O QUE É "HALLOWEEN" - E O QUE SE CELEBRA REALMENTE NESTA DATA?

Outubro 2008

Fonte: http://www.acidigital.com/

1 - Significado

2 - Origens

3 - Abóbora, guloseimas, disfarces...

4 - Festividade de todos os Santos

5 - Cultura e negócio do terror

6 - Pensando a partir da fé

7 - Que experiência religiosa ou moral fica depois da festa de Halloween?

8 - Sugestões para os pais de família

9 - Ideias criativas de como dar às crianças um ensino positivo nestas datas

10 - Festa de Todos os Santos

11 - Estratégia

12 - Planeamento

13 - O Episcopado francês ilustra as festas de Todos os Santos e dos Defuntos
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1 - Significado

Halloween significa "All hallow's eve", palavra que provém do inglês antigo, e que significa "véspera de todos os santos", já que se refere á noite de 31 de Outubro, véspera da Festa de Todos os Santos. Entretanto, o antigo costume anglo-saxão lhe roubou seu estrito sentido religioso para celebrar em seu lugar a noite do terror, das bruxas e dos fantasmas. Halloween marca um triste retorno ao antigo paganismo, tendência que se propagou também entre os povos hispanos.
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2 - Origens

A celebração do Halloween se iniciou com os celtas, antigos habitantes da Europa Oriental, Ocidental e parte da Ásia Menor. Entre eles habitavam os druidas, sacerdotes pagãos adoradores das árvores, especialmente do carvalho. Eles acreditavam na imortalidade da alma, a qual diziam se introduzia em outro indivíduo ao abandonar o corpo; mas em 31 de Outubro voltava para seu antigo lar a pedir comida a seus moradores, que estavam obrigados a fazer provisão para ela.

O ano celta concluía nesta data que coincide com o Outono, cuja característica principal é a queda das folhas. Para eles significava o fim da morte ou iniciação de uma nova vida. Este ensino se propagou através dos anos junto com a adoração a seu deus o "senhor da morte", ou "Samagin", a quem neste mesmo dia invocavam para lhe consultar sobre o futuro, saúde, prosperidade, morte, entre outros.

Quando os povos celtas se cristianizaram, não todos renunciaram aos costumes pagãos. Quer dizer, a conversão não foi completa. A coincidência cronológica da festa pagã com a festa cristã de Todos os Santos e a dos defuntos, que é o dia seguinte, fizeram com que se mesclasse. Em vez de recordar os bons exemplos dos santos e orar pelos antepassados, enchia-se de medo diante das antigas superstições sobre a morte e os defuntos.

Alguns imigrantes irlandeses introduziram Halloween nos Estados Unidos aonde chegou a ser parte do folclore popular. Acrescentaram-lhe diversos elementos pagãos tirados dos diferentes grupos de imigrantes até chegar a incluir a crença em bruxas, fantasmas, duendes, drácula e monstros de toda espécie. Daí propagou-se por todo mundo.

Em 31 de Outubro de noite, nos países de cultura anglo-saxã ou de herança celta, celebra-se a véspera da festa de Todos os Santos, com toda uma cenografia que antes recordava aos mortos, logo com a chegada do Cristianismo às almas do Purgatório, e que agora se converteram em uma salada mental em que não faltam crenças em bruxas, fantasmas e coisas similares.

Em troca, nos países de cultura mediterrânea, a lembrança dos defuntos e a atenção à morte se centram em 2 de Novembro, o dia seguinte à celebração da ressurreição e a alegria do paraíso que espera à comunidade cristã, uma família de "Santos" como a entendia São Paulo.

Diversas tradições se unem, mesclam-se e se influem mutuamente neste começo de Novembro nas culturas dos países ocidentais. Na Ásia e África, o culto aos antepassados e aos mortos tem fortes raízes, mas não está tão ligado a uma data concreta como em nossa cultura.

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3 - Abóbora, guloseimas, disfarces...

A abóbora foi acrescentada depois e tem sua origem nos países escandinavos e em seguida retornou a Europa e ao resto da América graças à colonização cultural de seus meios de comunicação e os séries e filmes importados.

Nos últimos anos, começa a fazer furor entre os adolescentes mediterrâneos e latino-americanos que esquecem suas próprias e ricas tradições para adoptar a oca abóbora iluminada. No Hallowe'em (do All hallow's eve), literalmente a Véspera de Todos os Santos, a lenda anglo-saxã diz que é fácil ver bruxas e fantasmas. Os meninos se disfarçam e vão -com uma vela introduzida em uma abóbora esvaziada em que se fazem incisões para formar uma caveira - de casa em casa. Quando se abre à porta gritam: "trick or treat" (doces ou travessuras) para indicar que gastarão uma brincadeira a quem não os de uma espécie de propina em guloseimas ou dinheiro.

Uma antiga lenda irlandesa narra que a abóbora iluminada seria a cara de um tal Jack Ou'Lantern que, na noite de Todos os Santos, convidou o diabo a beber em sua casa, fingindo um bom cristão. Como era um homem dissoluto, acabou no inferno.

Com a chegada do cristianismo, enquanto nos países anglo-saxões tomava forma a procissão dos meninos disfarçados pedindo de porta em porta com a luminária em forma de caveira, nos mediterrâneos se estendiam outros costumes ligados a 1 e 2 de Novembro. Em muitos povos espanhóis existe uma tradição de ir de porta em porta tocando, cantando e pedindo dinheiro para as "almas do Purgatório". Hoje em dia, embora menos que antigamente, seguem-se visitando os cemitérios, arrumam-se os túmulos com flores, recorda-se os familiares defuntos e se reza por eles; nas casas se falava da família, de todos os vivos e dos que tinham passado a outra vida e se consumiam doces especiais, que perduram para a ocasião, como na Espanha os pastéis redondos de vento ou os ossos de santo.

Enquanto isso, do outro lado do oceano e ao sul dos Estados Unidos, a tradição católica levada por espanhóis e portugueses se mesclava de acordo com cada país americano, mescla dos ritos locais pré-coloniais e com folclore do lugar.

Certamente na Galicia se unem duas tradições: a celta e a católica, por isso é esta a região da Espanha em que mais perdura a tradição da lembrança dos mortos, das almas do Purgatório, muito unidas ao folclore local, e as lendas sobre aparições e fantasmas. Em toda a Espanha perdura um costume sacrossanto que se introduziu nos hábitos culturais: a de representar nesta data alguma peça de teatro ligada ao mito de Dom Juan Tenório. Foi precisamente este personagem, "O Gozador de Sevilha ou o Convidado de Pedra", criado pelo frade mercedário e dramaturgo espanhol Tirso de Molina, que se atreveu a ir ao cemitério, nesta noite, para conjurar as almas de quem havia sido vítimas de sua espada ou de sua possessividade egoísta.

Em todas estas representações ritos e lembranças resiste um desejo inconsciente, pagão, de exorcizar o medo à morte, subtraindo a sua angústia. O mito antigo do retorno dos mortos converteu-se hoje em fantasmas ou dráculas com efeitos especiais nos filmes de terror.
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4 - Festividade de todos os Santos

Entretanto, para os crentes é a festa de todos os Santos a que verdadeiramente tem relevância e reflecte a fé no futuro para quem espera e vivem segundo o Evangelho pregado por Jesus. O respeito aos restos mortais de quem morreu na fé e sua lembrança, inscreve-se na veneração de quem fora "templos do Espírito Santo".

Como assegura Bruno Forte, professor da Faculdade teológica de Nápoles, ao contrário de quem não acredita na dignidade pessoal e desvalorizam a vida presente acreditando em futuras reencarnações, o cristão tem "uma visão nas antípodas" já que "o valor da pessoa humana é absoluto". É alheio também ao dualismo herdeiro de Platão que separa o corpo e a alma. "Este dualismo e o conseguinte desprezo do corpo e da sexualidade não forma parte do Novo Testamento onde a pessoa depois da morte segue vivendo, pois é amada por Deus". Deus, acrescenta o teólogo, "não tem necessidade dos ossos e de um pouco de pó para nos fazer ressuscitar. Quero destacar que em uma época de "pensamento débil" em que se afirma que tudo cai sempre em um nada, é significativo afirmar a dignidade do fragmento que é cada vida humana e seu destino eterno".

A festa de Todos os Fiéis Defuntos foi instituída por São Odilon, monge beneditino e quinto Abade de Cluny na França em 31 de Outubro do ano 998. Ao cumprir o milenário desta festividade, o Papa João Paulo II recordou que "São Odilon desejou exortar a seus monges a rezar de modo especial pelos defuntos. A partir do Abade de Cluny começou a estender o costume de interceder solenemente pelos defuntos, e chegou a converter-se no que São Odilon chamou de Festa dos Mortos, prática ainda hoje em vigor na Igreja universal".

"Ao rezar pelos mortos - diz o Santo Padre -, a Igreja contempla sobre tudo o mistério da Ressurreição de Cristo que por sua Cruz nos dá a salvação e a vida eterna. A Igreja espera na salvação eterna de todos seus filhos e de todos os homens".

Depois de destacar a importância das orações pelos defuntos, o Pontífice afirma que as "orações de intercessão e de súplica que a Igreja não cessa de dirigir a Deus têm um grande valor. O Senhor sempre se comove pelas súplicas de seus filhos, porque é Deus de vivos. A Igreja acredita que as almas do purgatório "são ajudadas pela intercessão dos fiéis, e sobre tudo, pelo sacrifício proporcionado no altar", assim como "pela caridade e outras obras de piedade".

Por essa razão, o Papa pede aos católicos "para rezar com ardor pelos defuntos, por suas famílias e por todos nossos irmãos e irmãs que faleceram, para que recebam a remissão das penas devidas a seus pecados e escutem o chamado do Senhor".

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5 - Cultura e negócio do terror

Uma cultura de consumo que propícia e aproveita as oportunidades para fazer negócios, sem importar como. Hollywood contribuiu à difusão do Halloween com uma série de filmes nos quais a violência gráfica e os assassinatos criam no espectador um estado mórbido de angústia e ansiedade. Estes filmes são vistos por adultos e crianças, criando nestes últimos, medo e uma ideia errónea da realidade. O Halloween hoje é, sobre tudo, um grande negócio. Máscaras, disfarces, doces, maquilhagem e demais artigos necessários são um motor mais que suficiente para que alguns empresários fomentem o "consumo do terror". Busca-se, além disso, favorecer a imitação dos costumes norte-americanos por considerar-se que isto está bem porque este país é "superior".
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6 - Pensando a partir da fé

Uma proposta de temas para considerar atentamente nossa fé católica e a atitude que devemos tomar ante o Halloween.

Diante de todos estes elementos que compõem hoje o Halloween, vale a pena reflectir e fazer as seguintes perguntas:

É que, contanto que se divirtam, podemos aceitar que as crianças ao visitar as casas dos vizinhos, exijam doces em troca de não lhes fazer algum dano (danificar muros, quebrar ovos nas portas, etc.)? Com relação à conduta dos demais pode ser lido o critério de Nosso Senhor Jesus Cristo em Lc 6,31.

Que experiência (moral ou religiosa) fica na criança que para "se divertir" usando disfarces de diabos, bruxas, mortos, monstros, vampiros e demais personagens relacionados principalmente com o mal e o ocultismo, sobre tudo quando a televisão e o cinema identificam estes disfarces com personagens contrários à moral sã, à fé e aos valores do Evangelho.? Vejamos o que diz Nosso Senhor Jesus Cristo do mal e o mau em Mt 7,17. Mt 6,13. A Palavra de Deus nos fala disto também em 1ª Pe 3, 8-12.

Como podemos justificar como pais de uma família cristã a nossos filhos, que o dia do Halloween façam mal às propriedades alheias? Não seríamos totalmente incoerentes com a educação que viemos propondo na qual se deve respeitar a outros e que as travessuras ou maldades não são boas? Não seria isto aceitar que, pelo menos, uma vez ao ano se pode fazer o mal ao próximo? O que nos ensina Nosso Senhor Jesus Cristo sobre o próximo? Ler Mt 22, 37-40

Com os disfarces e a identificação que existe com os personagens do cinema... Não estamos promovendo na consciência dos pequenos o mal e o demónio são apenas fantasias, um mundo irreal que nada tem que ver com nossas vidas e que, portanto não nos afectam? A Palavra de Deus afirma a existência do diabo, do inimigo de Deus em Tia 4,7 1ª Pe 5,18 Ef 6,11 Lc 4,2 Lc 25, 41
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7 - Que experiência religiosa ou moral fica depois da festa de Halloween?

Não é Halloween outra forma de relativismo religioso com a qual vamos permitindo que nossa fé e nossa vida cristãs se vejam debilitadas?

Se aceitarmos todas estas ideias e tomamos palavras levianas em "altares de diversão de crianças". O que diremos aos jovens (a quem durante sua infância lhes permitimos brincar o Halloween) quando forem aos bruxos, feiticeiros, médiuns, e os que lêem as cartas e todas essas actividades contrárias ao que nos ensina a Bíblia?

É que nós, como cristãos, mensageiros da paz, o amor, a justiça, portadores da luz para o mundo, podemos nos identificar com uma actividade aonde todos seus elementos falam de temor, injustiça, medo e escuridão? Sobre o tema da paz podemos ler Fil 4,9 Gal 5,22. Ver o que diz Jesus sobre isto em Mt 5,14 Jo 8,12

Se formos sinceros connosco mesmos e procurarmos sermos fiéis aos valores da Igreja Católica, chegaremos à conclusão de que o Halloween não tem nada que ver com nossa lembrança cristã dos Fiéis Defuntos, e que todas suas conotações são nocivas e contrárias aos princípios elementares de nossa fé.

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8 - Sugestões para os pais de família

Como dar aos filhos um ensino autêntico da fé católica nestas datas? Como fazer que se divirtam com um propósito verdadeiramente católico e cristão? O que podemos ensinar às crianças sobre esta festa?

Ante a realidade que alaga nosso meio e que é promovida sem medida pelo consumismo nos perguntamos o que fazer? Fechar os olhos para não ver a realidade? Procurar boas desculpas para justificar sua presença e não dar maior importância a esta "brincadeira"? Devemos proibir a nossos filhos de participar do Halloween enquanto que seus vizinhos e amigos se "divertem"? Seriam capazes as crianças de entender todos os perigos que correm e por que de nossa negação a participar disto?

A resposta não é simples, entretanto acreditam que sim há algumas coisas que podemos fazer:

O primeiro é organizar uma catequese com os meninos nos dias anteriores ao Halloween, com o propósito de ensinar o por que da festividade católica de Todos os Santos e os Fiéis Defuntos, fazendo ver a importância de celebrar nossos Santos, como modelos da fé, como verdadeiros seguidores de Cristo.

Nas catequeses e actividades prévias a estas datas, é boa ideia que nossos filhos convidem a seus amigos, para que se atenue o impacto de rechaço social e seus companheiros entendam por que não participam da mesma forma que todo mundo.

Devemos explicar-lhes de maneira simples e clara, mas firme, quão negativo há no Halloween e a maneira em que se festeja. É necessário explicar - lhes que Deus quer que sejamos bons e que não nos identifiquemos nem com as bruxas nem com os monstros, pois nós somos filhos de Deus.

Propomos aos pais de família uma opção para seus filhos, pois certamente as crianças irão querer sair com seus amigos na noite do Halloween: As crianças podem disfarçar-se de anjos e preparar pequenas bolsas com doces, presentes ou cartões com mensagens e passar de casa em casa, e em lugar de fazer o "doces ou travessuras" ou de pedir doces, dar de presente aos lares que visitem e que expliquem que entregam doces porque a Igreja Católica terá muito em breve uma festa muito importante em que se celebra a todos aqueles que foram como nós deveríamos ser: os Santos.

Embora esta mudança não será simples para as crianças, é necessário viver coerentemente com nossa fé, e não permitir que os menores tomem como algo natural a conotação negativa do Halloween. Com valor e sentido cristão, os católicos podem dar a estas datas, o significado que têm no marco de nossa fé.

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9 - Ideias criativas de como dar as crianças um ensino positivo nestas datas

Chilenos trocam "Halloween" por festa positiva

SANTIAGO, 28 Out. 03 (ACI).-Com o fim de trocar os conteúdos de morte e terror promovidos na festa do Halloween, numerosas instituições e famílias chilenas estão impulsionando uma campanha para estabelecer em 31 de Outubro como a "Festa da Primavera", aonde os principais disfarces são de anjos, Santos e princesas, em vez dos terríveis modelos da celebração de origem celta e popularizada pelos Estados Unidos.

Alguns colégios, organizações comerciais e até supermercados da capital se somaram à campanha. "Há um público consumidor que está de acordo com o formato da festa, mas outro que está olhando o que acontece procurando ter algo em que seus filhos participem. Então vimos uma massa que precisava ter uma nova festa e lançamos outros produtos", explicou o gerente de vendas de Arcor-Dois em Um, Jorge Borselli.

Dita empresa lançou no ano passado a linha de balas "Fadas e magos"; junto com a empresa de guloseimas Ambrosoli, que incorporou também nesta temporada sua linha "Magic" associada à bondade, a sabedoria e a valentia.

Do mesmo modo, diversas companhias de disfarces estão modificando sua oferta para atender os requerimentos desta nova celebração. A sócia de Duende Azul – com locais na zona oriente e centro de Santiago –, Belém Aleu, afirmou que "a demanda foi mudando nos últimos dez anos. Antes pediam apenas coisas de terror. Agora levam trajes de princesas, anjos ou damas antigas".

Por outro lado, os supermercados da capital estão se somando a este "Halloween branco" trocando sua decoração para a festividade. "Agora é uma festa à chilena, já não só com a conotação de festa de bruxas", explicou o gerente de marketing do Jumbo, Francisco Guzmán.
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10 - Festa de Todos os Santos

"Convidamos a todos a participarem de uma alegre celebração 31 de Outubro do 2003".

Há dois anos, uma simples apresentação como esta, distribuída por correio, iniciou uma mudança radical em nossa sociedade: resgatar o sentido original da véspera de Todos os Santos.

Esta iniciativa teve uma grande acolhida; adultos, jovens e crianças celebraram esta festa em forma positiva, entretida, sã e alegre e mais de acordo com nossos costumes e valores.

A cada ano somos mais, por isso os convidamos a somar-se a esta iniciativa.

Neste ano de consolidação queremos chegar a todos os cantos, celebrando massivamente "A Festa de Todos os Santos".
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11 - Estratégia

· Mais que combater a forma em que hoje se celebra "Halloween", que nada tem que ver com nossos costumes e valores; queremos retomar o sentido original desta data e celebrar a "Festa de Todos os Santos".

· Manteremos os elementos bons e positivos; celebrar, disfarçar-se e compartilhar, mas propomos trocar os negativos:

- Morte e escuridão, ....por vida,

- Terror e medo, .....por alegria,

- Violência, .....por paz e amor,

- Sustos e chantagem, ......por respeito e entrega.

· Propomos uma celebração ampla a qual todos se somem alegremente independente de sua proximidade com a religião.

· Desta maneira formaremos valores positivos nas crianças já que aprenderão a dar parte de si para obter seus objectivos, a respeitar e não amedrontar e que por sobre tudo devem prevalecer a vida, o amor, a paz e a alegria.

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12 - Planeamento

Celebraremos a festa de "Todos os Santos".

As crianças e jovens sairão à rua a compartilhar com seus vizinhos em um são ambiente de amizade.

As crianças:

· Disfarçar-se-ão de algo positivo como palhaço, flor, santo, princesa, bichinho, etc..

· Sairão às ruas acompanhados de algum adulto ou jovem responsável, para pedirem doces.

· Só tocarão a campainha nas casas que tenham globos ou fitas de cor branca em suas portas ou grades, aceitando assim participar desta celebração. Aos outros simplesmente não lhes incomodará.

· Para receber os doces os meninos deverão entregar algo em troca.

· Ao que entreguem lhe chamaremos "graça" e pode ser um desenho, uma poesia, uma oração, uma flor, um santo, um cartão ou algo feito por eles em sua aula de Religião ou de Arte.

Os jovens:

· Acompanharão as crianças nesta celebração sendo modelo e exemplo para eles, quer dizer celebrando em forma positiva para semear paz, amor e alegria.

· Se quiserem organizar alguma festa ou celebração, pedimos que façam "Festas Brancas" onde todos se vistam dessa cor e o passem muito bem em um ambiente positivo e alegre.

O que lhes pedimos?

· Distribuam esta apresentação a todas as pessoas que possam.

· Que comentem esta iniciativa com sua família, amigos e conhecidos.

· Que a façam chegar às empresas que estejam interessadas nesta festa, aos meios de comunicação e a quem possa apoiá-la.

· Proponham em Colégios, Jardins Infantis e Igrejas, que a festa se aborde de maneira positiva e construtiva.

· Apoiem e acompanhem a seus filhos nesta celebração, assim estaremos educando-os nos valores que esta festa nos convida a celebrar.

SE TODOS INCENTIVARMOS ESTA IDEIA, CADA DIA SEREMOS MAIS OS QUE CELEBRAREMOS COM ALEGRIA "A FESTA DE TODOS OS SANTOS".

Mais informação no site: http://www.todoslossantos.cl/

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13 - O Episcopado francês ilustra as festas de Todos os Santos e dos Defuntos

PARIS, 28 Outubro 2003 (ZENIT.org) .- Em meio as campanhas publicitárias de promoção da festa de Halloween, a Conferência Episcopal da França publicou um comunicado para explicar o sentido das festas de Todos os Santos e do dia dos Defuntos.

«Com o passar do ano, a Igreja católica celebra os Santos que canonizou oficialmente e que apresenta como modelos e testemunhas exemplares da fé», recorda o texto.

Com a festa de 1 de Novembro, dia de Todos os Santos, a Igreja deseja «honrar aos Santos "anónimos" - muito mais numerosos - que com frequência viveram na discrição a serviço de Deus e de seus contemporâneos».

Neste sentido, esclarece o documento, é a festa de «todos os baptizados, pois cada um está chamado por Deus à santidade». Constitui, portanto, um convite a «experimentar a alegria daqueles que puseram a Cristo no centro de sua vida».

Em 2 de Novembro, dia de oração pelos defuntos, explicam os prelados franceses, propõe uma prática que começou com os primeiros cristãos.

A ideia de convocar uma jornada especial de oração pelos defuntos, continuação de Todos os Santos, surgiu antes do século X, seguem explicando.

«Em 1 de Novembro, os católicos celebram na alegria a festa de Todos os Santos; no dia seguinte, rezam de maneira mais geral por todos os que morreram», afirmam.

Deste modo, a Igreja quer dar a entender que «a morte é uma realidade que se pode e que terá que assumir, pois constitui o passo no seguimento de Cristo ressuscitado».

Isto explica as flores com que nestes dias se adornam os túmulos, «sinal de vida e de esperança», concluem os prelados.

"Holywins" uma proposta criativa da Diocese de Paris

Na cruzada de ser criativo para em 31 de Outubro, véspera do Dia de todos os Santos,

http://www.holywins.org/ conta como se organizam na Diocese de Paris !

A iniciativa, baptizada com o nome do Holy wins» («a santidade ganha») - trocadilho contraposto ao Halloween - foi lançada pela arquidiocese de Paris.

No 2002, vários centenas de jovens na missão nas ruas de Paris, mais de 8000 pessoas ao concerto da Praça St. Sulpice, com uma ampla cobertura nos meios.

Para 2003: Com o êxito da primeira edição, os jovens irão outra vez pelas ruas em 31 de Outubro. Sua motivação? " Testemunhe sua esperança e a sua fé na Ressurreição".

(...) Em uma sociedade que tende a evitar a questão da morte, a festa do Halloween tem o mérito de nos questionar sobre este tema, mas só faz referência aos rituais mórbidos e macabros. Por este motivo os jovens de Paris querem aproveitar o êxito do Halloween para testemunhar sua fé e a esperança cristã diante da morte na vigília da festa de Todos os Santos (1 de Novembro) e dos Defuntos, dos que se faz memória ao dia seguinte.

Parte desta informação é cortesia do Lic. Eduardo R. Cattaneo

Editor Responsável por: ESCOLA VIRTUAL PARA PAIS
Mendoza, Argentina

Ecattaneo@fullzero.com.ar / ecattaneo@argentina.com

http://www.acidigital.com/
Recolha de António Ferreira

EUCARISTIA DO 80.º ANIVERSÁRIO DO OPUS DEI - Escrivá: grande dom para a Igreja

Foi desta forma que D. Manuel Clemente se referiu ao fundador do Opus Dei no início da concelebração eucarística a que presidiu, no dia 2 de Outubro. Para além de alguns presbíteros da Prelatura portuguesa, participaram o P. Américo Aguiar (Vigário-geral da Diocese) e P. José Gonçalves Moreira (Reitor da igreja local). Uma multidão de fiéis, sobretudo membros da Obra, congregou-se na Igreja da Trindade (Porto), como "Povo de reis, assembleia santa, povo sacerdotal" – assim bendisse a Deus cantando à entrada –, para celebrar as 8 décadas de existência do Opus Dei, presente em Portugal desde 1946, sob governo do Mons. José Rafael Espírito Santo. Segundo nos indicou o sacerdote espanhol P. Jesus Gomes Paulo, há 40 anos em Portugal, o Opus Dei está implantado na Diocese Portucalense, nos seguintes locais: Colégio dos Cedros (masculino) e Colégio Horizonte (feminino) – V. N. Gaia, Colégio Universitário da Boavista (Porto), Veja Clube e Clube Rampa (juvenis, com actividades culturais) e Mira Clube (em Miragaia, Porto, onde exerce acção sócio-caritativa).

A Obra de Deus não foi imaginada por um homem

O Bispo do Porto introduziu a sua homilia fazendo o paralelismo entre o Evangelho do dia e José Maria Escrivá de Balaguer e Albás (1910-1975): "Diz-nos o Evangelho que os nossos Anjos vêem continuamente o rosto do Pai celeste. Diz-nos a história cristã, que, a partir daí, nos ensinam o que havemos de fazer para cumprir a vontade de Deus. Assim aconteceu com S. José Maria, assim o constatamos e agradecemos, 80 anos depois". De seguida, recordou alguns dos factos mais relevantes (as origens, a "cura" milagrosa aos 2 anos, os estudos, a vocação – antes de ser ordenado, repetia muitas vezes em oração: "Senhor, que eu veja!"). Situando, concretamente, o contexto e a génese da Obra, D. Manuel precisou: "Estava a fazer Exercícios Espirituais numa casa de Vicentinos em Madrid, quando 'viu' finalmente aquilo para que Deus o chamava há tanto tempo. Di-lo-á assim, seis anos depois: «A Obra de Deus não foi imaginada por um homem. […] Há muitos anos que o Senhor a inspirava a um instrumento inapto e surdo, que a viu pela primeira vez no dia dos Santos Anjos Custódios, 2 de Outubro de 1928»". Entretanto, continuou aludindo à sua vida e, sobretudo, à obra na Obra e, mais adiante, citou João Paulo II, aquando da canonização de S. José Maria (6/10/2002): "foi escolhido pelo Senhor para anunciar a vocação universal à santidade e para indicar que a vida de todos os dias, as actividades comuns, são um caminho de santificação. Poder-se-ia dizer que ele foi o santo da normalidade. Com efeito, ele estava convencido de que, para quem vive segundo uma perspectiva de fé, tudo é ocasião de encontro com Deus, tudo se torna estímulo à oração". No fim, D. Manuel agradeceu a Deus esta "vida feita obra, oferecida à Igreja e ao Mundo" e pediu que, "com S. José Maria, acolhamos a companhia e a inspiração dos Anjos!". (ARR)

Fonte: Voz Portucalense, 08.10-2008, pág. 4

Recolha de António Ferreira

CRISE DEVE LEVAR A REVISAR FORMAS DE BUSCAR BENEFÍCIO ECONÓMICO - Comunicado dos bispos franceses sobre a crise financeira actual

PARIS, quinta-feira, 9 de Outubro de 2008 (ZENIT.org).- Os bispos franceses membros do Conselho para questões familiares e sociais publicaram no dia 8 de Outubro uma reflexão sobre a crise financeira mundial, uma crise que deve, segundo os prelados, levar a uma revisão das actuais formas de buscar o benefício económico.

Ainda que os mecanismos financeiros sejam necessários para prover as economias de recursos, a crise revelou as consequências negativas de lógicas financeiras que, levadas ao extremo, estão desconectadas da economia e se colocam somente ao serviço de um benefício imediato.

«Nossas sociedades estão quebradas. E, como sempre, nestes casos, os mais pobres são as primeiras e mais inocentes vítimas», acrescentam.

Quando as finanças pretendem ser um fim em si mesmas e só estão animadas pelo desejo de benefício, perdem a cabeça – afirmam os bispos –, mas quando as preocupações dos homens, de cada homem e de todos os homens se convertem em prioridade, a confiança renasce.

Para superar a crise, advertem os prelados, as medidas não podem encaminhar-se somente à «manutenção de um sistema financeiro que revelou suas fraquezas e suas consequências humanas».

É necessária a cooperação entre os Estados, o estabelecimento de instituições de organização financeira e uma reorientação das economias ao serviço das pessoas.

Os bispos exigem uma reflexão ética e um compromisso, que revise as práticas especulativas a curto prazo, assim como uma revisão dos sistemas de remuneração e gratificação dos dirigentes das instituições financeiras, especialmente por sua contribuição na crise, buscando o benefício de forma inconsiderada.

Exigem também maior transparência, assim como uma reorientação das finanças ao serviço da economia produtiva e adequada às exigências ambientais.

Fonte: zenit.org


Recolha de António Ferreira

Em Defesa da Família

CARDEAL D. EUSÉBIO OSCAR SCHEID
Arcebispo da Arquidiocese do Rio de JaneiroA família é um tema sobre o qual sempre me agrada refletir, tanto pela beleza dos valores relacionados a ela, quanto pela urgente necessidade de defendê-los, como um tesouro que cercamos de segurança e apreço, diante das ameaças do mundo contemporâneo. Sabemos que se multiplicam os ataques a tudo o que temos de mais sagrado, dentro da fé e da moral que professamos, a começar pelo descrédito que se quer lançar sobre a família. Isto parte, sobretudo, da mídia, que busca audiência através do sensacionalismo e promove a disseminação de pseudo-valores, carregados de erros e de deturpações.Por trás disso encontram-se ideologias como o indiferentismo, que rejeita todos os valores, inclusive a religião, e o relativismo, que se pauta por critérios subjetivos, negando a primazia da verdade e do valor do Absoluto. Entretanto, é interessante notar que os próprios defensores do relativismo lhe atribuem grau de axioma, isto é, afirmações inquestionáveis, esquecendo-se de que eles próprios, e seus princípios, deveriam ser considerados, igualmente, relativos. Na sociedade contemporânea, há grupos poderosos que consideram a instituição familiar como o maior inimigo a ser derrubado. Deturpam o modelo de família, recomendado pelo próprio Deus na sua Palavra revelada e nos valores naturais, inseridos na consciência humana. Opõem-se à civilização do amor, em nome de uma pseudo-liberdade de pensamento que, na realidade, é a imposição de ideologias deletérias.Há, também, que defender a família contra a mentalidade do "descartável", que vive no provisório e nada reconhece de estável ou permanente. Hoje, existe um medo de tudo que possa ser rotulado, de forma superficial e preconceituosa, como "mesmice rotineira". No entanto, não há nada mais gratificante do que se traçar as metas de um plano familiar, no qual existe um sentido de vida plena para todos os seus membros, dentro da lógica humana, da fé e da moral, rumo à finalidade transcendente.As dificuldades que cercam a sobrevivência da família começam pela situação material de pobreza, miséria até, em que muitas famílias se encontram. Isso, evidentemente, choca a quem quer que se acerque dessa problemática. Porém, o elemento mais desagregador da família é a crise interna entre esposos, ou entre pais e filhos, provocando o chamado conflito de gerações. Os problemas pessoais mal resolvidos, dando origem ao estresse e à depressão, também podem contaminar o ambiente familiar, porque afetam a todos os que nele convivem. São situações lamentáveis.Além disso, as relações familiares não se sustentam, quando baseadas em concepções errôneas sobre sua própria constituição e sobre o amor. Freqüentemente, confunde-se amor com paixão. Sentir-se atraído pelo que me agrada, me serve ou me dá prazer, não é amor. O verdadeiro amor é um bem-querer sem interesse, gratuito. Aliás, o amor é sempre oblativamente gratuito. Quanto ao chamado amor livre, é uma deturpação da autêntica liberdade. A pessoa é livre para amar a quem escolhe, o que não significa colocar "em leilão" os próprios sentimentos e a entrega de si mesmo, com tudo o que possui de mais sagrado.Esses desvios têm sido causa de muitas separações. Quando Bispo em São José dos Campos, dispus-me a analisar um pouco mais de perto essas causas, e cheguei à conclusão de que não variam muito. Geralmente, têm suas origens em pequenos conflitos ou discussões sobre problemas de relacionamento, situação econômica, desacordo na educação dos filhos, até meras divergências sobre temperamento. Porém, se não existe o amor sincero, capaz de compreender, perdoar e ceder, os desentendimentos se avolumam, até se transformarem em entraves à relação familiar, como tal.A família é uma das instituições naturais, que Deus consagrou pelo Sacramento do Matrimônio, acrescentando-lhe valor sobrenatural. Assim, respeitar, proteger e promover a família é colaborar no cumprimento do desígnio divino. Sobre isto, o Papa João Paulo II nos deixou um documento fundamental: a Exortação Apostólica Familiaris Consortio, que trata da Missão da família cristã no mundo de hoje e alerta, inclusive, quanto às situações graves e adversas, que lançam sombras sobre sua estabilidade e seu futuro.Ao falar da família, Cristo formulou uma ordem definitiva: "Já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe" (Mt 19,6). O amor unitivo entre os esposos é algo de tão sublime, que chega a ser comparado por São Paulo ao amor de Cristo pela sua Igreja (cf. Ef 5,25ss). Se o amor vem de Deus, e a consolidação desse amor, em forma de Sacramento instituído por Cristo, foi recebida com o devido preparo, nada pode dissolver tal união.Deus coroa esse amor – em via de regra - com a vinda de filhos. Eles são a maior bênção e a maior garantia de estabilidade da família. O papel da criança numa família é fundamental. Ela sublima, enobrece e preenche o amor realizado de seus pais. No meu entender, todos os atos de amor são transitórios; não há qualquer ato ou atitude por mais pura, que seja, permanente, a não ser quando perpetuada, perenizada numa nova pessoa. Podemos, assim, definir um filho como um ato de amor, que perdura para todo o sempre. Desculpem a minha franqueza!A experiência de família é uma das coisas mais lindas na vida de cada pessoa, e alicerça o desenvolvimento da sua personalidade. Quem atua no campo missionário, ou na vocação sacerdotal ou consagrada, abriu mão de ter o seu próprio lar, para fazer do apostolado, a sua família. Mas sempre conservamos as recordações da infância. Relembro, com saudade e gratidão, a convivência com meus pais, irmãos e irmãs, conversando, às vezes até discutindo, cantando e "musicando" juntos... Estas lembranças, sobretudo dos tempos fortes do Natal e da Páscoa, nos acompanham ao longo da vida toda.As famílias do nosso tempo atravessam conhecidos momentos difíceis. Mas, são poderosamente sustentadas pela graça sacramental, que uniu os cônjuges e os fortalece na vida em comum e na orientação dos filhos. Este auxílio extraordinário de Deus ajuda a superar os problemas, fortalece a união, consola na dor da morte dos entes mais queridos e nos confirma na esperança.Dirijo esta palavra de ânimo a todas as famílias, pedindo para elas as bênçãos de Deus, como penhor de paz e de tranqüilidade, especialmente, para as que mais necessitarem.
Data Publicação: 09/10/2008
Recolha de António Ferreira

PIO XII, O PAPA QUE PREPAROU O CONCÍLIO VATICANO II - Hoje celebra-se o 50° aniversário de sua morte

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira 8 de Outubro de 2008 (ZENIT.org).- Com motivo da celebração, este 9 de Outubro, do 50° aniversário da morte do Papa Pio XII, ganham destaque as declarações sobre a importância deste pontífice para a vida da Igreja no século XX.

L'Osservatore Romano traz, em sua edição de hoje, declarações a propósito da importância do magistério do Papa Pacelli, por parte de Dom Rino Fisichella, reitor da Pontifícia Universidade Lateranense, e do cardeal Tarsicio Bertone, secretario de Estado.

Segundo explica Dom Fisichella, Pio XII soube «responder originalmente às questões de seu tempo», e seu magistério é chave para entender o desenvolvimento posterior do Concílio Vaticano II.

De facto, explicou, «nos documentos conciliares se podem encontrar ao menos 251 referências explícitas a seu magistério», não só a suas 43 encíclicas, mas «aos numerosos e comprometidos discursos com os quais enfrentou os temas mais controversos de sua época».

«Segundo declarou o cardeal Bea, uma das figuras mais importantes do Concílio, 'deverão passar dezenas de anos, para não dizer séculos, antes de que a gigantesca obra de Pio XII seja estimada em seu justo valor', pois sua doutrina 'constituiu o fundamento do próprio Concílio, abrindo-se a todos os problemas da humanidade contemporânea'», citou o reitor da Lateranense.

Dom Fisichella citou por exemplo a encíclica Munificentissimus Deus, que estabeleceu o dogma da Assunção. Nela, «Pio XII recolheu o inteiro ensinamento bíblico, patrístico e a grande tradição teológica; a verdadeira inovação, contudo, é a referência à fé viva do Povo de Deus».

«A centralidade cristológica na hora de estabelecer o dogma mariano», acrescenta, anteciparia as linhas fundamentais da Lumen Gentium sobre o mistério da Virgem Maria na história da salvação.

Outro documento transcendental, relata Dom Fisichella, foi a encíclica Divino afflante Spiritu, com a qual deu «grande impulso à leitura da Sagrada Escritura e à promoção dos estudos bíblicos», especialmente com a descrição do «género literário». «Em uma palavra, é suficiente tomar nas mãos a Dei Verbum para verificar como muito deste material confluiu no magistério conciliar».

Também o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado vaticano, destacou a importância do ensinamento de Pio XII sobre os problemas de seu tempo. Destacou a encíclica Summi Pontificatus, na qual condenava os que «se serviam do Estado para perpetrar continuamente actos contrários à pessoa e à sociedade».

«Quer-se fazer do Papa Pacelli um 'político' em guerra com duas ideologias consideradas comummente nefastas. Pio XII sempre pensou que não era a Igreja que tinha inimigos, mas que eram inimigos do homem», acrescentou o purpurado.

«Através de suas muitas encíclicas, este Papa emanou importantes normas doutrinais, deu novo impulso à actividade missionária e afirmou os direitos da mulher em muitos campos, inclusive o político e o jurídico».

O cardeal Bertone destacou também, como já fez em várias ocasiões, o trabalho do Papa Pacelli a favor dos judeus perseguidos durante o Holocausto. É «profundamente injusto» censurar a obra de Pio XII durante a guerra, «esquecendo não só o contexto histórico, mas também a imensa obra caritativa que ele promoveu», disse.

Fonte: zenit.org
Recolha de António Ferreira

80 anos do Opus Dei

O Opus Dei está hoje cheio de vigor e continua a abrir as suas portas a novos membros.
80 anos é uma grande data! Há, pelo menos, 85 mil fiéis leigos e dois mil padres, espalhados por cinco continentes, para quem este aniversário é fundamental. Estou a falar dos membros do Opus Dei. Gente comum, novos e velhos, com as mais variadas profissões, que se empenham em viver a santidade nas circunstâncias habituais da vida quotidiana. A proposta do Opus Dei é ajudar a encontrar Cristo no trabalho, na vida familiar e nas restantes actividades habituais. Crescem no amor ao Papa e à Igreja. E a consequência disto tem trazido grandes frutos. É certamente esse fenómeno de santidade no meio do mundo contemporâneo que explica tanto ódio contra o Opus Dei. Centenas de livros, documentários e filmes massacram sistematicamente a opinião pública contra esta Instituição da Igreja. Mas não será que o feitiço se vira contra o feiticeiro?É que movidos justamente pela curiosidade, muitos aproximaram-se do Opus Dei que está hoje cheio de vigor e continua a abrir as suas portas a novos membros. Parabéns à Obra!

Fonte: RR on-line, 2008.10.03

Recolha de António Ferreira

O Saber (o que não se deve dizer) Não Ocupa Lugar

Habitualmente aplica-se a máxima “O saber não ocupa lugar” ao conhecimento de novos temas, de novas matérias, de novas ciências e linguagens. No entanto, saber o que não está certo, o que não é verdadeiro ou correcto é igualmente importante e encaixa no sentido profundo daquele ditado. Assim, aqui fica um pouco de ‘ignorância’ popular, com muita graça, que ‘atravessa’ o discurso oral de uma massa imensa de falantes da nossa língua portuguesa, em risco de se popularizar mesmo e vir a integrar de forma efectiva o nosso vocabulário.

Alevantar - O acto de levantar com convicção, com o ar de 'a mim ninguém me come por parvo!... alevantei-me e fui-me embora!'.

Aspergic - Medicamento português que mistura Aspegic com Aspirina.

Assentar - O acto de sentar, só que com muita força, como fosse um tijolo a cair no cimento.

Capom - Porta de motor de carros que quando se fecha faz POM!

Destrocar - Trocar várias vezes a mesma nota até ficarmos com a mesma.

Disvorciada - Mulher que se diz por aí que se vai divorciar.

É assim. - Talvez a maior evolução da língua portuguesa. Termo que não quer dizer nada e não serve para nada. Deve ser colocado no início de qualquer frase. Muito utilizado por jornalistas e intelectuais.

Entropeçar - Tropeçar duas vezes seguidas.

Êros - Moeda alternativa ao Euro, adoptada por alguns portugueses.

Falastes, dissestes. - Articulação na 4ª pessoa do singular. Ex.: eu falei, tu falaste, ele falou, TU FALASTES.

Fracturação - O resultado da soma do consumo de clientes em qualquer casa comercial. Casa que não fractura... não predura.

Inclusiver - Forma de expressar que percebemos de um assunto. E digo mais: eu inclusiver acho esta palavra muita gira. Também existe a variante 'Inclusivel'.

Mô - A forma mais prática de articular a palavra MEU e dar um ar afro à língua portuguesa, como 'bué' ou 'maning'. Ex.: Atão mô, tudo bem?

Nha - Assim como Mô, é a forma mais prática de articular a palavra MINHA. Para quê perder tempo, não é? Fica sempre bem dizer 'Nha Mãe' e é uma poupança extraordinária.

Númaro - Já está na Assembleia da República uma proposta de lei para se deixar de utilizar a palavra NÚMERO, a qual está em claro desuso. Por mim, acho um bom númaro!

Parteleira - Local ideal para guardar os livros de Protuguês do tempo da escola.

Perssunal - O contrário de amador. Muito utilizado por jogadores de futebol. Ex.: 'Sou perssunal de futebol'. Dica: deve ser articulada de forma rápida.

Pitaxio - Aperitivo da classe do 'mindoím'.

Prontus - Usar o mais possível. É só dar vontade e podemos sempre soltar um 'prontus'! Fica sempre bem.

Prutugal - País ao lado da Espanha. Não é a Francia. QuaiseTambém é uma palavra muito apreciada pelos nosso pseudo-intelectuais. Ainda não percebi muito bem o quer dizer, mas o problema deve ser meu.

Stander - Local de venda. A forma mais famosa é, sem dúvida, o 'stander' de automóveis. O 'stander' é um dos grandes clássicos do 'português da cromagem'.

Tipo - Juntamente com o 'É assim', faz parte das grandes evoluções da língua portuguesa. Também sem querer dizer nada, e não servindo para nada, pode ser usado quando se quiser, porque nunca está errado, nem certo. É assim... tipo, tás a ver?

Treuze - Palavras para quê? Todos nós conhecemos o númaro treuze.

Recolha de Marina Sequeira

Ingrid Betancourt Revela como Deus Tocou o Seu Coração

Confidências após a audiência com Bento XVI
CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 2 de Setembro de 2008 (ZENIT.org).- Após os 25 minutos de encontro com Bento XVI ontem, no palácio apostólico de Castel Gandolfo, a ex-candidata à presidência da Colômbia, Ingrid Betancourt, revelou em uma conferência de imprensa como Deus lhe tocou o coração em seu cativeiro.

Antes de ser sequestrada, em Fevereiro de 2002, Ingrid era uma mulher de pouca fé; ela mesma reconhece isso. Contudo, durante os quase 7 anos que permaneceu em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), no sul da selva colombiana, os únicos livros que tinha consigo eram a Bíblia e o dicionário; assim, durante os longos dias de cativeiro, ela se dedicava a ler e meditar a Palavra de Deus.

Consagração ao Sagrado Coração

Ingrid todos os dias escutava o rádio para poder distrair-se e informar-se. Um mês antes de sua libertação, em 1º de Junho passado, estava ouvindo a Rádio Católica Mundial e escutou as promessas que experimentaria quem se consagrasse ao Sagrado Coração.

Ainda que Ingrid reconheça que não se lembra de todas, enumerou-as aos jornalistas: a primeira é tocar o coração duro de quem lhe faz sofrer; a segunda, abençoar os projectos do interessado; e a terceira, a ajuda para carregar a cruz e a presença divina na passagem da morte.

Ingrid relata que, ao escutar estas promessas, disse: «Isso é para mim. Eu preciso que Deus toque o coração duro da guerrilha, que toque o coração duro de todos aqueles que não deixam que a nossa liberdade se manifeste».

«Eu preciso que a minha missão, que é a de obter a liberdade de todos nós, Ele a tome para si, que a abençoe e permita que isso aconteça. E eu preciso que Ele me acompanhe para levar esta cruz porque sozinha eu não posso mais», comentou a cidadã colombo-francesa.

Ao conhecer estas promessas, Ingrid comenta que disse ao Sagrado Coração: «Jesus, nestes anos eu nunca te pedi nada. Mas hoje sim vou te pedir algo: como este é o mês do Sagrado Coração, teu mês, vou te pedir que me faças o milagre, não de minha libertação, porque não creio que seja possível, mas faz-me o milagre de que eu saiba quando vou ser libertada, porque se eu souber quando, por mais que seja dentro de muitos anos, vou ter a força para aguentar. Se tu me fizeres esse milagre, Senhor meu, serei tua».

Ingrid conta que disse ao Santo Padre: «Eu não sei o que quer dizer ser de Cristo». Ele lhe respondeu: «Ele vai te mostrar o caminho».

No dia 27 de Junho, um comandante das FARC foi falar com Ingrid: «Há uma comissão internacional que vai visitar os prisioneiros e é muito provável que alguns de vocês sejam libertados».

Ingrid conta que o Santo Padre lhe disse: «Ele fez o milagre de sua libertação porque você soube pedir. Porque você não lhe pediu a sua libertação, mas que se fizesse a vontade d'Ele e que Ele a ajudasse a entender essa vontade».

Crer em Deus

Betancourt aproveitou a ocasião para convidar todos aqueles que não crêem: «Há muitas pessoas que estão distantes de Deus e não querem acreditar, e tantas pessoas que têm vergonha de crer em Deus. A única coisa que posso dizer-lhes é que há alguém que nos ouve e nos fala com palavras e que se nós entendermos como falar com Ele, Ele vai ajudar-nos ».
Após a audiência, Ingrid assegurou que Bento XVI sempre ora pelos sequestrados: «O Papa leva a dor dos que sofrem em sua alma», é um «homem de luz».

Igualmente, enviou uma mensagem de alento àqueles que foram seus companheiros no cativeiro e que ainda não foram libertados: «Sei que esta voz vai chegar à selva colombiana. Sei que logo vou abraçá-los na liberdade».

Também fez um apelo aos membros da guerrilha, que actualmente têm cerca de 3 mil sequestrados em seu poder: «Vocês me tiveram sete anos cativa. Eu os conheço profundamente, conheço sua organização, sua maneira de pensar, seus objectivos. Hoje quero dizer-lhes que o mundo está esperando por vocês. O mundo quer que haja espaços em sua mente para que vocês alcancem a paz na Colômbia. (...) A resposta está no coração de vocês, não nos cálculos militares e políticos», concluiu.

Fonte. zenit.org
Recolha de António Ferreira

O Desporto e a Vida Interior

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA

Para ti, que és desportista, que boa razão a do Apóstolo: "Nescitis quod ii qui in stadio currunt omnes quidem currunt, sed unus accipit bravium? Sic currite ut comprehendatis". - Não sabeis que, dos que correm no estádio, embora todos corram, um só obtém o prémio? Correi de tal maneira que o ganheis.

Caminho, 318

"É tempo de esperança, e eu vivo desse tesouro. Não é uma frase, Padre; é uma realidade", dizes-me. Então... o mundo inteiro, todos os valores humanos que te atraem com uma força enorme (amizade, arte, ciência, filosofia, teologia, desporto, natureza, cultura, almas...), tudo isso, deposita-o na esperança - na esperança de Cristo.

Sulco, 293

Dá muito bom resultado empreender as coisas sérias com espírito desportivo... Perdi várias jogadas? Sim, mas, se perseverar, no fim ganho!

Sulco, 169

"Beatus vir qui suffert tentationem...", bem-aventurado o homem que sofre tentação, porque, depois de ter sido provado, receberá a coroa da Vida.
Não te enche de alegria verificar que esse desporto interior é uma fonte de paz que nunca se esgota?

Sulco, 160

Sentir no corpo e na alma o aguilhão do orgulho, da sensualidade, da inveja, da preguiça, do desejo de subjugar os outros, não deveria ser uma descoberta. É um mal antigo, sistematicamente confirmado pela nossa experiência pessoal. É o ponto de partida e o ambiente habitual para ganhar a nossa corrida para a casa do Pai, neste desporto tão íntimo. Por isso ensina S. Paulo: quanto a mim corro, não como à aventura; combato, não como quem açouta o ar; mas castigo o meu corpo, e reduzo-o à escravidão, para que não suceda que, tendo pregado aos outros, eu mesmo venha a ser réprobo.
Cristo que passa, 75

A luta ascética não é algo negativo nem, portanto, odioso, mas afirmação alegre. É um desporto. O bom desportista não luta para alcançar uma só vitória e à primeira tentativa. Prepara-se, treina-se durante muito tempo, com confiança e serenidade: tenta uma e outra vez e, mesmo que no princípio não triunfe, insiste tenazmente, até superar o obstáculo.

Forja, 169

Tive oportunidade de observar, em algumas ocasiões, como reluziam os olhos de um desportista, perante os obstáculos que tinha de saltar. Que vitória! Observai como domina as dificuldades! Assim nos contempla Deus, que ama a nossa luta: seremos sempre vencedores, porque nunca nos nega a omnipotência da sua graça. E não importa então que haja luta, porque Ele não nos abandona.

Amigos de Deus, 182

Fonte: josemariaescriva.info
Recolha de António Ferreira

Actor Mexicano Relata a Sua Conversão

Eduardo Verástegui

Por Cláudia Soberón

ROMA, quarta-feira, 11 de Junho de 2008 (ZENIT.org).- «Eu percebi que estava vazio», conta o famoso actor e produtor Eduardo Verástegui, que teve uma forte conversão ao catolicismo depois da rodagem de um filme em Hollywood.

O jovem Verástegui, originário de Xicoténcatl, pequena cidade ao norte do México, no estado de Tamaulipas, vive há sete anos em Los Angeles, Califórnia.

Verástegui é actor do filme «Bella», um filme a favor da vida, ganhador do Festival de Cinema de Toronto como melhor filme e do prémio latino «Smithsonian Latino Center», seleccionado em vários festivais de cinema de prestígio na América e na Europa.

Nesta entrevista concedida à Zenit em Roma, ele quis revelar o facto que mudou sua vida.

- Como foi sua conversão?

- Verástegui: Depois de 10 anos de carreira, percebi que me faltava algo, mas não sabia o quê; eu me sentia em um labirinto sem saída, querendo usar a saída mas não sabia onde estava, eu me sentia vazio.

Muitas vezes a sociedade nos diz que se não chegamos ao cume da montanha e não somos alguém e não temos reconhecimento e êxito, então somos uns fracassados.

O que eu pensava que me faria feliz e que me daria paz e me faria ser um homem completo e pleno tornou-se uma mentira; eu estava a seguir uma mentira.

E daí nasce este desejo e esta convicção de fazer um cinema diferente que apague a imagem negativa dos latinos que Hollywood se empenhou em perpetuar desde os anos 40 até o dia de hoje; e fiz uma promessa a Deus de que jamais voltaria a trabalhar em nenhum projecto que ofendesse minha fé, minha família ou minha comunidade latina.

- Como nasce sua produtora «Metanoia Films» (http://www.bellamoviesite.com/)?

- Verástegui: Nasce da ideia de produzir filmes que tenham o potencial não somente de entreter as pessoas, mas de fazer uma diferença em nossa sociedade, elevando, curando e respeitando a dignidade do ser humano. Filmes que toquem o coração da audiência e que elevem o intelecto da audiência para o bom, o belo e o verdadeiro, o excelente.

Eu chamei de Metanoia Films a companhia que formei com alguns amigos porque foi o que eu experimentei, uma metanoia. A palavra metanoia em grego significa conversão.

- Como isso afecta seu processo de conversão?

- Verástegui: Em algum momento passou-me pela cabeça sair de Hollywood, ir como missionário, dois anos na floresta, na Amazónia, para ajudar os pobres, para trabalhar como missionário, para discernir e ver o que queria Deus de mim, da minha vida, e para limpar este pó que trazia minha alma de tantos anos de viver uma vida mundana.

Assim, que vendi tudo e, antes de ir para a floresta, um sacerdote muito amigo, o Pe. Juan Rivas, aconselhou-me a não ir porque Deus me pedia que estes dois anos que eu queria oferecer como missionário na Amazónia, que os oferecesse em Hollywood, porque ele me dizia que Hollywood também era uma selva.

Ele me disse: você tem de ficar aqui, aqui onde Deus o tocou, aqui onde Deus lhe abriu os olhos e não você não está sozinho, porque Deus mais um é um exército, e Hollywood não pertence aos estúdios, pertence a Deus; e temos de recuperá-la e você deve ficar aqui. Eu obedeci, fiquei em Hollywood e alguns anos depois formamos este produtora, Metanoia Films. E o primeiro fruto desse compromisso e dessa promessa que se fez se chama: Bella (o filme, N. da R.).

- Que papel tem Maria na sua vida pessoal e profissional?

- Verástegui: Não há palavras para descrever a grandeza da Virgem Maria; é minha mãe, é a mulher mais bela, é minha moreninha, minha guia: minha mãe.

Fonte: zenit.org

Recolha de António Ferreira

No Ano Mariano II - Agosto e Setembro

O CULTO DE NOSSA SENHORA OCUPA UM LUGAR DE DESTAQUE NOS MESES DE AGOSTO E SETEMBRO

Recorrendo à tradição cristã, na fidelidade ao mais genuíno espírito do Concilio Vaticano II, encontramos muitas e boas expressões da devoção mariana. Recordemos algumas delas:

- As imagens e quadros de Nossa Senhora, como lembranças do seu carinho materno, para que nos possamos acolher a ele com frequência.

- As romanas e peregrinações a santuários marianos ou simples capelas e oratórios que encontramos por todos os lugares. Há romarias multitudinárias e também quem prefira fazê-las a sós, ou com uma ou duas pessoas.

São, em qualquer dos casos, visitas as Casas da Mãe, na feliz expressão de João Paulo II.

- Os escapulários marianos. De entre estes, ganhou um lugar de destaque no coração dos cristãos o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, pelas graças que estão prometidas a quem o usa.

- As jaculatórias, como modo prático de conversar constantemente com Nossa Senhora, ao longo do nosso dia. Há muitas e belas jaculatórias que a tradição cristã soube conservar.

Em tempos pontuais há outros exercícios de piedade que vale a pena destacar:

- O Mês de Maria, Mês das flores e de tantas demonstrações de carinho para com a Mãe de Deus e nossa Mãe.

- O Mês do Rosário. Desde antiga tradição dedica-se o Mês de Outubro a cultivar um especial carinho por esta devoção mariana.

- A Novena da Imaculada Conceição, preparando esta solenidade da Bem-aventurada Virgem Santa Maria. A programação destes nove dias fica entrega á iniciativa de cada fiel.

Como fomento de uma genuína devoção a Nossa Senhora podemos ainda recordar a ajuda que nos prestam os bons livros. Não nos referimos apenas a livros de piedade, mas aqueles que nos levam a conhecer melhor, para mais amar, a Santíssima Virgem.

Entre outros, recordo o "Tratado da Verdadeira Devoção a Nossa Senhora", de S. Luís Maria de Monfort, livro que foi companheiro inseparável de João Paulo II, desde que trabalhou nas minas de Solvay.

Fernando Silva

Fonte: Celebração Litúrgica, Agosto Setembro 2008. http://www.cliturgica.org/
Recolha de António Ferreira

Assunção de Nossa Senhora

Igreja professou unanimemente, desde os primeiros séculos (V-VI), a fé na Assunção de Maria Santíssima em corpo e alma à glória celestial, como se deduz da Liturgia, dos documentos devotos, dos escritos dos Padres e dos Doutores. Esta fé multissecular e universal foi confirmada por todo o Episcopado na Carta Apostólica de 1-V-1946, que ilustra as razões da definição dogmática proclamada por Pio XII no dia 1-XI-1950.



Textos de São Josemaria Escrivá

Hoje, em união com a Igreja, celebramos o triunfo da Mãe, Filha e Esposa de Deus. E assim como nos sentíamos contentes na Páscoa da Ressurreição do Senhor, três dias depois da sua morte, agora estamos alegres porque Maria, depois de acompanhar Jesus desde Belém até à Cruz, está junto dele em corpo e alma, gozando da sua glória por toda a eternidade.

Cristo que passa, 176

Assumpta est Maria, in coelum, gaudent angeli. Maria foi levada por Deus, em corpo e alma, para os Céus. Há alegria entre os anjos e os homens. Qual a razão desta satisfação íntima que descobrimos hoje, com o coração que parece querer saltar dentro do peito e a alma cheia de paz?. Celebramos a glorificação da nossa Mãe e é natural que nós, seus filhos, sintamos um júbilo especial ao ver como é honrada pela Trindade Beatíssima (…).

Todos somos seus filhos; ela é Mãe de toda a Humanidade. E agora, a Humanidade comemora a sua inefável Assunção: Maria sobe aos céus, Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho, Esposa de Deus Espírito Santo. Mais do que Ela, só Deus.

Cristo que passa, 171

Mas reparai: se Deus quis, por um lado exaltar a sua Mãe, por outro, durante a sua vida terrena, não foram poupados a Maria a experiência da dor, nem o cansaço do trabalho, nem o claro-escuro da fé. Àquela mulher do povo, que, certo dia, irrompe em louvores a Jesus, exclamando Bem aventurado o ventre que te trouxe e os peitos a que foste amamentado, o Senhor responde: Antes bem aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus, e a põem em prática. Era o elogio da sua Mãe, do seu fiat, do faça-se, sincero, entregue, cumprido até às últimas consequências, que não se manifestou em acções aparatosas, mas no sacrifício escondido e silencioso de cada dia.

Ao meditar nestas verdades, percebemos um pouco mais a lógica de Deus. Compreendemos que o valor sobrenatural da nossa vida não depende de que se tornem realidade as grandes façanhas que por vezes forjamos com a imaginação, mas da aceitação fiel da vontade divina, da disposição generosa nos pequenos sacrifícios diários,

Para sermos divinos, para nos "endeusarmos", temos de começar por ser muito humanos, vivendo face a Deus dentro da nossa condição de homens correntes, santificando esta aparente pequenez. Assim viveu Maria. A cheia de graça, a que é objecto das complacências de Deus, a que está acima dos anjos e dos santos teve uma existência normal. Maria é uma criatura como nós, com um coração como o nosso, capaz de gozo e de alegrias, de sofrimento e de lágrimas. Antes de Gabriel lhe comunicar o querer de Deus, não sabe que tinha sido escolhida desde toda a eternidade para ser Mãe do Messias. Considera-se a si mesma cheia de baixeza; por isso, reconhece logo, com profunda humildade, que fez em mim grandes coisas Aquele que é Todo-poderoso.
Cristo que passa, 172
Fonte:josemariaescriva.info
Recolha de António Ferreira

Papa Quer que Jogos Olímpicos Sirvam de Exemplo de Paz

Angelus

03-08-2008 12:36

Bento XVI deixou este domingo, durante a oração do Angelus, uma mensagem à China e a todos os participantes dos Jogos Olímpicos de Pequim.

A menos de uma semana do início do evento, o Sumo Pontífice espera que os Jogos Olímpicos sejam, uma vez mais, um sinal de fraternidade e paz entre os povos.

"Acompanho com profunda simpatia este grande encontro desportivo - o mais importante e esperado do mundo - e desejo que proporcione à comunidade internacional um bom exemplo de convivência entre pessoas de diferentes origens, no respeito pela dignidade comum", afirmou Bento XVI.

"Que o desporto possa ser mais uma vez prova da fraternidade e da paz entre os povos", sublinhou.

O Papa proferiu a oração do Angelus, esta manhã, na cidade de Bressanone, na região dos Alpes Italianos.

Fonte: http://www.rr.pt/

Recolha de António Ferreira

Nova Rádio do Grupo Renascença Também com Transmissões a Partir da Capelinha

"SIM" transmite o Rosário de segunda a sexta a partir de Fátima
O grupo Renascença iniciou este mês de Agosto de 2008 outro novo serviço de comunicação: a estação de rádio "SIM", assumida como um projecto dirigido a um público acima dos 55 anos, "mediante uma comunicação optimista e de grande proximidade, tendo como principais conteúdos a saúde, a família, o desporto, o lazer e a educação".

Tal como a Rádio Renascença, também a Rádio SIM integra na sua grelha de programação a transmissão, de Segunda a Sexta-feira, das 18h30 às 19h00, e no primeiro Sábado de cada mês, às 21h30, a transmissão da recitação do Rosário, em directo da Capelinha das Aparições, no Santuário de Fátima.

"O convite é para que fique em comunhão com os milhares de ouvintes que diariamente acompanham esta Oração pela Rádio SIM", pode ler-se na página da Internet da nova rádio portuguesa, em http://www.radiosim.pt/.

"A Rádio SIM é um projecto construído a partir de diversos locais do país, nomeadamente de Lisboa, Porto, Braga e Évora. Procura, por isso, trazer para a antena os principais assuntos do país e os acontecimentos que marcam o dia-a-dia de cada região", informa, em Comunicado à Imprensa, a Direcção de Marketing e Comunicação do Grupo Renascença.

Musicalmente falando, a novo rádio "Sim" propõe-se incidir nos êxitos dos anos 40, 50, 60 e 70, dando especial atenção à música que é cantada em Português.

Em Maio deste ano, na edição especial do Semanário "Ecclesia", e onde o presidente do Conselho de Administração do Grupo Renascença, Cónego João Aguiar, dava conta de que estaria em breve no ar "o mais jovem canal do Grupo Renascença que, por sinal, é para os mais avançados na idade", o Coordenador da Acção Religiosa da Rádio Renascença escreveu sobre a transmissão do Terço a partir do Santuário de Fátima.

José Eduardo Borges de Pinho apresentou os dados estatísticos, que apontam para o facto de que diariamente, de segunda a sexta, "250 mil ouvintes sintonizam regularmente a Rádio Renascença para ouvir/rezar o terço que é transmitido directamente do Santuário de Fátima (247 mil segundo os dados relativos ao último trimestre, o primeiro de 2008)".

"Na perspectiva dos responsáveis da Emissora Católica, a transmissão do terço é um momento que não vêm isolado do conjunto de toda uma programação religiosa que se procura oferecer. (…) E, não obstante a especificidade religiosa destes momentos, vêem-nos também sempre inseridos no conjunto de toda uma proposta de comunicação onde se procura que ressalte, certamente noutros registos de linguagem e de programação, um olhar diferente sobre a vida e sobre a sociedade. Tudo isto sem nunca perder de vista a preocupação de que a transmissão do terço tenha qualidade radiofónica e sentido evangelizador", escreve Borges de Pinho no artigo que assinou naquela edição espacial, datada de 29 de Abril 2008.

Recorde-se ainda que o mesmo Rosário, recitado na Capelinha das Aparições, local central da devoção a Nossa Senhora de Fátima, é também transmitido em directo pela TV e Rádio Canção Nova e pela Telepace.
Tabela de frequências e outras informações sobre a SIM disponíveis em http://www.radiosim.pt/

Leopoldina Simões,

Fonte: Sala de Imprensa do Santuário de Fátima
Recolha de António Ferreira

Defesa do Meio Ambiente Supõe Uma Mudança Moral, Diz o Papa

VATICANO, 06 Agosto. 08 / 10:35 am (ACI).- Durante um encontro com cerca de 400 sacerdotes da região do Tirol italiano realizado nesta quarta-feira, Festa da Transfiguração do Senhor, o Papa Bento XVI assinalou que o cristianismo defendeu o cuidado do meio ambiente apoiado na conversão do ser humano.

Durante o encontro a portas fechadas, o Pontífice respondeu durante pouco mais de uma hora a seis perguntas expostas pelo mesmo número de sacerdotes da região, reunidos na Catedral de Bressanone.

Algumas das respostas do Papa às perguntas foram logo resumidas à imprensa pelo Director da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Frederico Lombardi.

Segundo o Pe. Lombardi, quando um sacerdote perguntou sobre a visão católica da protecção do meio ambiente, Bento XVI respondeu sublinhando que "Deus, como Criador, não pode ser colocado fora da história".

O Papa assinalou além disso que "não sempre se sublinhou suficientemente a relação entre o ensinamento da Igreja sobre a redenção e a criação. Este é um tema no que os cristãos podem praticar sua fé, dando exemplo com estilos de vida respeitosos do meio ambiente", disse o Pe. Lombardi, descrevendo a resposta do Santo Padre.

Para o Papa, continuou explicando o porta-voz, o homem que é ciente de que a criação lhe foi confiada por Deus, tem um sólido fundamento para respeitar o meio ambiente. "Mas se se nega a Deus, o mundo se vê reduzido a mera matéria e em um mundo fechado em seu materialismo, é mais fácil que o ser humano se erija como ditador das demais obras criadas e da natureza".

Como exemplo da visão cristã da relação com a criação, o Papa pôs a São Paulo, ao monaquismo medieval e, em geral, ao facto de que na tradição cristã, sempre existiram espiritualidades como a franciscana, sensíveis ao meio ambiente.

Respondendo outra pergunta sobre a administração dos sacramentos às pessoas que não estão solidamente formadas na fé – especialmente o caso de pais que solicitam o baptismo de seus filhos –; o Pe. Lombardi assinalou que Bento XVI respondeu confessando que "quando era mais novo era mais severo e pensava que tratando-se de sacramentos da fé, fosse mais problemático administrá-los com amplitude. Com o tempo, compreendi que é necessário seguir o caminho do Senhor, aberto à misericórdia que acolhe também aos que têm um indício de fé".

"Se podemos ver inclusive uma pequena chama de desejo de comunhão na Igreja, existe um motivo para ir nesta direcção", explicou.

Fonte: Aci.digital

Recolha de António Ferreira

Bento XVI Faz Balanço das Jornadas Mundiais da Juventude

Ao rezar o Angelus em Castel Gandolfo


CASTEL GANDOLFO, domingo, 27 de Julho de 2008 (ZENIT.org).- Publicamos a intervenção pronunciada por Bento XVI este domingo, ao meio-dia, antes e depois de rezar a oração mariana do Angelus na residência pontifícia de Castel Gandolfo.

* * *

Caros irmãos e irmãs!

Regressei segunda-feira passada de Sydney, na Austrália, sede da XXIII Jornada Mundial da Juventude. Tenho ainda nos olhos e no coração esta extraordinária experiência, na qual me foi permitido encontrar o rosto jovem da Igreja: era como um mosaico multicolor, formato por rapazes e moças provenientes de toda parte da terra, todos reunidos pela única fé em Jesus Cristo. «Young pilgrims of the world – Jovens peregrinos do mundo», assim as pessoas os chamavam com uma bela expressão que colhe o essencial destas Jornadas internacionais iniciadas por João Paulo II. Estes encontros, de fato, constituem as etapas de uma grande peregrinação através do planeta, para manifestar como a fé em Cristo nos torna todos filhos do único Pai que está nos céus e construtores da civilização do amor.

A característica própria do encontro de Sydney foi a tomada de consciência da centralidade do Espírito Santo, protagonista da vida da Igreja e do cristão. O longo caminho de preparação nas Igrejas particulares tinha seguido como tema a promessa feita por Cristo ressuscitado aos Apóstolos: «Recebereis a força do Espírito Santo, que virá sobre vós, e sereis minhas testemunhas» (Act 1, 8). Nos dias 16, 17 e 18 de Julho, nas igrejas de Sydney, os numerosos Bispos presentes exercitaram seu ministério, propondo as catequeses nos vários idiomas: estas catequeses são momentos de refilão e de recolhimento indispensáveis para que o evento não seja só manifestação externa, mas deixe um traço profundo nas consciências.

A Vigília nocturna no coração do encontro, sob o Cruzeiro do Sul, foi uma invocação conjunta do Espírito Santo; e por fim, durante a grande Celebração eucarística de domingo passado, administrei o Sacramento da Confirmação a 24 jovens de vários continentes, dos quais 14 australianos, convidando todos os presentes a renovar as promessas baptismais.

Assim, esta Jornada Mundial se transformou em um novo Pentecostes, do qual se relançou a missão dos jovens, chamados a ser apóstolos de seus coetâneos, como tantos santos e beatos, e em particular o Beato Piergiorgio Frassati, cujas relíquias, colocadas na Catedral de Sydney, são veneradas por uma ininterrupta peregrinação de jovens. Cada rapaz e moça foi convidada a seguir seu exemplo, a partilhar a experiência pessoal de Jesus, que transforma a vida de seus «amigos» com a força do Espírito Santo, o Espírito do amor de Deus.

Quero hoje agradecer novamente os Bispos da Austrália, em particular o Arcebispo de Sydney, o Cardeal Pell, pelo grande trabalho de preparação e pela cordial acolhida que reservou a mim e ao todos os outros peregrinos. Agradeço às autoridades civis australianas por sua preciosa colaboração. Um obrigado especial é dirigido a todos aqueles que, em cada parte do mundo, rezaram por este evento, assegurando seu êxito. Que a Virgem Maria recompense todos com as graças mais belas. A Maria confio também o período de repouso que terei a partir de amanhã em Bressanone, entre as montanhas do Alto Ádige. Permaneçamos unidos em oração!

[Antes de despedir-se, o Papa voltou a falar com os peregrinos:]

Saúdo, por último, a quantos se encontram em localidades de férias, desejando que passem dias serenos de fecundo descanso físico e espiritual. Não me esqueço de quem não pode desfrutar de um tempo de descanso e de férias: penso nos enfermos nos hospitais, nos encarcerados, nos anciãos, nas pessoas sozinhas, e em quem passa o verão no calor das cidades. A cada um asseguro minha afectuosa proximidade e a lembrança na oração. Bom domingo a todos!

Fonte. zenit.org


Recolha de António Ferreira

Angelus na Jornada Mundial da Juventude - Convite de Deus a Maria

SYDNEY, domingo, 20 de Julho de 2008 (ZENIT.org).- Publicamos as palavra que Bento XVI pronunciou antes e depois da oração do Angelus, ao meio-dia deste domingo, no hipódromo de Randwick, em Sydney, após a missa de encerramento da JMJ.

Prezados jovens amigos,

Preparamo-nos agora para rezar juntos a oração encantadora do Angelus. Nela reflectiremos sobre Maria, jovem mulher em diálogo com o Anjo que, em nome de Deus, A convida a uma particular doação de Si mesma, da sua vida, do seu próprio futuro de mulher e mãe. Podemos imaginar como deveria sentir-Se Maria naquele momento: cheia de trepidação, totalmente baralhada com a perspectiva que Lhe foi apresentada.
O Anjo compreendeu a sua ansiedade e logo procurou tranquilizá-La: «Não tenhas receio, Maria (…). O Espírito Santo virá sobre Ti e a força do Altíssimo estenderá sobre Ti a sua sombra» (Lc 1, 30.35). Foi o Espírito que Lhe deu a força e a coragem para responder ao chamamento do Senhor. Foi o Espírito que A ajudou a compreender o grande mistério que estava para se realizar por meio d'Ela. Foi o Espírito que A envolveu com o seu amor, tornando-A capaz de conceber no seu ventre o Filho de Deus.

Esta cena constitui talvez o momento cardinal na história do relacionamento de Deus com o seu povo. Ao longo do Antigo Testamento, Deus fora-Se revelando de forma parcial mas gradual, como todos fazemos nas nossas relações pessoais. Foi preciso tempo para que o povo eleito aprofundasse a sua relação com Deus. A Aliança com Israel foi uma espécie de período de galanteio, um longo namoro. Chegou depois o momento definitivo, o momento do matrimónio, a realização duma nova e eterna aliança. Naquele momento, Maria, diante do Senhor, representava toda a humanidade: na mensagem do Anjo, era Deus que fazia uma proposta de matrimónio à humanidade; e Maria, em nosso nome, disse sim.

Nas fábulas, a narração termina aqui: e todos, «desde então, viveram felizes e contentes». Na vida real, não é tão fácil… Foram muitas as dificuldades com que Maria Se debateu ao enfrentar as consequências daquele «sim» dito ao Senhor. Simeão profetizou que uma espada haveria de trespassar-Lhe o coração. Quando Jesus tinha doze anos, Ela experimentou os piores íncubos que um progenitor pode viver: durante três dias, teve de aguentar o extravio do Filho. E, depois da actividade pública de Jesus, Ela sofreu a agonia de presenciar a sua crucifixão e morte. Através das várias provações, manteve-Se sempre fiel à sua promessa, sustentada pelo Espírito de fortaleza. E foi por isso mesmo recompensada com a glória.

Queridos jovens, também nós devemos permanecer fiéis ao «sim» com que acolhemos a oferta de amizade feita pelo Senhor. Sabemos que Ele nunca nos abandonará. Sabemos que sempre nos apoiará com os dons do Espírito. A «proposta » do Senhor, Maria acolheu-a em nosso nome. E agora, voltemo-nos para Ela e peçamos-Lhe que nos guie no meio das dificuldades para permanecermos fiéis àquele relacionamento vital que Deus estabeleceu com cada um de nós. Maria é o nosso exemplo e a nossa inspiração. Que Ela interceda por nós junto do seu Filho e, com amor materno, nos proteja dos perigos!

Depois do Angelus

Queridos amigos,

Chegou agora o momento de dizermos «Adeus», ou melhor, «Até à próxima». A todos vos agradeço por terdes participado na Jornada Mundial da Juventude 2008, aqui em Sidney, e espero voltar a ver-vos daqui a três anos. A Jornada Mundial da Juventude de 2011 terá lugar em Madrid, Espanha. Até lá, rezemos uns pelos outros, e prestemos a Cristo o nosso jubiloso testemunho diante do mundo. Que Deus vos abençoe a todos!

Fonte: zenit.org
Recolha de António Ferreira

Um Político Australiano Explica ao Papa que há "Cinco Tipos de Católicos"

John Herron foi embaixador em Irlanda, na Santa Sé, ministro, e senador 11 anos.

É um curiosidade de tantas que se tem dado em Austrália com a visita do Papa a Sydney. O protagonista é John Herron, que foi senador em Austrália durante 11 anos, Ministro de Assuntos Aborígenes, Embaixador na Irlanda e na Santa Sé e actualmente é presidente do Conselho Nacional sobre as Drogas.

Pediram-lhe para ser "embaixador do Dia Mundial da Juventude", um cargo que consiste basicamente em promover a jornada em médios e foros públicos e aceitou. Entrevistado no Camberra Times, explica que se encontrou com o Papa Bento XVI para explicar-lhe os cinco tipos de católicos que há. São estes:

- os católicos esporádicos: recorrem à fé só quando tem problemas ou estão stressados.

- os católicos nominais: limitam-se a pôr uma cruzinha no censo quando lhes perguntam "qual destas é a sua religião?"

- os católicos anticatólicos: foram baptizados mas odeiam o catolicismo ("há muitos destes por aí", respondeu o Papa a Herron).

- os católicos de "cafetaria": petiscam daqui e de lá e deixam o que não gostam.

- e, finalmente, os católicos praticantes, disse Herron ao Papa... "como o Santo Padre e eu".



Recolha de António Ferreira

Bento XVI e Peregrinos Unidos no Ponto Culminante das JMJ 2008

Missa junta multidão em volta do Papa no maior evento juvenil do mundo católico

Milhares de pessoas juntaram-se hoje a Bento XVI para o ponto alto da Jornada Mundial da Juventude 2008, em Sidney. No hipódromo de Randwick, o Papa preside à Missa dominical, o seu último encontro com os peregrinos de todo o mundo.

A celebração iniciou-se ao som do Gregoriano, após a chegada do papamóvel, por entre a multidão. O Cardeal George Pell, Arcebispo da Austrália, saudou Bento XVI e falou da Igreja "jovem" e "viva", apesar de aparecer tantas vezes desfigurada. A seca que atinge várias partes do país foi ainda motivo para um pedido especial de oração, para que a chuva chegue a "esta terra Austral do Espírito Santo".

Após as leituras em espanhol, francês, italiano e inglês, a aclamação ao Evangelho voltou a dar atenção às comunidades da Oceânia, desta vez das Ilhas Fiji, com cantos e danças tradicionais.

Na sua homilia, o Papa pediu uma "nova geração" de Apóstolos, prontos a levar "Cristo ao mundo" e a dar vida a uma "nova era".

"Não tenham medo de dizer sim a Jesus", apelou, numa passagem que foi sublinhada com uma salva de palmas.

"Uma nova geração de cristãos, revigorada pelo Espírito e inspirando-se a uma rica visão de fé, é chamada a contribuir para a edificação dum mundo onde a vida seja acolhida, respeitada e cuidada amorosamente, e não rejeitada nem temida como uma ameaça e, consequentemente, destruída", disse.

"Uma nova era em que o amor não seja ambicioso nem egoísta, mas puro, fiel e sinceramente livre, aberto aos outros, respeitador da sua dignidade, um amor que promova o bem de todos e irradie alegria e beleza. Uma nova era na qual a esperança nos liberte da superficialidade, apatia e egoísmo que mortificam as nossas almas e envenenam as relações humanas", prosseguiu.

Por isso, Bento XVI deixou aos presentes um convite: "Prezados jovens amigos, o Senhor está a pedir-vos que sejais profetas desta nova era, mensageiros do seu amor, capazes de atrair as pessoas para o Pai e construir um futuro de esperança para toda a humanidade".

O Papa afirmou que "na Austrália, nesta grande «Terra Austral do Espírito Santo», tivemos todos uma inesquecível experiência da presença e da força do Espírito na beleza da natureza".

"Também aqui, nesta grande assembleia de jovens cristãos vindos de todo o mundo, tivemos uma experiência concreta da presença e da força do Espírito na vida da Igreja. Vimos a Igreja na profunda verdade do seu ser: Corpo de Cristo, comunidade viva de amor, que engloba pessoas de toda a raça, nação e língua, de todos os tempos e lugares, na unidade que brota da nossa fé no Senhor ressuscitado", acrescentou.

Segundo Bento XVI, "o amor de Deus pode propagar a sua força, somente quando lhe permitimos que nos mude a partir de dentro". "Temos de O deixar penetrar na crosta dura da nossa indiferença, do nosso cansaço espiritual, do nosso cego conformismo com o espírito deste nosso tempo. Só então nos será possível consentir-Lhe que acenda a nossa imaginação e plasme os nossos desejos mais profundos", apontou.

"Estais a viver a vossa existência de modo a dar espaço ao Espírito no meio dum mundo que quer esquecer Deus ou mesmo rejeitá-Lo em nome de uma falsa noção de liberdade?", questionou.

Nesta celebração, o Papa ministra o Sacramento da Confirmação a um grupo de jovens, como forma de reforçar a importância do Espírito Santo na vida da Igreja.

Bento XVI explicou na sua homilia que "ser «selados com o Espírito» significa (...) não ter medo de defender Cristo, deixando que a verdade do Evangelho permeie a nossa maneira de ver, pensar e agir, enquanto trabalhamos para o triunfo da civilização do amor".

"Em cada idade e nas mais diversas línguas, a Igreja continua a proclamar pelo mundo inteiro as maravilhas de Deus, convidando todas as nações e povos a abraçar a fé, a esperança e a nova vida em Cristo", frisou.

Na oração dos fiéis, em sudanês, reza-se por todos os cristãos "que não podem servir abertamente o Senhor por causa de pressões políticas, instabilidade ou medo".

FONTE: AGENCIA.ECCLESIA


Recolha de António Ferreira

1ª Convenção Nacional da Família

Braga, 12 e Julho de 2008

TERMINOU A I CONVENÇÃO NACIONAL DA FAMÍLIA SOBRE O TEMA
"DESAFIOS ACTUAIS DA FAMÍLIA".

Uma organização da associação In Família, com a parceria de outras associações de família e escolas de gestão, que pretendia ser uma referência nacional para todos aqueles que se preocupam com os assuntos da família e com os desafios que actualmente atravessa.

O presidente da Associação In Família, Fernando Almeida, explica à Agência ECCLESIA que a I Convenção Nacional quis reafirmar posições assumidas por todos quantos "se casam, pois comprometem-se para, em todos os quadros, estarem juntas". A mensagem final deseja "reassumir o conceito de dom e compromisso para as nossas famílias".

A Convenção queria abordar três grandes temas "essenciais para o contexto das famílias", explica Fernando Almeida. Casamento e divórcio, liberdade de educação e a conciliação entre trabalho e família.

A Lei do divórcio, recentemente aprovada em Assembleia da República, foi abordada por Matilde Sousa Franco, deputada independente da bancada socialista, que advertiu que a nova Lei do Divórcio vai contribuir para um sério agravamento da violência e desagregação social.

A deputada prevê uma desagregação social e um aumento da violência, à semelhança do que aconteceu nos Estados Unidos e no Reino Unido. "É evidente que vai haver mais divórcios e uma desagregação social gravíssima, bem como um aumento da violência".

Matilde Sousa Franco não entende por que é que o PS resolveu aprovar esta lei, "até porque tinham sido apresentadas há um ano algumas ideias pelo Bloco de Esquerda, este ano surgiram mais algumas… e foi-se atrás disso", lamentou.

Fernando Almeida dá conta à Agência ECCLESIA que foi feita uma denúncia acerca da lei do divórcio. "Novos paradigmas de vida, alterações de valores éticos, morais e culturais", explica, recordando que "é impensável que duas pessoas se divorciem por alteração das faculdades mentais de um dos cônjuges". O Presidente da In Família explica que "isto é inumano".

No que respeita à educação, "foi defendido o conceito de serviço público de educação, contra o que consideramos uma educação de cariz sufocador, que é o que tem vindo a acontecer em Portugal".

Fernando Almeida explica ainda que se manifestaram contra "rumos burocráticos e ideológicos veiculados no nosso sistema educativo", que "não dá lugar às famílias que querem apostar em projectos educativos familiares".

No terceiro grande tema foi defendido o conceito de "integração entre o trabalho e a família". Fernando Almeida explica que este modelo pressupõe que "uma visão integral da vida das pessoas".

Existem ainda hoje alguns preconceitos e obstáculos que podem funcionar como agentes impeditivos para que as mulheres atinjam lugares cimeiros na escada empresarial. Esta convicção é de Maria Nuria Chinchilla, especialista mundial em conciliação trabalho e família e professora e investigadora nas Universidades de Harvard e Stanford.

O desafio para as empresas é para a igualdade, pois segundo a investigadora, "a maternidade é a principal causa de discriminação no trabalho". Nuria Chinchilla defendeu que um dos principais problemas que se colocam em particular às mulheres, é o facto de "não termos tempo nem energia para construir famílias".

Para Nuria Chinchilla, não há um, mas dois tectos que impedem as mulheres de alcançarem a "penthouse" profissional. O "tecto de cristal", que encerra em si o escasso apoio existente, tanto em casa como no trabalho, e o difícil acesso à informação e à rede de contactos masculina. Acresce ainda o denominado "tecto de cimento", que indica que de acordo com estatísticas apresentadas, 33 por cento das mulheres recusam promoções devido à dificuldade de conciliar trabalho e família.

A cultura de longas jornadas laborais, duplas e triplas (a saber, trabalho, filhos e, muitas vezes, pais inclusive) aliada à ausência da flexibilidade laboral, gera stress e consequentes doenças associadas. A investigadora salientou ainda a discrepância salarial entre homens e mulheres.

Com Rádio Renascença

Fonte: agencia.ecclesia.pt



Recolha de António Ferreira