Paulo, ao menos do Paulo cristão que surgiu após a queda no caminho de Damasco, deve certamente seu impulso básico à fé em Jesus Cristo, enquanto a figura do Ressuscitado supera todo particularismo», reconheceu o pontífice.

De fato, «para o apóstolo, "já não há judeu nem grego; nem escravo nem livre; nem homem nem mulher, já que todos vós sois um em Cristo Jesus" (Gálatas3, 28). No entanto, a situação histórico-cultural de seu tempo e ambiente também influíram em suas opções e compromisso».

Em particular, o Papa mencionou como Paulo acolheu os valores positivos da filosofia estóica, que ainda que de maneira marginal, influiu no cristianismo das origens.

«Tudo o que há de verdadeiro, de nobre, de justo, de puro, de amável, de honrável, tudo o que for virtude e coisa digna de elogio, tudo isso levai-o em conta», diz o apóstolo em Filipenses (4, 8).

Um filósofo como Séneca, superando todo ritualismo exterior, ensinava que «Deus está perto de ti, está contigo, está dentro de ti» (Cartas a Lucilio, 41, 1), recordou Bento XVI.

Do mesmo modo, quando Paulo se dirige a um auditório de filósofos epicuristas e estóicos no Areópago de Atenas, diz textualmente que «Deus... não habita em santuários fabricados por mãos humanas..., pois nele vivemos, nos movemos e existimos» (Actos dos Apóstolos 17, 24.28).

«Deste modo, ele se faz certamente eco da fé judaica em um Deus que não pode ser representado em termos antropomórficos, mas se põe também em uma longitude de onda religiosa que seus ouvintes conheciam bem», declarou o Papa.

Após seu olhar sobre o ambiente cultural do século I da era cristã, o Papa concluiu constatando que «não é possível compreender adequadamente São Paulo sem situá-lo no contexto tanto judeu como pagão de seu tempo».

«Mas tudo isso é igualmente válido para o cristianismo em geral, do qual o apóstolo Paulo é um paradigma de primeiro plano, de quem todos temos ainda tanto que aprender e este é o objectivo do Ano Paulino: aprender de São Paulo a fé, aprender dele quem é Cristo, aprender, em definitivo, o caminho para uma vida recta», concluiu.
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Na tarde desta quarta-feira, o Papa se trasladou à residência pontifícia de Castel Gandolfo, a 30 quilómetros de Roma.

A partir desta semana, como é já habitual, o Santo Padre dirigirá a oração do Angelus dos próximos domingos no pátio interno do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo.

Bento XVI viajará de 12 a 21 de Julho a Sydney, na Austrália, para presidir a Jornada Mundial da Juventude.

Fonte: zenit.org

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Recolha de António Ferreira

Portugal Terá um Novo Santo

Reconhecido milagre do beato Nuno Álvares Pereira

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 3 de Julho de 2008 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI autorizou esta quinta-feira a Congregação para as Causas dos Santos promulgar os decretos que reconhecem um milagre e as virtudes heróicas do beato português Nuno Álvares Pereira.
Com isso, abriram-se as portas à canonização do leigo, general, e depois professo na Ordem do Carmo, que viveu de 1360 a 1431, e foi beatificado pelo Papa Bento XV em 1918.

Segundo informa Agência Ecclesia, a cura milagrosa reconhecida pelo Vaticano foi relatada por Guilhermina de Jesus, uma sexagenária natural de Vila Franca de Xira, que havia sofrido lesões no olho esquerdo em conseqüência de queimadura.

A cura de Guilhermina de Jesus, depois de ter pedido a intervenção do beato, foi observada por diversos médicos em Portugal e foi analisada por uma equipe de cinco médicos e teólogos em Roma, que a consideraram milagrosa.

Nuno Álvares Pereira, também conhecido como o Santo Condestável ou Beato Nuno de Santa Maria, nasceu no dia 24 de Junho de 1360, no Castelo do Bonjardim.
Casou-se em 1377 com Leonor de Alvim. Do casamento nasceu uma filha: Dona Beatriz Pereira de Alvim.

Vendo ameaçada a independência de Portugal perante Castela, aceita o convite de João, o Mestre de Avis, de ser Regedor e Defensor do Reino.

Após vencer várias batalhas (entre elas a célebre de Aljubarrota, recordada por Camões nos Lusíadas, quando supera um exército castelhano cinco vezes maior), e já viúvo, inicia a construção do Convento do Carmo, em Lisboa.

Em 1422 partilha seus bens e torna-se leigo professo carmelita. Toma o nome de Irmão Nuno de Santa Maria. Permanece no Convento do Carmo até a morte, ocorrida em 1431, aos 71 anos.

Fonte: zenit.org


Recolha de António Ferreira

Cristãos e Muçulmanos: Dois Modos de Falar de Deus

Um documento do episcopado francês mostra os pontos em comum e as diferenças
Será que cristãos e muçulmanos têm a mesma ideia de Deus? As diferenças são só modos diversos de apresentar o mesmo Deus? A comissão doutrinal do episcopado francês, acaba de publicar um documento onde assinala os pontos em comum, mas destaca as divergências que fazem com que " a nossa percepção do mistério de Deus não seja a mesma".

Data: 19 Junho 2008

O documento começa por afirmar os pontos de convergência entre cristianismo e islão como religiões monoteístas. Recorda que o Concílio Vaticano II declara que "a Igreja olha com estima os muçulmanos que adoram o Deus único, vivo e subsistente, misericordioso e omnipotente, criador do céu e da terra, que falou aos homens" (Nostra aetate, n.3).

Ao falar de Deus, "Cristianismo e Islão podem reconhecer-se sem grande dificuldade se se trata do Deus com o qual a criatura humana pode estar em relação mediante o acto de fé, a oração, o desejo de cumprir a sua vontade, de agradar-lhe e até de amá-lo (o que é verdade na corrente mística do Islão), como entidade eterna, criadora e benevolente… Igualmente um enfoque metafísico revela numerosas semelhanças". Mas isto "não pode deixar na sombra as diferenças e inclusive as oposições radicais. O modo como os cristãos e muçulmanos falam de Deus é muito diferente".

A seguir, dá exemplos destas diferenças.

"O Islão insiste fortemente na unicidade de Deus e não pode aceitar a revelação do Cristianismo sobre o facto de que Deus é Pai, Filho e Espírito. Não se entende a noção de Trindade", que é impugnada em nome da rejeição do politeísmo.

Também não pode haver Encarnação. "Esta é, para o Islão, um atentado à transcendência de Deus". "Os muçulmanos recusam associar toda a criatura a Deus. Não é possível nem sério afirmar que um ser possa ser verdadeiro Deus e verdadeiro homem".

O documento episcopal adverte que para um cristão " a impressão que emana de uma leitura do Corão é que a sua informação sobre o cristianismo é muito pobre e muitas vezes inexacta".

Com respeito a Jesus, "o Corão nega a sua morte na cruz. Na realidade, a crucifixão de Jesus teria sido para as testemunhas da cena uma aparência ou uma ilusão". "A salvação não vem de Jesus Cristo. Este foi só um grande profeta, que veio trazer aos homens o Evangelho, uma mensagem proveniente realmente de Deus, mas que foi deformada pelos cristãos. Jesus é, pois, um simples homem". Para o Islão,"Jesus ao ser um profeta, sofreu normalmente provas, mas como era verdadeiramente enviado de Deus, não podia experimentar um fracasso final".

"O Islão ignora toda a mediação e recusa o que lhe parece ser um obstáculo entre Deus e os homens, enquanto que para o Cristianismo, a salvação vem por Jesus Cristo, o único mediador entre Deus e os homens", acrescenta o texto.

Tanto para o Islão como para o Cristianismo, Deus fala aos homens e existem escrituras sagradas, "mas as concepções das revelações são muito diferentes: o Corão é fruto de um ditado de Deus a Maomé, é a palavra de Deus tal como a expressa e pronuncia o próprio Deus". O documento esclarece que esta posição maioritária é hoje objecto de debate entre os sábios muçulmanos, e alguns não duvidam em falar de interpretação do Corão. "Para os cristãos, Deus inspirou os autores bíblicos que escreveram os livros da Bíblia servindo-se das palavras e formas literárias do seu tempo".

Como para os muçulmanos as afirmações do Corão têm a autoridade da palavra de Deus, "o diálogo dogmático é muito difícil sobre as questões essenciais". No entanto é possível sobre outras questões da fé, "como a oração, a vida moral, a criação, o sentido do homem…"

Em conclusão, o documento afirma que para os cristãos e muçulmanos "a percepção do mistério de Deus não é a mesma. Para os cristãos, a Encarnação do Filho de Deus transformou as coisas".

Finalmente, cita-se a alocução que João Paulo II dirigiu aos jovens muçulmanos em Casablanca (19-08-1985), na qual assinalou os valores religiosos que cristãos e muçulmanos têm em comum: "uns e outros acreditamos num Deus, o Deus único, que é a própria justiça e misericórdia; acreditamos na importância da oração, do jejum e da esmola, da penitência e do perdão; acreditamos que Deus será para nós um juiz misericordioso no juízo final e esperamos que depois da ressurreição Ele alegrar-se-á em nós e nós seremos felizes com Ele".

Mas também indicou lealmente as diferenças. "A mais fundamental é evidentemente o nosso olhar sobre a pessoa e a obra de Jesus de Nazaré. Sabeis que, para os cristãos, esse Jesus lhes permite entrar num conhecimento íntimo do mistério de Deus e numa comunhão filial com os seus dons, de tal maneira que o reconhecem e proclamam Senhor e Salvador".

Aceprensa

Fonte: http://www.aceprensa.pt/


Recolha de António Ferreira

O Papa Concede Indulgência Plenária por Ocasião do Ano Paulino

Bento XVI concede a indulgência plenária por ocasião do Ano Paulino, proclamado para celebrar os dois mil anos de nascimento de São Paulo. A Penitenciaria Apostólica publicou Sábado o respectivo decreto, que abrange o período que vai de 28 de Junho próximo até 29 de Junho de 2009, Solenidade dos Santos Pedro e Paulo.

Pode-se lucrar a indulgência para si mesmo ou para os defuntos, visitando, em forma de peregrinação, a Basílica papal de São Paulo fora dos Muros, em Roma. São necessárias as habituais condições: a confissão, a comunhão e a oração segundo as intenções do papa, praticadas com espírito de arrependimento e destacado de todo pecado, mesmo venial.

O decreto estabelece ainda que podem obter a indulgência plenária também os fiéis das várias igrejas locais que, satisfeitas as exigências habituais, "participarem devotamente de uma função sacra ou de um piedoso exercício publicamente realizados em honra do Apóstolo dos Gentios, nos dias da abertura solene e do encerramento do Ano Paulino, em todos os lugares sagrados, e em outros dias determinados pelo Bispo local, nos lugares sagrados intitulados a São Paulo, e, para a utilidade dos fiéis, noutros lugares designados pelo mesmo Bispo".

A indulgência plenária é concedida também aos fiéis que, "impedidos por doença ou outra causa legítima e relevante" e com o propósito de satisfazer as habituais condições tão cedo quanto possível, se unirem espiritualmente a uma celebração jubilar em honra a São Paulo, oferecendo a Deus as suas orações e sofrimentos pela unidade dos cristãos.

Fonte: ecclesia.pt



NA DIOCESE DO PORTO

DECRETO


2 - Igrejas Designadas pelo Senhor Bispo onde se poderá obter a Indulgência Plenária, TODOS OS DOMINGOS:

Igreja Catedral
Igreja de S. Gonçalo (Amarante)
Igreja de S. Paulo do Viso (Porto)
Igreja Matriz de Santa Maria da Feira
Santuário de Nossa Senhora da Assunção (Santo Tirso)
Santuário de Nossa Senhora da Piedade (Penafiel)
Santuário de Nossa Senhora de La Salette (Oliveira de Azeméis)
Santuário de Santa Quitéria (Felgueiras)
Santuário Diocesano de Santa Rita (Ermesinde)
Santuário do Menino Jesus de Praga (Avessadas – Marco de Canaveses)
Santuário do Monte da Virgem (V.N. de Gaia)

A deslocação em romagem de piedade a qualquer destas Igrejas lembra aos fiéis que vão a caminho ao encontro do seu Senhor e querem seguir os passos de S. Paulo pelas estradas do mundo a anunciar a Boa Nova.

Fonte: site da Diocese do Porto


PATRIARCADO DE LISBOA

Ano Paulino – DECRETO



Esta graça da Indulgência Plenária é concedida, nesse período, cumpridas as condições habituais (confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do Santo Padre):

1. Aos fiéis que, durante esse Ano Paulino, visitem a Basílica de São Paulo em Roma.

2. A todos os fiéis que, na Solenidade de São Pedro e São Paulo, em qualquer lugar sagrado, participem em celebrações em honra dos Santos Apóstolos.

3. Para os fiéis do Patriarcado de Lisboa, no exercício da faculdade concedida pelo referido Decreto da Penitenciaria Apostólica, determino que possam receber a graça da Indulgência Plenária, nas condições já referidas:

3.1. Na Igreja de São Paulo de Lisboa e na Igreja de São Paulo da Malveira, TODOS OS DIAS DO ANO PAULINO, desde que participem numa celebração na referida Igreja.

3.2. Na Sé Patriarcal em TODOS OS DOMINGOS DO ANO, dentro das mesmas condições.

Fonte: site do Patriarcado de Lisboa
Recolha de António Ferreira

Cristãos Devem Dar Testemunho de Cristo Unidos

Papa convida todos os cristãos a participarem do Ano Paulino

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 30 de Junho de 2008 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI voltou a convidar ontem (dia 29 de Junho Solenidade de S. Pedro e S. Paulo) todos os cristãos a participarem das celebrações do Ano Paulino, durante a alocução pronunciada durante a oração do Angelus na Praça de São Pedro.

Este Ano Paulino, inaugurado no sábado passado à noite na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, «tem como baricentro Roma», em particular esta basílica e o lugar do martírio do Santo, em Tre Fontane, «mas envolverá a Igreja inteira, a partir de Tarso, cidade natal de Paulo, e dos demais lugares paulinos, meta de peregrinação na actual Turquia, como também na Terra Santa, e na ilha de Malta, onde o Apóstolo esteve após um naufrágio e onde deixou a semente fecunda do Evangelho».

«Na realidade, o horizonte do Ano Paulino não pode deixar de ser universal, porque São Paulo foi por excelência o apóstolo daqueles que com relação aos Hebreus eram 'os afastados', e que 'graças ao sangue de Cristo se converteram em 'próximos'».

Neste sentido, o Papa afirmou que «também hoje, em um mundo cada vez 'menor', mas onde muitíssimos ainda não encontraram o Senhor Jesus, o jubileu de São Paulo convida todos os cristãos a serem missionários do Evangelho».

Contudo, esta missão evangelizadora não se pode dar sem a unidade entre os cristãos, representada por Pedro, acrescentou.

Desta maneira, «os carismas dos dois grandes apóstolos são complementares para a edificação do único Povo de Deus e os cristãos não podem dar testemunho válido de Cristo se não estão unidos entre eles».

Neste sentido, explicou que a imposição do pálio aos arcebispos metropolitanos, celebrada momentos antes na Basílica de São Pedro, «põe de destaque o tema da unidade». Também, mostrou sua alegria pela presença do Patriarca Ecuménico de Constantinopla, Batolomeu I, presente nestes dias em Roma para a abertura do Ano Paulino.

Fonte: zenit.org


Recolha de António Ferreira

Relato de D. Julián Herranz sobre a ida para o céu S. Josemaria em 26 de Junho de 1975

Nesse 26 de Junho regressei do Vaticano a Villa Tevere à hora habitual, pouco antes da uma e meia. Mal cheguei, a Secretaria Geral avisou-me:

- Suba rapidamente. O Padre está a morrer.

O meu coração estremeceu e, a rezar, subi rapidamente. Quando cheguei ao segundo andar de Villa Vecchia, D. Álvaro, que nesse momento se encontrava na porta do seu gabinete de trabalho, onde jazia o Padre, disse-me:

- Vem, vem, porque tu também és médico.

Entrei imediatamente e encontrei o Padre de sotaina, estendido no chão, com o rosto sereno, embora sem respirar.

José Luís Soria, sacerdote e médico, estava a fazer-lhe respiração artificial há algum tempo. Fomo-nos alternando, uns segundos ele e outros eu. Continuámos a fazer-lhe também massagem cardíaca.

Eu não sabia o que tinha sucedido, embora supusesse, como depois me informaram, que o Padre tinha sofrido um ataque cardíaco. Aceitei a Vontade de Deus, mas pedía-Lhe que não o levasse tão depressa. De joelhos como estava, pedi com toda a minha alma ao Senhor que aceitasse uma troca, a minha vida pela sua. A minha vale pouco, disse-Lhe. A sua é-nos necessária a todos, aos seus filhos, à Igreja, à humanidade.

E assim estivemos o José Luís e eu, durante longo tempo, uma vez e outra e outra... em silêncio, com as lágrimas nos olhos, até que verificámos que era inútil continuar. Todos os sinais clínicos eram de morte. D. Álvaro e Javier Echevarría, que em todos os momentos tinham acompanhado e atendido amorosamente o Padre, comunicaram formalmente a tristíssima notícia aos membros do Conselho Geral que estavam reunidos numa sala contígua. Também se comunicou, telefonicamente, às mulheres da Assessoria Central. Em ambos os casos, dando-lhes também os conselhos oportunos de piedade filial e de governo.

***
Trasladámos a seguir o corpo do Padre para o oratório de Santa Maria da Paz. Horas depois, enquanto rezava diante o seu corpo, vestido com paramentos sacerdotais, veio-me à mente, dentre outras muitas entranháveis recordações, a confidência que o Padre nos tinha feito num longínquo dia de Natal de 1953, junto à lareira da sala de estar.

Disse-nos que queria escrever um livro sobre o burrico, esse animal bíblico com que tanto gostava de se identificar, porque tinha dado calor a Jesus em Belém e tinha-O levado em triunfo a Jerusalém. Um animal que os homens não costumam estimar muito mas o Padre apresentava-o como exemplo de humildade, de rijeza no trabalho e de fidelidade nessa guerra de paz e de amor que os seus filhos do Opus Dei e todos os cristãos estão chamados a propagar no mundo. Se chegasse a ter tempo para escrever esse livro — disse-nos — dava-lhe o título Vida e ventura de um burrico de nora.

Deus levou-o antes que o pudesse completar. Mas conservam-se passagens recolhidas das suas conversas, algumas das quais, corrigidas pelo seu próprio punho e letra, glosam as misericórdias do oratório de Pentecostes que ele quis ornamentar com cenas de burricos. Esses textos – recolhidos em Crónica, uma revista interna – são um símbolo da sua vida. Entre outras maravilhas da "teologia do burrico", lê-se:

«Teria agradado ao burrico chegar ao Natal; aquecer outra vez, com o seu bafo, o Menino. Mas esteve de algum modo presente, na branca alegria daquela noite, porque vieram os anjos e fizeram da sua pele pandeiretas e roncas.

«A história do burrico termina bem, morre a trabalhar. E que o despedacem depois, que lhe tirem a pele e façam tambores para a guerra e roncas para cantar ao Menino Deus».

Assim morreu o Padre.

Fonte: "En las afueras de Jericó"
Recolha de António Ferreira

Cartas de um Ex-prisioneiro no Vietname Revelam Força da Eucaristia

Irmã do cardeal Van Thuân no encontro de Québec
QUÉBEC, sexta-feira, 20 de junho de 2008 (ZENIT.org).- Muitos conhecem os escritos sobre a Eucaristia do cardeal Francis Xavier Nguyen Van Thuân (1928-2002), que passou longos anos nas prisões vietnamitas; mas os participantes do Congresso Eucarístico Internacional de Québec contaram com outra perspectiva.
Elizabeth Nguyen Thi Thu Hong, a irmã mais jovem do falecido cardeal, interveio no evento, que se encerra no domingo, para apresentar textos desconhecidos escritos na prisão.
Ela se dedicou a traduzir para o inglês e francês os escritos de seu irmão, em causa de beatificação, e as cartas que escreveu à sua família durante 13 anos nos presídios do Vietnã. Ele foi preso em 15 de agosto de 1975; nove de seus anos na prisão foram em regime de isolamento.
João Paulo II o nomearia depois presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz.
«Através de seus escritos, e especialmente através de sua correspondência desde a prisão, emerge um fato claro: a vida de Francis Xavier estava firmemente arraigada em uma extraordinária união com Deus vivo através da Eucaristia, sua única força – disse Elizabeth. Também foi para ele a mais bela oração, e o melhor modo de dar graças e cantar a glória de Deus.»
A irmã do cardeal afirmou que «a inquebrantável fé na eucaristia foi sempre a força e a guia de sua vida, a fortaleza e o alimento para seu longo trajeto no cativeiro».
«Sempre acabava suas cartas clandestinas a nossos pais com estas palavras: 'Queridos papai e mamãe, não pesai vossos corações com a tristeza. Vivo cada dia unido à Igreja universal e ao sacrifício de Jesus. Rezai para que tenha o valor e a fortaleza de manter sempre minha fé na Igreja e no Evangelho, e de fazer a vontade de Deus'.»
Elizabeth disse que o testemunho de um irmão «mostrou a todos nós que Cristo ofereceu seu sacrifício com imenso fervor, na hora de sua paixão e crucifixão, quando obedeceu ao Pai; e isso, inclusive até o ponto de sua morte humilhante na cruz para devolver ao Pai uma humanidade redimida e uma criação purificada».
«Na prisão, com o Jesus Eucarístico no meio deles – acrescentou –, prisioneiros cristãos e não-cristãos lentamente receberam a graça de compreender que cada momento presente de suas vidas, nas mais inumanas condições, podia unir-se ao supremo sacrifício de Jesus e elevar-se como ato de solene adoração a Deus Pai.»
«Francis Xavier devia recordar para si mesmo e animar cada um a rezar: 'Senhor, concedei-nos que possamos oferecer o sacrifício Eucarístico com amor, que aceitemos carregar a cruz, e pregados nela proclamemos vossa glória, para servir nossos irmãos e irmã'.
Elizabeth concluiu suas reflexões com pensamentos escritos por seu irmão na festa do Santo Rosário, em 7 de outubro de 1976, na prisão de Phu-Khanh, durante seu confinamento solitário.
«Estou feliz aqui, nesta cela, onde os fungos crescem em meu estrado de dormir, porque vós estais comigo, porque desejais que eu viva aqui convosco. Falei muito em minha vida: agora não falarei mais. É vossa vez de falar-me, Jesus: eu vos escuto», escrevia o futuro cardeal.
«Cada vez que leio isso, posso imaginar meu irmão, sentado em sua cela escura, frente ao vazio completo, mas sorrindo amavelmente como sempre fazia, inclusive durante seus últimos dias, e apertando amorosamente o bolso de sua jaqueta. onde o Senhor do céu habitava.»
«Que este antigo prisioneiro que experimentou a harmonia do céu, o amor e a vida em plenitude na desolação de sua cela, continue guiando-nos para que possamos ser como os discípulos de Emaús, que rogaram 'Senhor, ficai conosco e alimentai-nos com vosso corpo'.»
Data Publicação: 24/06/2008
Recolha de António Ferreira

Papa Pede Atenção na Preparação e Recepção da Eucaristia

Ao encerrar o Congresso Eucarístico Internacional de Québec

QUÉBEC, domingo, 22 de Junho de 2008 (ZENIT.org).- Ao participar via satélite do encerramento do Congresso Eucarístico Internacional de Québec, Bento XVI pediu a toda a Igreja «uma atenção renovada à preparação e recepção da Eucaristia».

Os milhares de fiéis reunidos na manhã do domingo na explanada de Abraham, na cidade canadiana, puderam ver e escutar o Papa através de ecrans, que pronunciou a homilia da missa conclusiva. Comentando o tema do congresso, «A Eucaristia, dom de Deus para a vida do mundo», o Santo Padre respondeu: «A Eucaristia é nosso tesouro mais belo».

«É o sacramento por excelência; introduz-nos por antecipação na vida eterna; contém todo o mistério de nossa salvação; é a fonte e o cume da acção e da vida da Igreja», declarou.

«Portanto, é particularmente importante que os pastores e os fiéis aprofundem permanentemente neste grande sacramento», acrescentou.

Deste modo, assinalou, «cada um poderá fortalecer sua fé e cumprir cada vez melhor sua missão na Igreja e no mundo, recordando a fecundidade da Eucaristia para a vida pessoal, para a vida da Igreja e do mundo».

«Apesar de nossa fraqueza e de nosso pecado, Cristo quer colocar em nós seu olhar». Portanto, disse, «temos de fazer todo o possível para recebê-lo com um coração puro», dirigindo-se ao «sacramento do perdão».

Com efeito, declarou, «o pecado, sobretudo o pecado grave, opõe-se à acção da graça eucarística em nós. Por outra parte, quem não pode comungar por causa de sua situação encontrará na comunhão de desejo e na participação na Eucaristia uma força e uma eficácia salvadora».

«A Eucaristia não é uma refeição entre amigos», advertiu. «Estamos chamados a entrar neste mistério de aliança, confirmando cada dia cada vez mais nossa vida com o dom recebido na Eucaristia».

O bispo de Roma convidou a rezar para que Deus envie sacerdotes à Igreja e a transmitir este convite a muitos jovens, «para que aceitem com alegria e sem medo responder a Cristo. Não ficarão decepcionados. Que as famílias sejam o lugar primordial deste berço de vocações».

O pontífice esclareceu que «a participação na Eucaristia não afasta de nossos contemporâneos, ao contrário, dado que é a expressão do amor de Deus, chama a comprometermo-nos com todos nossos irmãos para enfrentar os desafios presentes e para fazer que o planeta seja um lugar agradável».

«Para isto - disse -, temos de lutar sem cessar para que toda pessoa seja respeitada desde sua concepção até sua morte natural, que nossas sociedades ricas acolham os mais pobres e voltem a dar-lhes toda sua dignidade, que toda pessoa possa alimentar-se e fazer viver a sua família, que a paz e a justiça brilhem em todos os continentes».

A celebração eucarística foi presidida pelo legado papal, o cardeal Jozef Tomko, em meio de uma constante chuva que não desalentou os peregrinos. O próximo Congresso Eucarístico Internacional, segundo anunciou o Papa, será celebrado em Dublin (Irlanda) no ano 2012.


Fonte: zenit.org
Recolha de António Ferreira

São Pedro e São Paulo "Inseparáveis"

Bispo de Terrassa (Espanha) explica o que o Papa pretende com o ano jubilar paulino

TERRASSA, quinta-feira, 19 de Junho de 2008 (ZENIT.org).- Josep Angel Saiz Meneses, bispo da diocese de Terrassa, recorda o vínculo intrínseco que une São Pedro e São Paulo diante do iminente ano paulino que começa em 28 de Junho.

«Desde o início da era cristã, a tradição considerou São Pedro e São Paulo inseparáveis um do outro, ainda que cada um teve uma missão diversa a cumprir: São Pedro foi o primeiro a confessar a fé em Cristo; São Paulo obteve o dom de poder aprofundar em sua riqueza», escreve em sua carta dominical.

«São Pedro fundou a primeira comunidade de cristãos provenientes do povo escolhido; São Paulo se converteu no apóstolo dos pagãos. Com carismas diversos – e não sem algumas tensões entre eles – trabalharam ambos por uma única causa: o testemunho de Jesus Cristo e a construção de sua Igreja», reconhece.

«O que Bento XVI pretende ao proclamar este ano jubilar paulino?», pergunta-se este jovem bispo: «A resposta nos foi dada pelo próprio Papa na homilia no curso da qual fez o anúncio: aproveitar esta ocasião para unir-nos mais profundamente a Cristo mediante a fé, a esperança e o amor, e para dar testemunho dele diante da nossa sociedade de hoje».

«Será bom acolher as mesmas palavras do Santo Padre. Em sua homilia, o Papa aludiu a um detalhe muito pessoal de São Paulo. É uma circunstância que pode iluminar a nós, cristãos de hoje, que sentimos a responsabilidade de dar testemunho de Cristo e, «com temor e tremor» – como Paulo – talvez sentimos a dificuldade de fazê-lo com coerência e o medo de que não sejamos escutados», alenta.

O bispo da nova diocese de Terrassa, a qual acaba de completar quatro anos depois de ser desmembrada da antiga arquidiocese de Barcelona, escreve que São Paulo não sabia falar muito bem, mas isso não impediu que seu trabalho apostólico tocasse as pessoas.
«Pelas suas cartas, sabemos que São Paulo não sabia falar muito bem; mais ainda, compartilhava com Moisés e Jeremias a falta de talento oratório. 'Sua presença física é pobre a sua palavra depreciável' (2 Co 10, 10). Portanto, os extraordinários resultados apostólicos que pôde conseguir não devem ser atribuídos a uma brilhante retórica ou a refinadas estratégias apologéticas e missionárias. O êxito de seu apostolado depende, sobretudo, de seu compromisso pessoal ao anunciar o Evangelho com total entrega a Cristo», afirma.

«Este acho que deve ser o primeiro fruto deste ano paulino: imitar o grande apóstolo na entrega a Cristo e na valentia em dar testemunho de nossa fé», anima o bispo Saiz Meneses.

Fonte: zenit.org
Recolha de António Ferreira

Santo Anjo da Guarda de Portugal

Nota Histórica

Os Anjos que fazem parte desse mundo invisível, a que se estende também a acção criadora de Deus, vivem inteiramente dedicados ao louvor e ao serviço de Deus. A inteligência humana tem dificuldade em exprimir a natureza dessas criaturas espirituais. A sua missão, porém, é-nos mais conhecida através da Bíblia, que, em tantos passos, dá testemunho à cerca da existência dos Anjos.

Mensageiros de Deus, em momentos decisivos da História da Salvação, os Anjos estão encarregados da Guarda dos homens (Mt. 18, 10: Act. 12,3) e da protecção da Igreja (Ap. 12, 1-9). A fé cristã crê também que cada nação em particular tem um Anjo encarregado de velar por ela.

Em Portugal a devoção ao Anjo da guarda é muito antiga. Tomou, porém, um incremento especial com as Aparições do Anjo, em Fátima, aos Pastorinhos. Pio XII mandou inserir esta comemoração no nosso Calendário.

ORAÇÃO COLECTA DA MISSA

Deus eterno e omnipotente,
que destinastes a cada nação o seu Anjo da Guarda,
concedei
que, pela intercessão e patrocínio do Anjo de Portugal,
sejamos livres de todas as adversidades.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


Orações do Anjo

Ensinadas aos pastorinhos em diversas aparições

LOCA DO ANJO - Onde as crianças receberam a primeira e terceira visitas do "Anjo da Paz" (Primavera e Outono de 1916).

"Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam".

O POÇO DOS PASTORINHOS: Ao fundo do quintal da casa de Lúcia, o poço, onde o "Anjo da Paz", "Anjo de Portugal", apareceu pela segunda vez (Verão de 1916).

"Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-vos profundamente e ofereço-vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores".

Recolha de António Ferreira

Bento XVI - Junho - Mês do Sagrado Coração de Jesus

CIDADE DO VATICANO, domingo, 1º de Junho de 2008 (ZENIT.org). - Publicamos a intervenção que Bento XVI pronunciou hoje, ao rezar o Angelus junto a milhares de peregrinos congregados na Praça de São Pedro, do Vaticano.

Queridos irmãos e irmãs:

Neste domingo, que coincide com o início de Junho, eu gostaria de recordar que este mês está tradicionalmente dedicado ao Coração de Cristo, símbolo da fé cristã, particularmente amado, tanto pelo povo como pelos místicos e pelos teólogos, pois expressa de uma maneira simples e autêntica a "boa notícia" do amor, resumindo em si o mistério da encarnação e da Redenção. E na sexta-feira passada celebramos a solenidade do Sagrado Coração de Jesus, terceira e última das festas que seguiram o Tempo Pascal, após a Santíssima Trindade e o Corpus Christi.

Esta sucessão faz pensar em um movimento que se dirige ao centro: um movimento do espírito guiado pelo próprio Deus. Desde o horizonte infinito do seu amor, de facto, Deus quis entrar nos limites da história e da condição humana, tomou um corpo e um coração, para que possamos contemplar e encontrar o infinito no finito, o Mistério invisível e inefável no Coração humano de Jesus, o Nazareno.

Em minha primeira encíclica sobre o tema do amor, o ponto de partida foi precisamente o olhar dirigido ao lado transpassado de Cristo, do qual João fala no seu evangelho (cf. 19, 37; "Deus caritas est", 12). E este centro da fé é também a fonte da esperança pela qual fomos salvos, esperança que foi o tema da minha segunda encíclica.

Toda pessoa precisa de um «centro» para sua própria vida, um manancial de verdade e de bondade ao qual recorrer frente à sucessão das diferentes situações e no cansaço da vida quotidiana. Cada um de nós, quando faz uma pausa em silêncio, precisa sentir não somente o palpitar do coração, mas, de maneira mais profunda, o palpitar de uma presença confiável, que pode ser percebida com os sentidos da fé e que, no entanto, é muito mais real: a presença de Cristo, coração do mundo. Eu vos convido, portanto, a renovar no mês de Junho sua própria devoção ao Coração de Cristo, valorizando também a tradicional oração de oferecimento do dia e tendo presentes as intenções que proponho a toda a Igreja.

Junto ao Sagrado Coração de Jesus, a liturgia nos convida a venerar o Coração Imaculado de Maria. Confiemo-nos sempre a ela com grande confiança. Eu gostaria de invocar a intercessão materna de Nossa Senhora mais uma vez pelas populações da China e de Mianmar, atingidas por calamidades naturais, e por aqueles que passam pelas numerosas situações de dor, doença e miséria material e espiritual que marcam o caminho da humanidade.

Fonte: zenit.org
Recolha de António Ferreira

Dia 30 de Maio de 2008 Festa do Coração de Jesus

A devoção ao Coração de Jesus já existia na Idade Média. Como festa litúrgica, aparece em 1675, após as aparições do Senhor a Santa Margarida Maria Alacoque. Nestas revelações, a Santa ganhou uma consciência extremamente viva da necessidade de reparar pelos pecados pessoais e de todo o mundo, e de corresponder ao amor de Cristo. A festa celebrou-se pela primeira vez em 21 de Junho de 1686. Pio IX estendeu-a a toda a Igreja. Pio XI, em 1928, deu-lhe o esplendor actual.

Sob o símbolo do Coração humano de Jesus, considera-se sobretudo o Amor infinito de Cristo por cada homem; por isso, o culto ao Sagrado Coração "nasce das próprias fontes do dogma católico", como o Papa João Paulo II expôs na sua abundante catequese sobre este mistério tão consolador.

Em 15.Junho 2007 Bento XVI uniu-se com uma mensagem ao congresso internacional «Cor Iesu, Fons Vitae» («Coração de Jesus, fonte de vida») que de 1 a 3 de Junho aprofundou no centro do cristianismo: o amor de Cristo.

Em uma mensagem, lida pelo arcebispo Manuel Monteiro de Castro, núncio apostólico na Espanha, o Papa recorda o 150º aniversário da instituição da festa do Sagrado Coração de Jesus.

O Papa alentou os participantes do congresso «a realizar, em cada momento, a tarefa sempre actual de acolher o dom do amor de Cristo reafirmando o propósito de viver unidos a seu Coração em pensamentos, acções, afectos e palavras».

Deste modo, acrescenta, podem «deixar-se transformar por Ele e ser assim testemunhas e impulsionadores de seu reino de Amor».

O Santo Padre exorta todos, «com paternais entranhas, a considerar a resposta que o Senhor deseja ardentemente de cada um para aceitar seu amor antepondo-o a todas as coisas, e a corresponder-lhe no compromisso de comunicá-lo aos outros».

Deste modo, conclui aprende-se «a amar os irmãos com seu próprio amor, reconhecendo qualquer ferida, física ou moral, infligida à dignidade do ser humano».

Leitura aconselhada: S. Josemaria, «O CORAÇÃO DE CRISTO PAZ DOS CRISTÃOS», Homilia em "Cristo que passa".

Recolha de António Ferreira

Hoje o Nosso Maior Empreendimento são os Nossos Filhos

Isaac Viciosa, reconhecido atleta espanhol, conta neste testemunho recentemente publicado na imprensa a importância que a família teve no seu percurso profissional.

Em 1994 foi vice-campeão europeu de 1500 m, campeão de Espanha da mesma modalidade, e estabeleceu um nove recorde nacional dos 3000 metros em pista coberta. Nos Jogos Olímpicos de 1996 acabou em 6º lugar nos 5000 metros. Ganhou 4 edições da prestigiada corrida de São Silvestre (três delas consecutivas de 2000 a 2002). Isaac Viciosa é um dos muitos atletas espanhóis que encontrou na sua vida cristã e na mensagem dos santos uma fonte de sentido para a sua realização pessoal. É supranumerário do Opus Dei.

- Como recordas os primeiros anos que dedicaste ao desporto?

Com a sensação de não ter podido passar muito tempo com os meus pais e irmãos porque, além das minhas obrigações como desportista, ainda acrescia o facto de estar a 100 km de distância, visto que eles viviam na província de Palencia e eu estava aqui em Valladolid. Mas o desporto ajudou-me a conhecer novos amigos e a ter uma família.

- Teve influência na tua própria família?

Desde o princípio a minha namorada aceitou que tínhamos que ter uns horários e actividades muito restringidos. Tive a sorte de ela entender e facilitar.

- Como é a tua família actual?

Numerosa, temos 5 filhos que consideramos os nossos grandes tesouros.

- Ter 5 filhos não é habitual...

Pois não. Tanto a minha mulher como eu tínhamos, já desde o tempo de namoro, a ideia de ter vários filhos. E mesmo que ao princípio tenhamos tido que nos adaptar a que a sua presença mudasse particularmente a minha forma de vida, porque alterou os meus horários rigorosos e os meus descansos, conseguimos, e hoje pensamos que a nossa principal missão na vida não é o trabalho ou a vida social, mas sim colaborar em levá-los adiante e, mesmo que isso implique mais esforço, também dá a satisfação de saber que são parte de nós. Hoje o nosso maior empreendimento são os nossos filhos.

- A família é o suporte da sociedade?

Sem dúvida. A família é o espaço onde a criança se vai desenvolver como pessoa, vai crescer feliz, e se vai formar em todas as suas qualidades, onde vai ser amada e manter-se protegida. O nosso maior empenho como pais é que os nossos filhos tenham uma infância feliz. Acho que isso se pode encontrar em todas as famílias.

- Quais são os benefícios de ter uma família?

Quando se ama uma pessoa, casa-se, e esse amor dá fruto nos filhos, encontra-se a felicidade. Mesmo que alcances grandes triunfos profissionais ou sociais, se não te sentires amado, consideras-te um fracassado. Portanto é fácil concluir que é dentro da família que encontras todos os elementos para seres feliz. E todos procuramos o caminho da felicidade, portanto devemos salvaguardá-la e protegê-la. Se as pessoas acreditassem seriamente nisto, algumas ideias que surgem hoje em torno da palavra "família" não teriam lugar.

Fonte: aaldeia.net

http://www.opusdei.org/

Tradução, para a Aldeia, de Maria Francisca Chaves Ramos

Recolha de António Ferreira

"Loja do Céu"

Andava eu pela estrada da vida tempos atrás quando certo dia vi um letreiro que dizia: "Loja do Céu”.
Quando me aproximei, a porta se abriu... e quando me dei conta já havia entrado. Vi grupos de ANJOS por todos os lados!
Um deles me deu uma cesta e disse: ”Filho meu, compre tudo o que quiseres, nesta loja há tudo de que um Cristão necessita...e o que não puderes carregar hoje, podes voltar amanhã e levar sem problemas”.
Comecei pegando PACIÊNCIA e logo em seguida AMOR, já que estavam na mesma prateleira.
Mais adiante estava a COMPREENSÃO e também a comprei; iria precisar dela aonde quer que eu fosse... Comprei, também, duas caixas de SABEDORIA e duas sacolas de FÉ. Não pude deixar de lado o ESPÍRITO SANTO pois que estava em todo o lugar... Me detive por instantes para comprar FORÇA e CORAGEM, pois, me ajudariam muito na jornada da vida. Quando eu já tinha quase cheia a cesta, lembrei-me que me fazia falta um pouco de GRAÇA, BENDIÇÃO, ... E que não deveria me esquecer da SALVAÇÃO. Esta, a loja oferecia GRATUITAMENTE!!! Então peguei uma generosa porção de cada uma: O suficiente para salvar-me e para salvar-te! Caminhei em direção ao caixa para pagar a conta, já tinha tudo para fazer a vontade do MESTRE
Foi quando vi a ORAÇÃO e a agreguei à minha cesta já repleta. Sabia que quando saísse eu a usaria... a PAZ e a FELICIDADE estavam em pequenas prateleiras, e aproveitei para levá-las também; a ALEGRIA pendia do teto, agarrei um pacote para mim.
Cheguei ao caixa e perguntei: Quanto devo?
Ele sorriu e me respondeu:
“Leva a tua cesta aonde quer que vás...”
Uma vez mais, sorri e perguntei:
“Quanto realmente eu devo?"
Ele sorriu outra vez e disse:
”Filho meu, não te preocupes, Jesus pagou a conta há muito, muito tempo atrás".
"Tudo o que pedires em oração, com fé, o receberás". (Mateus,21:22)
Recolha de João Menéres

Carta de um filho a todos os pais do mundo

Por Marita Abraham

Não me dêem tudo o que lhes peço; às vezes só peço para ver quanto consigo. Não gritem comigo, respeito-vos menos quando gritam comigo e me ensinam a gritar também, e eu não quero gritar.

Não me dêem sempre ordens; se às vezes me pedissem as coisas eu as faria mais rápido e com mais gosto. Cumpram suas promessas, boas ou más. Se me prometem um prémio, quero recebê-lo e também se é um castigo.

Não me comparem com ninguém (especialmente com meu irmão); se me apresentam como melhor que os demais alguém vai sofrer e se pior, serei eu quem sofrerei.

Não mudem de opinião tão rapidamente sobre o que devo fazer, decidam-se e mantenham essa decisão. Deixem-me valer por mim mesmo. Se fazem tudo por mim nunca poderei aprender.

Corrijam-me com ternura.

Não digam mentiras na minha frente, nem me peçam que as diga por vocês, mesmo que seja para tirá-los de um apuro. Isto é mau. Faz com que me sinta mal e perco a fé no que vocês dizem.

Quando faço alguma coisa errada não me exijam que lhes diga "por que o fiz"; às vezes nem mesmo eu sei. Se alguma vez se equivocarem em algo, admitam-no, assim se fortalece a opinião que tenho de vocês e me ensinarão a admitir meus próprios erros. Tratem-me com a mesma amabilidade e cordialidade com que vejo que tratam a seus amigos; é que ser família não significa que não possamos também ser amigos.

Não me peçam que faça uma coisa que vocês não fazem; eu aprenderei a fazer tudo o que vocês fazem embora não me digam mas dificilmente farei o que dizem e não fazem.

Quando eu lhes contar algum problema meu, embora lhes pareça muito pequeno, não me digam "não temos tempo agora para essas tolices"; tratem de me compreender, necessito que me ajudem, necessito de vocês.

Para mim é muito necessário que vocês me amem e o digam, o que eu mais gosto é escutá-los a dizer: "Te amamos".

Abracem-se; preciso senti-los próximos de mim. Que vocês não se esqueçam que eu sou, nem mais nem menos que um filho.

Fonte: acidigital.com


Recolha de António Ferreira