IV CONGRESSO CNIS - PRESIDENTE DA REPÚBLICA CRITICA EM FÁTIMA A LEI DO DIVÓRCIO

O Presidente da República Portuguesa tece duras críticas à Lei do Divórcio actualmente vigente no país.

Cavaco Silva afirmou, esta tarde, em Fátima, que a Lei do Divórcio, aprovada em Abril de 2008 e que entrou em vigor no final do mesmo ano, se trata de uma lei causadora de novos casos de pobreza e, a propósito da mesma lei, manifestou a sua "perplexidade" quanto à forma como se legisla em Portugal.

"Dos contactos que tenho mantido com dirigentes de instituições de solidariedade, recolho a informação de que a maioria dos casos de 'novos pobres' está associada a situações de divórcio", revelou.

Recorde-se que por ocasião da promulgação presidencial da Lei, em Outubro de 2008, em uma mensagem publicada na página oficial da Presidência da República na Internet, Cavaco Silva, que havia vetado inicialmente esta lei a 20 de Agosto, referia que o diploma, incluindo as alterações introduzidas depois do veto à primeira versão, "padece de graves deficiências técnico-jurídicas" e iria introduzir, em sua opinião, "profunda injustiça", sobretudo para os mais vulneráveis, como são as "mulheres de mais fracos recursos e os filhos menores".

No Centro Pastoral Paulo VI, no momento inaugural do IV Congresso da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, falou sobre o novo tipo de pobreza em Portugal, agravada pelo desemprego e pelo sobre endividamento de muitas famílias.

Pediu especial atenção para com as crianças e os jovens, para que se reforce a atenção a esta camada da população, para que possa manter as suas condições de bem-estar.

" (É) o melhor que poderemos fazer pelo futuro do nosso país", disse.

Cavaco Silva destacou que, com esta nova realidade social, "é urgente mobilizar a força solidária dos portugueses" e, neste sentido, as organizações e instituições de solidariedade são "catalizadores" de iniciativas solidárias.

O Chefe de Estado português terminou o seu discurso com um apelo "por um Portugal mais justo e solidário".

Sob o lema "NOVOS CAMINHOS DA SOLIDARIEDADE", a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) está reunida em Fátima, nos dias 30 e 31 de Janeiro, em Assembleia Geral Extraordinária sob a forma de Congresso.

Todos os trabalhos decorrem no Centro Pastoral Paulo VI. http://www.cnis.pt/

Fonte: Sala de Imprensa do Santuário de Fátima

Recolha de António Ferreira

A Indisciplina nas Escolas

Profs e Stoures façam a parte deles que eu tento fazer a minha…

A indisciplina nas escolas (vista por F. Savater)
Especialistas reunidos em Espanha
Aumento da violência nas escolas reflecte crise de autoridade familiar

Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores.
Os participantes no encontro 'Família e Escola: um espaço de convivência', dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.
'As crianças não encontram em casa a figura de autoridade', que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.
'As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa', sublinhou.
Para Savater, os pais continuam 'a não querer assumir qualquer autoridade', preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos 'seja alegre' e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.
No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, 'são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os', acusa..
'O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar', sublinha.
Há professores que são 'vítimas nas mãos dos alunos'.
Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que 'ao pagar uma escola' deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão 'psicologicamente esgotados' e que se transformam 'em autênticas vítimas nas mãos dos alunos'.
A liberdade, afirma, 'exige uma componente de disciplina' que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.
'A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara', afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, 'uma oportunidade e um privilégio'.
'Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina', frisa Fernando Savater.
Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que 'têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos'.
'Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia', afirmou.
Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que 'mais vale dar uma palmada, no momento certo' do que permitir as situações que depois se criam.
Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres.
Recolha de Joaquim Mário Andrade
Pároco da Paróquia do Padrão da Légua

TELEGRAMA DO PAPA AO NOVO PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 20 de Janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Oferecemos a seguir o texto do telegrama enviado pelo Papa Bento XVI ao novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por ocasião de sua tomada de posse hoje na Casa Branca.


Honorável Barack Obama
Presidente dos Estados Unidos da América
Casa Branca
Washington, D.C.

Por ocasião de sua posse como o 44º presidente dos Estados Unidos da América, eu lhe ofereço meus mais cordiais bons desejos e lhe asseguro ao mesmo tempo minhas orações para que o Deus Todo Poderoso lhe conceda sabedoria e força indefectíveis no exercício de suas altas responsabilidades. Que sob seu mandato os americanos possam continuar a encontrar em sua impressionante herança religiosa e política os valores espirituais e princípios éticos para cooperar na construção de uma sociedade realmente livre e justa, marcada pelo respeito à dignidade, a igualdade e os direitos de cada um de seus membros, especialmente os pobres, os marginalizados e os que não têm voz. Em uma época em que muitos irmãos e irmãs nossos em todo o mundo clamam por sua libertação do flagelo da pobreza, da fome e da violência, rezo para que o senhor confirme sua resolução de promover a compreensão, a cooperação e a paz entre as nações, para que todos possam participar do banquete da vida que Deus preparou para toda a família humana (cf. Isaías 25, 6-7). Invoco de coração sobre o senhor, sua família e sobre todo o povo americano as bênçãos do Deus da alegria e da paz.

Benedictus PP. XVI

Fonte: zenit.org

Recolha de António Ferreira

ENCONTRO MUNDIAL DAS FAMÍLIAS ENCERRAMENTO

O Papa reivindica os direitos da família ao encerrar o Encontro do México

Dirige-se pela televisão aos peregrinos congregados no Santuário de Guadalupe

CIDADE DO VATICANO, domingo, 18 de Janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI reivindicou os «direitos inalienáveis» da família ao encerrar neste domingo, com uma mensagem televisiva ao vivo, o VI Encontro Mundial das Famílias.

Escutaram as palavras do Papa os milhares de peregrinos que participaram da missa presidida por seu legado, o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado, na explanada do Santuário da Virgem de Guadalupe.

O Papa, que havia seguido o evento pela televisão desde o palácio apostólico vaticano, reconheceu em sua mensagem dirigida em espanhol que «hoje mais que nunca se precisa do testemunho e do compromisso público de todos os baptizados, para reafirmar a dignidade e o valor único e insubstituível da família fundada no matrimónio de um homem com uma mulher e aberto à vida, assim como o da vida humana em todas as suas etapas».

«É preciso promover medidas legislativas e administrativas que sustentem as famílias em seus direitos inalienáveis, necessários para levar adiante sua extraordinária missão», considerou o Santo Padre.

Em sua mensagem, o Papa abriu o coração para assegurar que «os mexicanos sabem bem que estão muito perto do coração do Papa», provocando espontâneos aplausos entre quem o escutava desde a capela federal.

De fato, o Papa assegurou que, graças às novas tecnologias da comunicação, «peregrinei espiritualmente até esse Santuário Mariano, coração do México e de toda a América, para confiar a Nossa Senhora de Guadalupe todas as famílias do mundo».

O Santo Padre expressou sua proximidade e assegurou sua oração por todas as famílias em dificuldade, em particular às «que sofrem pela pobreza, a enfermidade, a marginalização ou a migração. E muito especialmente às famílias cristãs que são perseguidas por causa de sua fé».

Após anunciar que a sede do VII Encontro Mundial das Famílias será Milão em 2012, o pontífice concluiu sua homilia com uma oração dirigida à Virgem de Guadalupe, para confiar «todas as famílias do mundo».

«Se vê, se sente, o Papa está presente!», foi o coro com o qual responderam os peregrinos às palavras do Papa ao terminar o acto.

Renovação das promessas matrimoniais

Pouco antes do Credo, durante missa, os milhares de casais presentes renovaram as promessas que um dia pronunciaram ao contrair o sacramento, prometendo amar-se fielmente, no favorável e no adverso, «na saúde e na doença, todos os dias da vida».

Em seguida, apresentaram os anéis, que foram abençoados pelo cardeal Bertone, e depois colocaram uns nos outros, como haviam feito no dia de seu casamento.

O Encontro das Famílias havia começado em 14 de Janeiro com um Congresso Teológico Pastoral, que bateu recordes na história destes eventos, inaugurados por João Paulo II em 1994, pois contou com a participação de mais de dez mil congressistas.

Os actos finais multitudinários se celebraram na noite de sábado e na manhã deste domingo diante da Basílica de Guadalupe, com a participação de representantes de 98 países.

Fonte: zenit.org

Recolha de António Ferreira



Recolha de António Ferreira

PAPA DEFENDE BAPTISMO DE CRIANÇAS

Bento XVI pede aos pais que eduquem filhos na verdadeira liberdade

Bento XVI defendeu este Domingo o Baptismo de crianças, prática habitual na Igreja Católica, considerando que o mesmo não é "uma violência" sobre os menores.

"Quando segundo a tradição cristã, como hoje fazemos, se baptizam as crianças introduzindo-as na luz de Deus e dos seus ensinamentos, não se lhes faz uma violência, mas é–lhes dada a riqueza da vida divina na qual se enraíza a verdadeira liberdade que é própria dos filhos de Deus; uma liberdade que deverá ser educada e formada com o amadurecer dos anos, para que se torne capaz de opções pessoais responsáveis", indicou.

O Papa falava na homilia da celebração eucarística durante a qual administrou o Sacramento do Baptismo a 13 crianças recém nascidas, na Capela Sixtina, durante a solenidade litúrgica do Baptismo do Senhor.

"Se com este sacramento o neo-baptizado se torna filho adoptivo de Deus, objecto do seu amor infinito que o tutela e defende das forças obscuras do maligno é necessário ensinar-lhe a reconhecer Deus como seu Pai e a saber relacionar-se com ele com atitude de filho" disse.

Aos pais e padrinhos, Bento XVI pediu que "não cesseis de agradecer ao Senhor que com este sacramento, introduz os vossos meninos numa nova família, maior e estável, mais aberta e numerosa do que a vossa: refiro-me à família dos crentes, à Igreja, uma família que tem Deus como Pai e na qual todos se reconhecem irmãos em Jesus Cristo".

"Confiai portanto os vossos filhos à bondade de Deus que é força de luz e de amor. Eles, embora no meio das dificuldades da vida, nunca se sentirão abandonados se a Ele permanecerem unidos", assegurou.

Antes, o Papa afirmara que os filhos "não são nem uma propriedade dos pais que se deve plasmar segundo os desejos e aspirações destes, nem alguém que deve ver satisfeitos todos os seus desejos, e crescer em plena autonomia segundo uma atitude considerada libertária".

"Preocupai-vos, portanto, em educá-los na fé, em ensinar-lhes a rezar e a crescer como fazia Jesus e com a sua ajuda em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens", indicou.

Fonte: Agencia Ecclesia(Com Rádio Vaticano)

FOTO: Lusa
Recolha de António Ferreira

ANO LITÚRGICO TEMPO COMUM

«Além dos tempos que têm um carácter próprio, ficam 33 ou 34 semanas, no decurso do ano, em que não se celebra algum aspecto peculiar do mistério de Cristo, mas recorda-se sobretudo o próprio mistério de Cristo na sua plenitude, principalmente aos domingos. Este período de tempo recebe o nome de Tempo Comum».

«O Tempo Comum começa na segunda-feira a seguir ao Domingo que ocorre depois do dia 6 de Janeiro e prolonga-se até à terça-feira antes da Quaresma, inclusive; retoma-se na segunda-feira a seguir ao Domingo do Pentecostes e termina antes das Vésperas I do Domingo I do Advento» (NG 44; in EDREL 673-674).

O chamado Tempo Comum pode-se dizer que é uma novidade da reforma pós-conciliar. Antes, havia uma série de «domingos depois da Epifania» e outra série de «domingos depois do Pentecostes». Agora é uma única série com uma certa unidade, ao longo do ano. Sobretudo, há um elemento que lhe dá unidade: o Leccionário. O Leccionário dos Domingos, dividido em três ciclos anuais – A, B e C (com o «evangelista do ano») –, e o Ferial, em dois (anos Par e Ímpar). Esta leitura semicontinuada da Bíblia converte o Tempo Comum na melhor escola de fé para a comunidade cristã.

O nome «Tempo Comum» – em latim, «tempus per annum» («tempo durante o ano») – não parece muito feliz, pela fácil associação a tempo «pouco importante» ou «anódino», mas esta designação impôs-se como distinção dos chamados «tempos fortes», do *ciclo da Páscoa e do Natal, com a sua preparação (Quaresma e Advento) ou prolongamento («Tempo da Páscoa» e «Tempo do Natal»).

Mas o Tempo Comum tem a sua particular importância. Em rigor é o tempo mais antigo, na organização do Ano cristão – a sucessão dos domingos e das semanas, antes de terem surgido os vários ciclos –, e que, além disso, ocupa a maior parte do ano (trinta e três ou trinta e quatro semanas, das cinquenta e duas). Este tempo apresenta valores que não se podem esquecer: ajuda-nos a ir vivendo o mistério de Cristo na sua totalidade; acompanha-nos na tarefa de crescimento e maturação de tudo o que celebrámos no Natal e na Páscoa; põe em evidência a primazia do domingo cristão; oferece-nos a escola permanente da Palavra bíblica; e faz-nos descobrir a graça do comum: a vida quotidiana vivida também como tempo da salvação.

Fonte: www.agenciaecclesia.pt/Dicionarioelementardeliturgia
Recolha de António Ferreira

Últimas palavras de uma jovem

Relato escrito em cima do joelho, por um socorrista do INEM...
palavras de uma rapariga... dirigidas aos pais..
Fui a uma festa, mãe.
Fui a uma festa e lembrei-me do que me disseste.
Pediste-me que eu não bebesse álcool... Então, bebi uma 'Sprite'.
Senti orgulho de mim mesma e do modo como me disseste que eu me sentiria!
Disseste-me também que não deveria beber e conduzir, ao contrário do que alguns amigos me disseram. Fiz uma escolha saudável, e o teu conselho foi correcto. E quando a festa finalmente acabou, e o pessoal começou a conduzir sem condições... fui para o meu carro, na certeza de que iria para casa em paz... Eu nunca poderia imaginar o que me aguardava, mãe... que eu não poderia esperar... Agora estou deitada na rua, e ouvi o policia dizer: 'O rapaz que causou este acidente estava bêbado', mãe, a voz parecia tão distante... O meu sangue está escorrido por todos os lados e eu estou a tentar com todas as minhas forças, não chorar... Posso ouvir os paramédicos dizerem: 'A rapariga vai morrer'... Tenho a certeza de que o rapaz não tinha a menor ideia, enquanto ele estava a toda velocidade, afinal ele decidiu beber e conduzir, e agora tenho que morrer... Então por que as pessoas fazem isso, mãe?...sabendo que isto vai arruinar vidas? A dor está-me a cortar como uma centena de facas afiadas... Diz à minha irmã para não ficar assustada, mãe,> > diz ao papá que ele seja forte... E quando eu for para o cemitério, escreva 'Menina do Pai' na minha sepultura... Alguém deveria ter dito aquele rapaz que é errado beber e conduzir... Talvez, se os seus pais tivessem dito, eu ainda estivesse viva... Minha respiração está a ficar mais fraca, mãe, e estou realmente a ficar com medo... Estes são os meus momentos finais e sinto-me desesperada... Eu gostaria que tu pudesses abraçar-me, mãe, enquanto estou esticada aqui a morrer, eu gostaria de poder dizer que te amo, mãe... Então... Amo-te e adeus...' Estas palavras foram escritas por um repórter que presenciou o acidente. A jovem, enquanto agonizava, ia dizendo as palavras e o repórter ia anotando...muito chocado, este repórter iniciou uma campanha.
Recolha de Marina Sequeira

BATALHA GLOBAL A FAVOR DA FAMÍLIA PASSA PELO MÉXICO

Nota publicada pelo Vaticano nas vésperas do Encontro Mundial das Famílias


CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Apesar do divórcio, do aborto e da eutanásia serem opções originalmente distantes da cultura mexicana, estão penetrando devido à pressão exterior. Por esse motivo, a Santa Sé atribui ao VI Encontro Mundial das Famílias, que acontece na capital do México, uma importância decisiva.

O país, segundo do mundo em número de católicos, acolherá este evento convocado por Bento XVI de 14 a 18 de Janeiro. Espera-se um milhão de pessoas.

Nesta sexta-feira, aconteceu na Sala de Imprensa do Vaticano um encontro com a imprensa, dirigido pelo cardeal Ennio Antonelli, presidente do Conselho Pontifício para a Família, no qual se distribuiu um comunicado que responde a esta pergunta: «que estado de saúde atravessa a família hoje no México?».

A esta pergunta, a nota do Conselho vaticano responde: «a família no México, como em outras partes do mundo, está a atravessar hoje uma crise».

No ano 2006, a Cidade do México se converteu na segunda cidade da América Latina, depois de Buenos Aires, cuja legislação reconheceu as uniões administrativas de pessoas do mesmo sexo.

Em Agosto de 2008, a Justiça mexicana ratificou a lei que despenaliza o aborto até as 12 semanas de gestação na capital mexicana, algo que até esse momento era considerado inconstitucional por eminentes juristas.

«Contudo, se conservam ainda muitos valores: a unidade familiar continua acontecendo e sendo valorizada intensamente».

«As famílias, por exemplo, se reúnem frequentemente para celebrar os principais acontecimentos civis, religiosos e suas tradições e para buscar juntos soluções a seus problemas. A família é a principal instituição de ajuda e de solidariedade», declara.

«Aborto, divórcio, eutanásia, temas de bioética, ainda que estão afastados da cultura e da vida popular, estão penetrando também na mentalidade do povo mexicano», constata o Conselho vaticano.

«A família deve enfrentar hoje, com criatividade e com espírito propositivo, o desafio de uma cultura individualista e mercantilista, baseada na produção e no consumismo», acrescenta.

«Infelizmente, temos um conceito errado de liberdade, entendida como uma autonomia fechada em si mesma; privilegiam-se outras formas de convivência que ofuscam o valor da família, baseada no matrimónio de um homem e de uma mulher».

«Colocar-se ao serviço da transmissão da vida e da educação dos filhos se faz hoje muito difícil. Com esta mentalidade errada, muitas vezes se difundem – sem um amplo consenso social e sob o impulso de pequenos mas activos grupos de pressão fortemente ideologizados e de grandes recursos económicos – leis que permitem, com muita facilidade, o aborto, assim como o divórcio rápido e a eutanásia. Responder a estes desafios é uma obrigação moral, mas também difícil».

A Igreja, acrescenta, «está a realizar um grande esforço de evangelização para apoiar as famílias cristãs em seus valores, estimulando-as para empreender uma ampla estratégia de promoção de defesa da vida desde a concepção até a morte natural e dos direitos da família, inclusive no âmbito político, cultural, económico e social».

«Graças a Deus – conclui o comunicado distribuído aos jornalistas – nos últimos anos surgiram numerosas iniciativas, tanto eclesiais como civis, ao serviço da família: grupos, movimentos, associações ao serviço da pastoral familiar, institutos de formação em bioética, associações civis e redes que apoiam todo este trabalho».

Fonte: zenit.org

ANEL DA PUREZA

Circula na internet uma matéria com o titulo acima, publicado na imprensa (Dolores Orosco, G1, São Paulo). Ídolos pop levantam a bandeira da virgindade e fãs adotam 'anel da pureza', como símbolo da abstinência sexual até o casamento. Os Rapazes do Jonas Brothers, Miley Cyrus, atriz de 'Hannah Montana', o trio Jonas Brothers, usam o anel.
Por exemplo, o estudante paulistano Paulo Sérgio dos Santos, de 18 anos, fã dos irmãos americanos Kevin, Joe e Nick - os Jonas Brothers - resolveu adotar a idéia e afirma: "O anel é discreto, mas tem um significado especial. Sempre planejei me guardar para a mulher certa".O "anel da pureza" surgiu nos Estados Unidos, em 1994, na cidade de Baltimore, capital do estado de Maryland, Estados Unidos, com o programa "True Love Waits" (Quem ama, espera!) , que prega a abstinência sexual até o casamento.
O projeto percorre escolas e instituições ligadas à juventude; começou na Igreja Batista e depois foi adotado por diferentes crenças em mais 13 países. Segundo Jimmy Hester, coordenador do TLW, cerca de 3 milhões de jovens fazem parte do programa. "Esse é o número que temos documentado. Durante as palestras, alguns adolescentes assinam nosso acordo de adesão", diz. No início, a organização lançou uma pulseira de plástico para simbolizar a filosofia. Depois o acessório foi trocado por um pingente de prata, mas só ganhou popularidade com o "anel da pureza" - acessório que pode ser usado por meninas e meninos. "Não fabricamos mais a jóia. Atualmente há inúmeras instituições que as vendem e alguns jovens preferem desenvolver seu próprio anel", diz Hester.
O pacto que assumem diz o seguinte: "Acreditando que o verdadeiro amor espera, eu me comprometo diante de Deus, de mim mesma, minha família, meu namorado, meu futuro companheiro e meus futuros filhos a ser sexualmente pura até o dia em que entrar numa relação de casamento" (Jornal do Brasil, Ana Maria Mandin, 12/03/94).Nos Estados Unidos, o TLW é alvo de críticas, o que não é de se espantar num mundo onde o que tem valor é o "politicamente correto", muitas vezes imoral.
Alguns especialistas acreditam que estes jovens ainda não têm maturidade para optar pela abstinência. Mas o coordenador discorda. "Acredito que os críticos não dão crédito suficiente para a nossa juventude. Quando os moços são conscientizados sobre as conseqüências físicas, emocionais e espirituais que uma vida sexual ativa engloba, eles se tornam capazes de tomar a decisão correta".
É lamentável que alguns "especialistas" pensem que a juventude só é capaz de aderir ao vício e ao pecado, e não à virtude. A ginecologista Albertina Duarte Takeuti, coordenadora do Programa Saúde do Adolescente da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, considera a opção pela virgindade "válida" e acha positivo que o tema venha à tona graças aos ídolos do pop. "Todo adolescente acha que suas verdades são absolutas. O importante é respeitá-lo em seus valores e manter um canal de diálogo aberto", defende.O coordenador do TLW diz "celebrar" o fato de que artistas famosos preguem a castidade. "Ficamos satisfeitos com a postura dos Jonas Brothers. Mas ela é tão importante quanto a do garoto que vive numa comunidade rural e passa a idéia adiante", compara Hester.
Certamente alguns jovens poderão usar o anel mais como moda que para eles pode ser passageira, mas é certo que muitos o usarão com convicção e poderão estimular muitos outros a viverem a beleza da virtude da castidade. A lei de Deus manda não pecar contra a castidade. Este exemplo do TLW não é único, e mostra o renascer da castidade. Quando o Papa João Paulo II esteve nas Filipinas, em janeiro de 1995, houve uma concentração de 4 milhões de pessoas para participar da missa que ele celebrou em Manilha; nesta ocasião um grupo de 50.000 jovens entregou ao Papa um abaixo assinado se comprometendo a viver a castidade. Ela é a virtude que mais forma homens e mulheres de verdade, de acordo com o desejo de Deus, e os prepara para constituir famílias sólidas, indissolúveis e férteis.
É preciso, portanto, que nós cristãos, tenhamos coerência e coragem para transmitir aos jovens esses valores, que são divinos e eternos. O remédio principal que a nossa sociedade doente precisa é de uma escala de valores condizente com a dignidade humana, sob pena de nos igualarmos aos animais. O homem não é apenas um corpo; tem uma alma imortal, criada para viver para sempre na glória de Deus. Isto dá um novo sentido à vida. Não fomos criados para nos contentarmos apenas com o prazer sexual passageiro. Fomos feitos para o Infinito, e só em Deus satisfaremos plenamente as nossas tendências naturais.
Já é hora de voltarmos a falar aos jovens, corajosamente, sobre a importância da castidade e da virgindade. Também nós católicos estivemos muito tempo "encolhidos" de medo de um mundo neo-pagão que ri da castidade e da pureza da alma. Não há, sem dúvida, melhor preparação para o casamento e para o futuro, do que viver a castidade na juventude.
Precisamos mostrar aos jovens que para haver a castidade de atos, é necessário haver antes a castidade de pensamentos, palavras e desejos. É preciso, corajosamente, desafiá-los a dizer não a toda prostituição, pornografia, filmes eróticos, moda excitante, etc. É preciso mostrar-lhes que cada corpo humano é templo do Deus vivo que ali habita pelo seu Santo Espírito (1Cor 3,16; 6,19).
Infelizmente a pregação da Igreja, com poucas exceções, arrefeceu diante do avanço da imoralidade, e, por isso, ela grassou rapidamente. Muitos e muitos jovens se separam com poucos anos de casamento, porque não exercitaram a sua vontade na luta árdua da vivência da castidade.
Quanto às críticas, paciência! O Senhor disse: "Felizes sereis quando vos caluniarem; quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus…" (Mt 5,11-12).
Prof. Felipe Aquino
Recolha de António Ferreira

BENTO XVI DEDICA SUA ÚLTIMA REFLEXÃO DE 2008 AOS JOVENS

Pede que não tenham medo de se opor à mentalidade hedonista actual


CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI dedicou aos jovens suas últimas reflexões de 2008, durante a celebração das Primeiras Vésperas da Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus e o solene Te Deum, de acção de graças.

O Papa quis dedicar aos jovens, da mesma forma que na Noite de Natal falou sobre as crianças, esta última reflexão do ano, e lhes pediu que não tenham dúvida em escolher um «estilo de vida que não siga a mentalidade hedonista actual».

«A sociedade necessita de cidadãos que não se preocupem só com seus próprios interesses, porque, como recordei no dia de Natal, 'o mundo irá à ruína se cada um pensar só em si mesmo'», afirmou o Papa.

Por outro lado, pediu-lhes generosidade na hora de responder à chamada divina, a não ter medo da tarefa apostólica que o Senhor lhes confia. «As crescentes necessidades da evangelização requerem numerosos trabalhadores na vinha do Senhor: não tenhais dúvida em responder-Lhe com prontidão se Ele vos chama».

«O Espírito Santo vos assegura a força necessária para dar testemunho da alegria da fé e da beleza de serem cristãos», acrescentou.

Dirigiu-se também aos pais dos jovens, e pediu que dêem testemunho às novas gerações «da alegria que brota do encontro com Jesus, o qual, nascendo em Belém, não veio tirar-nos algo, mas para dar-nos tudo».

Os jovens, explicou o Papa, levam em seu coração a pergunta sobre o sentido da existência humana, e louvou uma iniciativa realizada na diocese de Roma por grupos de pais que «buscam novos caminhos para ajudar os próprios filhos a responder às grandes questões existenciais».

Enfrentar os desafios actuais

Em sua saudação também à diocese de Roma, o Papa reforçou a necessidade de «formar agentes pastorais» que «possam enfrentar os desafios que a cultura moderna apresenta à fé cristã».

Convidou especialmente a responderem «à actual situação de emergência educativa», mediante uma maior presença nesse campo, e especialmente, mediante uma sinergia maior entre as famílias, a escola e as paróquias para uma evangelização profunda e para uma animada promoção humana, capazes de comunicar ao maior número de pessoas possível, a riqueza que brota do encontro com Cristo».

«O encontro com Cristo, vocês sabem bem, renova a existência pessoal e ajuda-lhes a contribuir na construção de uma sociedade justa e fraterna. É por isso que, como crentes, podemos dar uma grande contribuição também para superar a actual emergência educativa», acrescentou, precisamente porque «a presença de Cristo é um dom que devemos saber partilhar com todos».

«A presença de numerosas e qualificadas instituições académicas em Roma e as muitas iniciativas promovidas pelas paróquias nos fazem ver com confiança o futuro do cristianismo nesta cidade».

Reflectindo também sobre o significado da solenidade de Maria Mãe de Deus, o Papa explicou que «a própria Virgem nos recorda que grande presente nos fez Jesus com seu nascimento, que precioso tesouro constitui para nós sua Encarnação».

«Vindo ao mundo, o Verbo eterno do Pai nos revelou a proximidade de Deus e a verdade última sobre o homem e sobre seu destino eterno; veio ficar connosco para ser nosso apoio insubstituível, especialmente nas inevitáveis dificuldades de cada dia», acrescentou.

Ao mesmo tempo, convidou os fiéis a agradecerem pelo ano que se encerra, em louvor e acção de graças «Àquele que nos dá o dom do tempo, oportunidade preciosa de fazer o bem; unamos o pedido de perdão por talvez não o ter empregado sempre de maneira útil».

O Papa concluiu que no Natal «Jesus vem oferecer sua Palavra como lâmpada que guia nossos passos; vem para oferecer-se a si mesmo e d´Ele, nossa esperança certa, devemos saber dar razão de nossa existência quotidiana, conscientes de que somente no mistério do Verbo encarnado encontra verdadeira luz o mistério do homem».

Fonte: zenit.org




Recolha de António Ferreira

MEDITANDO O NATAL COM SÃO JOSEMARIA

ALGUNS TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA, SELECCIONADOS ENTRE MUITOS
Chega o Natal

O Natal mostra-nos onde se esconde a grandeza da Deus: num estábulo, numa gruta. "Deus humilha-Se para que possamos aproximar-nos d'Ele, para que possamos corresponder ao seu Amor com o nosso amor"
(S. Josemaria, Cristo que passa, 18).
É Natal
"Um ano que termina"
Quando recordares a tua vida passada, passada sem pena nem glória, considera quanto tempo perdeste, e como podes recuperá-lo: com penitência e com maior entrega.
(Sulco, 996).
"Humildade de Jesus: em Belém, em Nazaré, no Calvário..."

Humildade de Jesus: em Belém, em Nazaré, no Calvário... Porém, mais humilhação e mais aniquilamento na Hóstia Santíssima; mais que no estábulo, e que em Nazaré, e que na Cruz. Por isso, que obrigação tenho de amar a Missa! (A "nossa" Missa, Jesus...)
(Caminho, 533).
"Diante de Deus tu és uma criança"

Diante de Deus, que é Eterno, tu és uma criança mais pequena do que, diante de ti, um miúdo de dois anos. E, além de criança, és filho de Deus. – Não o esqueças.
(Caminho, 860).
"Servir o Senhor no mundo"

Repara bem: há muitos homens e mulheres no mundo, e nem a um só deles o Mestre deixa de chamar. Chama-os a uma vida cristã, a uma vida de santidade, a uma vida de eleição, a uma vida eterna.
(Forja, 13).
"Jesus ainda está à procura de pousada"

Jesus nasceu numa gruta em Belém, diz a Escritura, "porque não havia lugar para eles na estalagem". Não me afasto da verdade teológica, se te disser que Jesus ainda está à procura de pousada no teu coração.
(Forja, 274).
"Ele já nasceu"

Natal. Cantam: "venite, venite...". – Vamos, que Ele já nasceu. E, depois de contemplar como Maria e José cuidam do Menino, atrevo-me a sugerir-te: – Olha-o de novo, olha-o sem descanso.
(Forja, 549).
"Deus humilha-se"

E, em Belém, nasce o nosso Deus: Jesus Cristo! Não há lugar na pousada: num estábulo. – E Sua Mãe envolve-O em paninhos e reclina-O no presépio (Lc 11, 7) . Frio. – Pobreza. – Sou um escravozito de José. – Que bom é José! Trata-me como um pai a seu filho. – Até me perdoa, se estreito o Menino entre os meus braços e fico, horas e horas, a dizer-Lhe coisas doces e ardentes!... E beijo-O – beija-O tu – e embalo-O e canto para Ele e chamo-Lhe Rei, Amor, meu Deus, meu Único, meu Tudo!... Que lindo é o Menino... e que curta a dezena! (Santo Rosário, Mistérios Gozosos, 3º).
"Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer?"

A humildade é outro bom caminho para chegar à paz interior. – Foi Ele que o disse: "Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração... e encontrareis paz para as vossas almas".
(Caminho, 607).
"Devemos santificar todas as realidades"

A tua tarefa de apóstolo é grande e formosa. Estás no ponto de confluência da graça com a liberdade das almas; e assistes ao momento soleníssimo da vida de alguns homens: o seu encontro com Cristo.
(Sulco, 219).
"Cristo diz-me a mim e diz-te a ti que precisa de nós"

Devoção de Natal. – Não sorrio quando te vejo fazer as montanhas de musgo do Presépio e dispor as ingénuas figuras de barro em volta da gruta. – Nunca me pareceste mais homem do que agora, que pareces uma criança.
(Caminho, 557).

Noite de Natal

Foi assim a primeira Noite de Natal: "Envolveu-O em panos e deitou-O numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na pousada" (Lc 2, 7). Em silêncio, veio Deus ao Mundo, criado por Ele. Em silêncio, nós deixámos que Ele nascesse numa gruta. Naquele presépio escuro e frio, o boi e a vaca não estão a mais. Não são um simpático adorno natalício para tornar a gruta mais quente e acolhedora. Aquela húmida cova é a casa deles. É o seu lar. Jesus, Maria e José é que estão lá a mais. Estão lá porque não havia lugar para eles na pousada. Não havia lugar para Deus no Mundo criado por Ele.

Quantas pessoas celebram o Natal sem um lugar para Deus na sua vida! Parece que o aniversariante atrapalha um pouco a festa. O Natal acaba por reduzir-se à festa da alegria, à festa da paz, à festa da família. Tudo isso é verdadeiro, mas não é a essência do Natal. A essência do Natal é a vinda de Deus ao mundo. É o aniversário de Jesus Cristo.

Por isso, cada Natal devia representar para nós um novo encontro pessoal com Deus. Deus que se fez uma criança para que nos aproximemos d'Ele com confiança. O Natal fala-nos de alegria. Da alegria de nos sabermos filhos de Deus. O Natal fala-nos de paz. Da paz que procede de deixar que Deus nasça no nosso coração. O Natal é também a festa da família. Da família dos filhos de Deus nesta Terra. Isso é a Igreja. No entanto, o Natal perde o seu sentido mais profundo se nos esquecemos do aniversariante.

"Envolveu-O em panos e deitou-O numa manjedoura". Tão simples acontecimento é a medida do nosso tempo. Contamos os anos a partir dessa Noite Santíssima, dessa Noite Feliz, dessa Noite de Paz. É o marco que divide a História. E porque é que Ele veio ao Mundo? Será que veio somente para facilitar a contagem do tempo? Será que veio somente para termos todos os anos uma Noite de Natal?

A resposta é do próprio Jesus: "Deus amou de tal modo o mundo, que lhe deu o Seu Filho Unigénito, para que todo aquele que crê n'Ele não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3, 16). Veio para que O recebêssemos. Veio para que acreditemos n'Ele. Veio para nos revelar que valemos muito. Veio para nos dar a vida eterna, o maior desejo que temos no coração.

"Ó Noite Santa! Tu uniste para sempre Deus e o homem. Tu nos renovas a esperança. Tu nos enches de assombro. Tu nos garantes o triunfo do amor sobre o ódio, da vida sobre a morte. No silêncio luminoso do Natal, Deus continua a falar-nos. E nós estamos prontos para ouvi-Lo" (João Paulo II).

Para todos um Santo Natal, precedido de uma boa preparação espiritual. Arranjemos a nossa pousada. Que Ele possa nascer nela na próxima Noite de Natal.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria


Recolha de António Ferreira

A RAZÃO DE SER NATAL

A noite caíra há já muito tempo…
A multidão sorria,
Festejava-se neste dia de Dezembro
Mais um Natal!
Natal de presentes
P’ra toda a criança.
Mas, como tantos outros,
Um Natal de mentira!

Estava frio,
A lua era redonda
Como que para iluminar
A festa que ia já terminar
Sem nada de novo.
Sem mesmo se falar
Que chegara o Redentor!

Alguém dissera:
“Jesus nasceu!”
Mas isso era apenas
Mais um motivo para brincar.
Ninguém ousou exclamar,
Ninguém ouviu dizer:
- Ele veio para AMAR!

A razão da alegria foi esquecida:
Deus enviou-O
Para salvar o mundo!
Jesus um dia nasceu
Para eu hoje te falar
Que Ele te pode salvar,
E não será em vão
Mais uma festa de NATAL!

Ana Sebastião

Recolha de Pe. Joaquim Mário

Noite da Natal, Sagrada Familia, Inocentes. Santa Mãe de Deus, Epifania, etc

A Noite de Natal

Terá lugar a inauguração do presépio doméstico que pode dar lugar a um momento de oração de toda a família: oração que compreenda a leitura do relato de Lucas sobre o nascimento de Jesus, (cfr. Lc 2, 1-20), em que haja cantos típicos do Natal e se eleve a súplica e o louvor, sobretudo das crianças, protagonistas deste encontro familiar;


A ceia de Natal. A família cristã que, seguindo a tradição, em cada dia abençoa a mesa e agradece ao Senhor o dom do alimento, efectuará este gesto com maior intensidade e atenção na ceia de Natal, em que se manifestam com toda a sua força a solidez e a alegria dos laços familiares.

A Missa da meia-noite (Missa do Galo), de grande significado litúrgico e de forte ascendente popular poder-se-á valorizar.

No termo da celebração poderá haver lugar para os fiéis beijarem a imagem do Menino Jesus

A Festa da Sagrada Família

Momentos de oração próprios da família cristã: A renovação da entrega do conjunto familiar ao patrocínio da Sagrada Família de Nazaré, a bênção dos filhos, prevista no Ritual e, onde for possível, a renovação dos compromissos assumidos pelos esposos, agora pais, no dia do seu casamento, e também a permuta das promessas esponsais com que os noivos formalizam o projecto de constituir uma nova família.

A Festa dos Santos Inocentes
(cfr. Mt 2, 16)
Deve ter-se presente nesse dia a fila incontável de crianças ainda por nascer e precocemente trucidadas, a coberto das leis que permitem o aborto, que é um crime abominável. Atenta aos problemas concretos, a piedade popular, em não poucos lugares, deu vida a manifestações cultuais e a formas de caridade como a assistência às mães grávidas, a adopção de crianças e a promoção da sua instrução.

O dia 31 de Dezembro

É bom reflectir sobre o «mistério do tempo» que corre veloz e inexorável. Isto suscita no nosso espírito um duplo momento: de arrependimento e de pesar pelas culpas cometidas e pelas ocasiões de graça perdidas ao longo do ano que chega ao fim; e de gratidão pêlos benefícios recebidos de Deus.

A Solenidade da Santa Mãe de Deus

No dia 1° de Janeiro celebra-se a Mãe de Deus que foi «quem nos trouxe o Autor da vida».

Entre os desejos a formular no 1° de Janeiro, emerge o da paz. O «augúrio da paz»; o «bem da paz» é sumamente invocado pelos homens de todos os tempos que, no entanto, atentam contra ele frequentemente, no modo mais violento e destruidor: a guerra.
Desde 1967, a Santa Sé decidiu celebrar no 1° de Janeiro o «Dia Mundial da Paz».

Fazer deste dia um momento intenso de oração pela paz, de educação para a paz e para os valores com ela indissoluvelmente relacionados, como a liberdade, a solidariedade e a fraternidade, a dignidade da pessoa humana, o respeito pela natureza, o direito ao trabalho, a sacralidade da vida, e a denúncia de situações injustas que perturbam as consciências e ameaçam a paz.

A Solenidade da Epifania do Senhor

A troca dos «presentes da Epifania» é um costume que mergulha as suas raízes no episódio evangélico dos dons oferecidos pelos Magos ao Menino Jesus (cfr. Mt 2, 11) e, mais radicalmente, no dom feito por Deus Pai à humanidade. É de desejar que a troca de prendas por ocasião da Epifania mantenha uma característica religiosa.
Entre nós as prendas oferecem-se no dia 25 de Dezembro, mas não deixa de ser válida a mesma consideração.

Pode-se cuidar:
- as iniciativas de solidariedade com os que vem de regiões longínquas, os imigrantes.
- a ajuda à evangelização dos povos...

Fonte: Directório sobre a Piedade popular e a Liturgia, 17.12.2001, nn, 96 e ss: Resumido e condensado: Ver Celebração Litúrgica.


Recolha de António Ferreira

CAMPANHA LAICISTA CONTRA OS CRUCIFIXOS

Um juiz de Valladolid (Espanha) sentenciou que o colégio público Macías Picavea tem de retirar crucifixos das salas de aulas. Para o juiz, a manutenção dos símbolos religiosos violaria "direitos fundamentais", consagrados na Constituição espanhola e relativos à igualdade e à liberdade de consciência.

Não falta quem veja naquela sentença uma vitória da "laicidade e da neutralidade do Estado", pouco importando que essa tese já não se debite na conta do anticlericalismo, mas na ideologia de um Estado que se propõe, como o faz o Partido Socialista em Espanha, um novo homem e uma nova sociedade, uma nova antropologia que renega a matriz cristã.

O vice-secretário-geral do PSOE, José Blanco, veio logo em defesa daquela sentença judicial, afirmando que "os colégios públicos não devem ter crucifixos porque têm de ser respeitadas as crenças de toda a gente". Como cristão, rejeitou a opinião do cardeal de Toledo, D. António Cañizares, para quem a proibição de crucifixos é uma forma de "Cristofobia".

Os socialistas pediram, no seu recente Congresso, a reforma da Lei Orgânica da Liberdade Religiosa, que inclua o desaparecimento paulatino dos símbolos religiosos dos edifícios públicos.

Na tradição cultural e espiritual dos países europeus, não se vê com clareza que um crucifixo ameace a educação ou o Estado laico. A não ser que, à Europa, interesse a progressiva perda de memória quanto a tradições e valores que lhe deram essência e modelaram a sua fisionomia. Nem isso parece que seja ofensa a outras crenças e culturas a que a Europa não se deve fechar, antes acolher, sem perda da sua identidade. Qualquer movimento intercultural não obriga alguém a renegar a sua cultura.

Tenho apreciado o esforço de renovação por que passa o jornal do Vaticano, L'Osservatore Romano. Num destes dias, o escritor espanhol Juan Manuel de Prada assinava um artigo, lamentando que, no Ocidente, se chegue a considerar ofensivo um crucifixo: "Só se pode interpretar como um sintoma alarmante de amnésia ou necrose cultural". A não ser que "a Europa esteja desorientada" e "irracionalmente prisioneira de um impulso de autodestruição", endeusando o Estado até lhe conferir "o poder absoluto sobre as almas". Seria a mais refinada tentação totalitária!

Ainda não se deram conta que o crucifixo é um belo símbolo de reconciliação e de paz?

Leiam em castelhano o poema de Santa Teresa de Jesus:

"En la cruz está la vida y el consuelo/
ella sola es el camino para el cielo./
En la cruz está el Señor de cielo y tierra/
y el gozar da mucha paz, aunque haya guerra./
Todos los males destierra de este suelo/
y ella sola es el camino para el cielo./
Es una oliva preciosa la santa cruz,que con su aceite nos unta y nos da luz./
Alma mía, toma la cruz con gran consuelo./
Que ella sola es el camino para el cielo".

* conegoruiosorio@diocese-porto.pt
Fonte: Vozportucalense.pt


Recolha de António Ferreira

DIREITOS HUMANOS SE FUNDAMENTAM EM DEUS, EXPLICA BENTO XVI

Ao recordar os 60 anos da Declaração Universal

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008 (ZENIT.org).- Os direitos humanos têm seu fundamento em Deus, declarou Bento XVI nesta quarta-feira, dia em que se celebram os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

O aniversário foi recordado na Sala Paulo VI com um congresso, convocado pelo Conselho Pontifício Justiça e a Paz, que culminou em um concerto interpretado pela «Brandenburgisches Staatsorchester» de Frankfurt do Oder, sob a direcção da espanhola Ihma Shara.

Após o concerto, o Papa tomou a palavra brevemente para explicar que «a dignidade de todo homem só está verdadeiramente garantida quando todos seus direitos fundamentais são reconhecidos, defendidos e promovidos».

«Desde sempre a Igreja sublinha que os direitos fundamentais, muito além de suas diferentes formulações e do diferente peso que podem ter no âmbito das culturas, são um dado universal, pois fazem parte da própria natureza do homem.»

«A lei natural, escrita por Deus na consciência humana, é um denominador comum a todos os homens e a todos os povos; é uma guia universal que todos podem conhecer e em virtude da qual todos podem compreender-se.»

«Portanto, os direitos do homem estão fundamentados em última instância em Deus criador, que deu a cada um a inteligência e a liberdade. Quando se prescinde desta sólida base ética, os direitos humanos se enfraquecem, pois ficam sem seu fundamento sólido», advertiu.

O Papa pediu que a celebração do sexagésimo aniversário da Declaração seja uma oportunidade para verificar «até que ponto os ideais, aceitos pela maior parte da comunidade das nações em 1948, são hoje respeitados nas diferentes legislações nacionais, ou mais ainda, na consciência dos indivíduos e das colectividades».

«Sem dúvida já se percorreu um longo caminho, mas ainda resta um longo vão: milhões de irmãos e irmãs nossos vêem como estão ameaçados seus direitos à vida, à liberdade, à segurança; nem sempre se respeita a igualdade entre todos nem a dignidade de cada um, enquanto novas barreiras se elevam por motivos ligados à etnia, à religião, às opiniões políticas e a outras convicções.»

O bispo de Roma concluiu pedindo que não cesse o compromisso por «promover e definir melhor os direitos do homem» e que se intensifique o esforço «por garantir seu respeito».

Fonte: zenit.org
Recolha de António Ferreira

Pregador do Papa: juízo final responde à sede de justiça

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 21 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, OFM Cap. – pregador da Casa Pontifícia –, sobre a liturgia do domingo, 23 de Novembro, solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo.
"Todas as nações se reunirão diante dele"
O Evangelho do último domingo do ano litúrgico, solenidade de Cristo Rei, nos faz assistir ao ato conclusivo da história humana: o juízo universal: "Quando o Filho do Homem voltar na sua glória e todos os anjos com ele, sentar-se-á no seu trono glorioso. Todas as nações se reunirão diante dele e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. Colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda".
A primeira mensagem contida neste evangelho não é a forma ou o resultado do juízo, mas o fato de que haverá um juízo, que o mundo não vem do acaso e não acabará por acaso. Começou com uma palavra: "Faça-se a luz... Façamos o homem" e terminará com uma palavra: "Vinde, benditos... Afastai-vos de mim, malditos". Em seu princípio e em seu final está a decisão de uma mente inteligente e de uma vontade soberana.
Este começo de milênio se caracteriza por uma intensa discussão sobre criacionismo e evolucionismo. Reduzida ao essencial, a disputa opõe quem, aludindo – nem sempre com razão – a Darwin, crê que o mundo é fruto de uma evolução cega, dominada pela seleção das espécies, e aqueles que, ainda admitindo uma evolução, vêem a obra de Deus no mesmo processo evolutivo.
Há alguns dias, aconteceu no Vaticano uma sessão plenária da Academia Pontifícia das Ciências, com o tema "Olhares científicos em torno da evolução do universo e da vida", com a participação dos mais importantes cientistas do mundo inteiro, crentes e não-crentes, muitos deles prêmios Nobel. No programa sobre o evangelho que apresento em RaiUno, entrevistei um dos cientistas presentes, o professor Francis Collins, chefe do grupo de pesquisa que levou ao descobrimento do genoma humano. Perguntei-lhe: "Se a evolução é certa, ainda resta espaço para Deus?". Eis aqui sua resposta:
"Darwin tinha razão em formular sua teoria segundo a qual descendemos de um antepassado comum e houve mudanças graduais no transcurso de longos períodos, mas este é o aspecto mecânico de como a vida chegou ao ponto de formar este fantástico panorama de diversidade. Não responde à pergunta sobre por que existe a vida. Há aspectos da humanidade que não são facilmente explicáveis, como nosso senso moral, o conhecimento do bem e do mal, que às vezes nos induz a realizar sacrifícios que não estão ditados pelas leis da evolução, que nos sugerem preservar-nos a toda custa. Esta não é talvez uma prova que nos indica que Deus existe?"
Perguntei também ao professor Collins se antes ele havia acreditado em Deus ou em Jesus Cristo. Respondeu-me: "Até os 25 anos fui ateu, não tinha uma preparação religiosa, era um cientista que reduzia quase tudo a equações e leis da física. Mas como médico, comecei a observar as pessoas que tinham de enfrentar o problema da vida e da morte, e isso me fez pensar que meu ateísmo não era uma idéia enraizada. Comecei a ler textos sobre as argumentações racionais da fé que não conhecia. Em primeiro lugar, cheguei à convicção de que deve existir um Deus que criou tudo isso, mas não sabia como era este Deus. Isso me moveu a levar a cabo uma busca para descobrir qual era a natureza de Deus, e a encontrei na Bíblia e na pessoa de Jesus. Após dois anos de busca, me dei conta de que não era inteligente opor resistência e me converti em um seguidor de Jesus".
Um grande autor do evolucionismo ateu de nossos dias é o inglês Richard Dawkins, autor do livro "God Delusion", A desilusão de Deus. Ele está promovendo uma campanha publicitária que propõe colocar nos ônibus das cidades inglesas esta inscrição: "Deus provavelmente não existe: deixe de angustiar-se e curta a vida" ("There's probably no God. Now stop worrying and enjoy life"). "Provavelmente": portanto, não se exclui totalmente que possa existir! Mas se Deus não existe, o crente não perdeu quase nada; se, ao contrário, Ele existe, o não-crente perdeu tudo.
Eu me coloco no lugar do pai que tem um filho deficiente, autista ou gravemente enfermo, de um imigrante que foge da fome ou dos horrores da guerra, de um operário que ficou sem trabalho, ou de um camponês expulso de sua terra... Pergunto-me como ele reagiria a esse anúncio: "Deus não existe: deixe de angustiar-se e curta a vida".
A existência do mal e da injustiça no mundo é certamente um mistério e um escândalo, mas sem fé em um juízo final, seria infinitamente mais absurda e trágica. Em tantos milênios de vida sobre a terra, o homem se adaptou a tudo; adaptou-se a todos os climas, imunizou-se contra toda doença. Mas a uma coisa ele não se adaptou nunca: à injustiça. Continua sentindo-a como intolerável. E a esta sede de justiça responderá o juízo universal.
Este não será só querido por Deus, mas, paradoxalmente, também pelos homens, também pelos ímpios. "No dia do juízo universal, não será só o Juiz o que descerá do céu – escreveu o poeta Claudel –, mas toda a terra se precipitará ao seu encontro."
A festa de Cristo Rei, com o evangelho do juízo final, responde a mais universal das esperanças humanas. Assegura-nos que a injustiça e o mal não terão a última palavra, e ao mesmo tempo não exorta a viver de forma que o juízo não seja para nós de condenação, mas de salvação, e possamos ser daqueles a quem Cristo dirá: "Vinde, benditos de meu Pai, entrai em posse do reino preparado para vós desde a fundação do mundo".
[Tradução: Élison Santos. Revisão: Aline Banchieri]
Recolha de António Ferreira

Advento - Natal - Vida

ADVENTO

Chamamos Advento ao tempo correspondente aos 4 domingos, às 4 semanas antes do Natal. Este tempo pode ser de 22 a 28 dias, dependendo do ano e, consequentemente do dia da semana em que cai o 25 de Dezembro. Muitas tradições e conteúdos estão relacionados com esse tempo.

É o começo do Ano Litúrgico. Em 2008 começa no dia 30 de Novembro e a Liturgia deste ano corresponde ao Ciclo B.

O Advento é um tempo de expectativa, de conversão e de esperança.

Os fiéis são particularmente sensíveis às dificuldades que a Virgem Maria teve de enfrentar durante a sua gravidez e comovem-se com o pensamento de na estalagem não ter havido lugar para José e para Maria que estava para dar à luz o Menino (cf. Lc 2, 7).

A coroa de Advento

A disposição de quatro velas numa coroa de ramos sempre verdes com o progressivo acender das quatro velas, domingo após domingo, até à solenidade do Natal, é memória das várias etapas da história da salvação antes de Cristo e símbolo da luz profética que, pouco a pouco, iluminava a noite da espera expectante até ao nascimento do Sol de justiça (cf. Ml 3, 20; Lc l, 78).
A Virgem Maria no Advento

No tempo de Advento, a Liturgia celebra frequentemente e de modo exemplar a Bem-aventurada Virgem Maria, sobretudo, as novenas da Imaculada e do Natal.


NATAL

O presépio
A preparação de presépios nas habitações domésticas (em que estarão envolvidas particularmente as crianças) torna-se ocasião para que os vários membros da família entrem em contacto com o mistério do Natal e se reúnam.

A piedade popular percebe que só se pode celebrar o Natal do Senhor num clima de sobriedade e de jubilosa simplicidade, não se deixando levar pelo clima consumista, e com uma atitude de solidariedade para com os pobres e os marginalizados; a expectativa do nascimento do Salvador faz com que o povo seja sensível ao valor da vida e ao dever de a respeitar e proteger desde a sua concepção.

No tempo do Natal, a piedade popular percebe intuitivamente:

- o valor da «espiritualidade do dom», própria do Natal: «um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado» (Is 9, 5),

- a mensagem de solidariedade: com o homem pecador; com os pobres, porque o Filho de Deus, «sendo rico se fez pobre» (2 Cor, 8, 9)

- o valor sagrado da vida e o evento admirável que acontece em cada parto de mulher, dado que foi através do parto de Maria que o Verbo da vida veio para o meio dos homens e se tornou visível (cfr. 1 Jo 1, 2)

- o valor da alegria e da paz messiânica.

Há que estar atentos para que a forte tradição religiosa conexa com a Natal não se torne terreno de operações de consumismo e infiltrações de neo-paganismo.

A árvore de Natal

A inauguração da árvore de Natal. (...) símbolo fortemente evocativo, não só da árvore da vida plantada no centro do Éden (cf. Gn 2,9), mas também da árvore da cruz, assumindo assim um significado cristológico: (...) Podem juntar-se «prendas»; todavia, entre as prendas não poderá faltar o presente para os pobres, dado que fazem parte de cada uma das famílias cristãs.

FONTE: Directório sobre a Piedade popular e a Liturgia, 17.12.2001, nn, 96 e ss: Resumido e Condensado, por Celebração Litúrgica.
Recolha de António Ferreira

1º Domingo de Advento

Agora que o Senhor vem a nós, temos de preparar-nos. Quando chegar o Natal, o Senhor terá de encontrar-nos atentos e de alma bem disposta; e assim terá de encontrar-nos também no nosso encontro definitivo com Ele. Precisamos tornar rectos os caminhos da nossa vida, voltar-nos para esse Deus que vem até nós. Toda a existência do homem é uma constante preparação para ver o Senhor, que cada vez está mais perto; mas no Advento a Igreja ajuda-nos a pedir de um modo especial: Senhor, mostrai-me os vossos caminhos e ensinai-me as vossas veredas. Dirigi-me na vossa verdade, porque sois o meu Salvador.

Preparemos este encontro através do sacramento da Penitência. Pouco antes do Natal de 1980, o Papa João Paulo II encontrava-se com mais de duas mil crianças numa paróquia romana. E começou a catequese:

– Como é que vocês se preparam para o Natal?

– Com a oração, responderam as crianças gritando.

– Muito bem, com a oração, disse-lhes o Papa, mas também com a confissão. Vocês têm que se confessar para depois comungar. Farão isso?

E os milhares de crianças responderam ainda mais alto:

– Faremos!

– Farão, sim, devem fazê-lo, disse-lhes João Paulo II.

E em voz mais baixa: O Papa também se confessará para receber dignamente o Menino-Deus.

Assim o faremos nós também, nestas semanas que faltam para o Natal; com mais amor, com uma contrição cada vez maior. Porque sempre podemos receber com melhores disposições este sacramento da misericórdia divina, como consequência de termos examinado mais a fundo a nossa alma.

Fonte: Francisco F. Carvajal, "Falar com Deus", vol. I
Recolha de António Ferreira

Bento XVI: cabe a nós decidir se seguir o bem ou o mal

Cabe a nós decidir se praticar a justiça ou a injustiça, se abraçar o amor e o perdão ou a vingança e o ódio homicida.

Foi o que destacou Bento XVI, no discurso aos três mil fiéis da diocese italiana de Amalfi-Cava dei Tirreni, presentes no Vaticano para concluir as celebrações pelo oitavo centenário das translação das relíquias de Santo André.

Das escolhas que fazemos, disse o Papa, depende a nossa salvação pessoal, mas também a salvação do mundo. Jesus nos convida a colaborar para o advento do Reino de amor, de justiça e de paz. Cabe a nós responder-Lhe, não com as palavras, mas com os factos: escolhendo a via do amor generoso pelo próximo, nós permitimos a Ele que estenda o seu poder no tempo e no espaço.

Fonte: http://www.h2onews.org/




Recolha de António Ferreira