DIA 13 DE MAIO DE 2009

92º das aparições de Nossa Senhora de Fátima


“A mensagem de Fátima é, no seu núcleo fundamental, uma chamada à conversão e à penitência [...]. A Senhora da mensagem parecia ler com uma perspicácia especial os sinais dos tempos, os sinais do nosso tempo”
(João Paulo II, 13.V.82)

O Papa João Paulo II, recordando a sua peregrinação a Fátima, onde esteve “com o terço na mão, o nome de Maria nos lábios e o canto de misericórdia no coração”, para dar graças a Nossa Senhora por ter saído com vida do atentado sofrido no ano anterior, sublinhou que “as aparições de Fátima, […] vêm a ser como que um ponto de referência e de irradiação para o nosso século. Maria, nossa Mãe celestial, apareceu para sacudir as consciências, para iluminar o autêntico significado da vida, para estimular à conversão do pecado e ao fervor espiritual, para inflamar as almas de amor a Deus e de caridade com o próximo. Maria veio socorrer-nos, porque muitos, infelizmente, não querem acolher o convite do Filho para regressarem à casa do Pai.

“Do seu Santuário de Fátima, Maria renova ainda hoje o seu apelo materno e premente: a conversão à Verdade e à Graça; a vida sacramental, especialmente a Penitência e a Eucaristia, e a devoção ao seu Coração Imaculado, acompanhada pelo espírito de penitência”
(João Paulo II, Angelus, 26.07.87)

João Paulo II quis renovar a Consagração e a ela podemos unir-nos hoje: “Ó Mãe dos homens e dos povos, Vós que conheceis todos os seus sofrimentos e esperanças, Vós que sentis maternalmente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas que invadem o mundo contemporâneo, acolhei este clamor que, como que movidos pelo Espírito Santo, elevamos directamente ao vosso coração, e abraçai com o amor da Mãe e da Serva este nosso mundo, que colocamos sob a vossa confiança e Vos consagramos, cheios de inquietação pela sorte terrena e eterna dos homens e dos povos.
“De modo particular, colocamos sob a vossa confiança e Vos consagramos os homens e nações que necessitam especialmente desta consagração. Sob a vossa protecção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as súplicas que Vos dirigimos nas nossas necessidades!
“Não as desprezeis!
“Acolhei a nossa humilde confiança e entrega!”
(João Paulo II, Consagração à Virgem de Fátima, 13-V-1982).

«Sempre que estou em Portugal, abeiro-me de Fátima para rezar à Virgem. Às vezes, venho exclusivamente para isso, e escapo sem deixar-me ver por ninguém.
Tenho muito carinho por todos os Santuários da Virgem, e pode-se dizer praticamente que percorri todos os da Europa. Mas Fátima encanta-me de um modo especial; pelo vosso povo, que é de uma fidelidade à Virgem que comove, porque está unida à devoção, à penitencia e à recitação do Santo Rosário»
(S. Josemaria Escrivá, Lisboa, 31.10.1972)

Recolha de António Ferreira

DIFERENÇAS RELIGIOSAS NÃO DEVEM SER FONTE DE DIVISÃO, DIZ O PAPA

Encontro com os representantes de organizações para o diálogo inter-religioso

JERUSALÉM, segunda-feira, 11 de Maio de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI afirmou –ao concluir o último acto público de seu primeiro dia em Israel – que as diferenças religiosas não devem ser causa de divisão, mas de motivo de alento para seguir na vida o caminho de Deus.

Para alcançar este objectivo, o Papa ofereceu em seu encontro com os representantes de organizações para o diálogo inter-religioso na Terra Santa esta chave: respeitar “tudo o que nos diferencia”; promover “tudo o que nos une”.

O encontro com cristãos, judeus, muçulmanos, drusos e samaritanos teve lugar no auditório do Pontifício Instituto “Notre Dame of Jerusalem Center", criado por João Paulo II com objectivos de carácter religioso, cultural, caritativo e educativo, e confiado pelo mesmo Papa à congregação dos Legionários de Cristo.

Em seu longo discurso, pronunciado em inglês, o Papa constatou que alguns "querem que acreditemos que nossas diferenças são necessariamente causa de divisão a ser tolerada".

“Mas sabemos que nossas diferenças não precisam nunca ser mal representadas como uma inevitável fonte de fricção e tensão nem entre nós mesmos nem na sociedade como um todo."

Ao contrário, "elas nos dão uma maravilhosa oportunidade para pessoas de diferentes religiões viverem juntas no respeito profundo, estima e apreço, encorajando um ao outro nos caminhos de Deus".

"Movidos pelo Todo Poderoso e iluminados por sua verdade, que vocês continuem a dar passos com coragem, respeitando tudo que nos diferencia e promovendo tudo que nos une como criaturas abençoadas com o desejo de trazer esperança a nossas comunidades e ao mundo. Que Deus nos guie ao longo deste caminho.”

Depois da intervenção do Papa, sem que estivesse previsto no programa, tomou a palavra o xeque Tayssir Attamini, juiz supremo das Cortes islâmicas de Jerusalém, para lançar um ataque em árabe contra Israel.

Enquanto o xeque falava, no meio da surpresa geral, dois expoentes judeus deixaram seus assentos. O patriarca latino de Jerusalém, Su Beatitud Fouad Twal, aproximou-se para tentar detê-lo. O Papa, por não compreender árabe, não podia saber o que o xeque dizia.

Posteriormente, o padre Federico Lombardi, S. J., director da Sala de Imprensa da Santa Sé, publicou um comunicado em que confirma que a intervenção do xeque “não estava prevista pelos organizadores do encontro”.

“Em um acontecimento dedicado ao diálogo, esta intervenção foi uma negação do diálogo. Espera-se que este facto não comprometa a missão do Papa, que busca promover o diálogo entre as religiões, como ele mesmo afirmou claramente em muitos discursos desta viagem”.

O porta-voz vaticano desejou também que o “diálogo inter-religioso na Terra Santa não fique comprometido por este incidente”.

Fonte: zenit.org


Recolha de António Ferreira

Notícias interessantes

SHIJIAZHUANG, terça-feira, 5 de maio de 2009 (ZENIT.org).- Numerosos estudos indicam há anos: a China vive um «despertar das religiões» e, se a sede espiritual dos chineses «beneficia» todas as religiões e movimentos religiosos, parece que são as Igrejas cristãs, que atraem o maior número de novos crentes.Um artigo recentemente publicado pelo jornal católico Xinde («A fé»), citado por Eglises d'Asie, informa que a Igreja Católica não se mantém à margem desta tendência e indica que o número de batismos está em alta, dado que a Igreja sabe mostrar-se empreendedora no campo da evangelização.Em um artigo publicado em 22 de abril, Xinde, que se edita em Shijiazhuang (Hebei), indica que, desde o começo deste ano, 22.308 pessoas foram batizadas na fé católica na China.
Santa Sé denuncia nova corrida armamentista nuclear
NOVA YORK, terça-feira, 5 de maio de 2009 (ZENIT.org).- A Santa Sé denunciou que neste momento acontece uma nova corrida de armamentos nucleares e exigiu a aplicação do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP).Porta-voz da posição vaticana foi o arcebispo Celestino Migliore, observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas.Depois de quatro décadas de vida «e de bons serviços à comunidade internacional – declarou o núncio apostólico –, o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares continua sendo a pedra angular do desarmamento nuclear e da não proliferação de regimes nucleares, assim como um instrumento chave para fortalecer a paz e a segurança internacionais».
WASHINGTON DC, 04 Mai. 09 (ACI).- Mary Ann Glendon, uma das intelectuais católicas de maior prestígio mundial, rejeitou o prêmio que a Universidade de Notre Dame lhe concedeu em protesto pelo doutorado honoris causa que este centro de estudos católico conferirá ao Presidente Barack Obama, apesar de sua aberta promoção do aborto.Glendon rejeitou a chamada Laetare Medal que lhe seria imposta na mesma cerimônia à que está convidado Obama, e se somou aos mais de 50 bispos americanos e 300 mil cidadãos que manifestaram seu rechaço à presença do político a favor do aborto.O reitor do Notre Dame, Pe. John Jenkins alegou que o prêmio a Obama quer reconhecer sua histórica eleição e seu ambicioso programa social de luta contra a pobreza. Entretanto, uma das primeiras medidas que tomou Obama ao assumir a presidência foi levantar o veto ao financiamento federal para organizações que promovem o aborto no exterior.Glendon é professora de Harvard, foi embaixatriz dos Estados Unidos ante a Santa Sé e agora é presidenta da Academia Pontifícia de Ciências Sociais.Na carta que esta semana dirigiu à universidade, Glendon recorda ao reitor que os bispos pediram no ano 2004 às instituições católicas que "não concedessem honras a aqueles que atuam sem respeitar nossos princípios morais fundamentais", e que a tais pessoas "não se lhes deveriam conceder prêmios, honras ou plataformas que pudessem sugerir um apoio às suas ações"."Esta petição, que em modo algum implica um controle ou interferência com a liberdade de uma instituição para convidar e debater com quem queira me parece tão razoável que não entendo como uma universidade católica pode não respeitá-la", indicou.
VATICANO, 04 Mai. 09 (ACI).- Ao presidir a Eucaristia de Ordenação Sacerdotal de 19 diáconos da diocese de Roma, o Papa Bento XVI explicou que "o 'mundo' é uma mentalidade, uma maneira de pensar e de viver que pode poluir inclusive à Igreja, e de fato a polui, e, portanto exige constante vigilância e purificação. Estamos 'no' mundo, e corremos também o risco de ser 'do' mundo. E, de fato, às vezes o somos". O mundo, no sentido evangélico, disse logo o Santo Padre "assedia também a Igreja, contagiando a seus membros e aos mesmos ministros ordenados". Fazendo referência à primeira carta de São João "Por isso o mundo não nos conhece, porque não o conheceu", o Santo Padre afirmou que "o "mundo"', na acepção de João, "não compreende ao cristão, não compreende aos ministros do Evangelho. Em parte, porque de fato não conhece Deus; e em parte, porque não quer conhecê-lo. O "mundo não quer conhecer a Deus nem escutar seus ministros, pois isto o colocaria em crise".
http://www.cathnews.com/article.aspx?aeid=13368A agência católica de notícias CathNews informa que Mehmet Ali Agca, o homem que em 13de maio de 1981 tentou matar o papa João Paulo II, diz ter se convertido ao catolicismo. Em carta, a agência de notícias diz que Agca afirma que teria renunciado ao islamismo e abraçado a fé católica em 13 de maio de 2007. Ele, que atualmente se encontra preso na Turquia, afirma querer voltar à Praça de São Pedro para testemunhar ao mundo sua conversão e visitar o túmulo de João Paulo II para expressão sua gratidão filial pela misericórdia do papa, que o perdoou. Mustafa Demirbag seu ex-advogado disse estar bastante cético em relação à conversão de Agca.
ROMA, 04 Mai. 09 / 11:24 pm (ACI).- O Bispo Emérito do Nardò-Gallipoli (Itália), Dom Antonio Rosário, de 103 anos de idade e um dos três bispos vivos nascidos em 1906, criticou o conteúdo do filme Anjos e Demônios e a qualificou de “estupidez inútil”.Segundo a imprensa, o Prelado assinalou que a obra, baseada no livro de Dan Brown de mesmo nome, “tem um conteúdo altamente denegatório, difamatório e ofensivo para os valores da Igreja e o prestígio da Santa Sé”. Ele “ficou impressionado com o conteúdo do filme”. Dom Rosário convidou aos bispos a denunciar o filme por atacar a fé de milhões de pessoas e difundir espetáculos obscenos.
ROMA, 04 Mai. 09 (ACI).- A Conferência Episcopal do Congo emitiu uma mensagem no qual denunciou, como o fez Bento XVI em sua recente visita a África, que o uso do preservativo "constitui não só uma desordem no plano ético, mas também e sobre tudo é a prova da banalização da sexualidade em nossa sociedade" já que "incentiva a enfermidade, agrava o problema" da AIDS e favorece a libertinagem sexual.No texto assinado pelo Presidente do Episcopado congolês e o Bispo de Tshumbe, D. Nicolas Djomo Lola, os prelados expressam sua dor pelos ataques de "alguns meios de comunicação para criar voluntariamente confusão sobre as palavras do Papa sobre a AIDS, que constituem o ensino habitual da Igreja Católica".Os bispos precisam também que "na verdade a mensagem de Bento XVI que escutamos com alegria nos reforça em nossa luta contra o HIV/AIDS. Dizemos não ao preservativo! Em vez de frear a enfermidade, e sem oferecer uma segurança total, exaspera o egoísmo humano, agrava o problema, favorece o debandar-se aos instintos sexuais e arranca da sexualidade suas funções simbólicas e religiosas".
Recolha de António Ferreira

PALAVRAS DO PAPA: VOU À TERRA SANTA PARA REZAR

Visita de 8 a 15 de Maio 2009

Queridos amigos, deixarei Roma na sexta-feira para a visita apostólica a Jordânia, Israel e Territórios Palestinos .

Esta manhã, gostaria de aproveitar a oportunidade através do rádio e da televisão, para saudar os povos destas terras.

Estou ansioso para estar com vocês, compartilhar as suas aspirações e esperanças, seus temores e lutas.

Irei como peregrino da paz. Minha intenção primária é visitar os lugares sagrados da vida de Jesus e rezar pelo dom da paz e da unidade entre suas famílias e por todos os que residem na Terra Santa e no Oriente Médio.


Entre os muitos eventos religiosos e civis que terão lugar durante a semana, me encontrarei com representantes das comunidades muçulmanas e judaicas, com as quais foram feitos grandes passos no diálogo e no intercâmbio cultural.


De modo especial, saúdo calorosamente os católicos da região e peço que rezem comigo para que esta visita produza muitos frutos para a vida espiritual e civil de todos aqueles que residem na Terra Santa.


Que todos sejamos firmes no desejo e nos esforços pela paz.

Fonte: H2Onews, 07.05.09

Acompanhemos o Santo Padre com a nossa oração nestes dias da sua viagem.

Recolha de António Ferreira

MAIO MÊS DE MARIA

Novo êxito sobre oração do terço no YouTube
Segundo versão de «May Feelings»

MADRID, segunda-feira, 4 de Maio de 2009 (ZENIT.org).- Acaba de ser lançada no YouTube a segunda versão do vídeo «May Feelings», que se propõe a promover entre os jovens a oração do terço.

A primeira versão de «May Feelings» foi lançada em 30 de Abril de 2008, com um inusitado êxito de público, que até hoje contabiliza 370.910 reproduções por parte dos usuários. O vídeo também foi promovido por http://www.h2onews.org/.
O vídeo deste ano utiliza imagens sugestivas e criativas para estimular a oração do rosário, alentando os jovens a manifestarem sem complexos diante dos demais sua opção por esta prática.

O vídeo pode ser visto em: http://www.youtube.com/watch?v=dsQeyDZJ_HQ

Fonte: zenit.org


Recolha de António Ferreira

PARA O MÊS DE MAIO, MÊS DE MARIA

O SANTO ROSÁRIO E A PALAVRA DE DEUS

Excertos (texto completo em http://www.cliturgica.org/ , nº 3, 2008/2009) das Palavras finais após a recitação em comum do Santo Rosário, durante a Visita pastoral ao Pontifício Santuário de Nossa Senhora do Rosário em Pompeia (Itália), no domingo 19 de Outubro de 2008.

«Antes de entrar no Santuário para recitar juntamente convosco o santo Rosário, detive-me brevemente diante do túmulo do beato Bartolo Longo, e rezando perguntei-me: «De onde tirou este grande apóstolo de Maria a energia e a constância necessárias para realizar uma obra tão imponente, conhecida em todo o mundo? Não é precisamente do Rosário, por ele acolhido como um verdadeiro dom do coração de Nossa Senhora?».

Sim, foi verdadeiramente assim! Disto dá testemunho a experiência dos santos: esta popular oração mariana é um meio espiritual precioso para crescer na intimidade com Jesus, e para aprender, na escola da Virgem Santa, a realizar sempre a vontade divina.
[…]
Mas para ser apóstolos do Rosário, é preciso fazer experiência em primeira pessoa da beleza e da profundidade desta oração, simples e acessível a todos. É necessário antes de tudo deixar-se guiar pela mão da Virgem Maria e contemplar o rosto de Cristo: rosto gozoso, luminoso, doloroso e glorioso. Quem, como Maria e juntamente com Ela, guarda e medita assiduamente os mistérios de Jesus, assimila cada vez mais os seus sentimentos e conforma-se com Ele.
[…]
O Rosário é escola de contemplação e de silêncio. À primeira vista, poderia parecer uma oração que acumula palavras, portanto dificilmente conciliável com o silêncio que é justamente recomendado para a meditação e a contemplação. Na realidade, esta repetição ritmada da Ave-Maria não perturba o silêncio interior, aliás, exige-o e alimenta-o. Analogamente a quanto acontece para os Salmos quando se reza a Liturgia das Horas, o silêncio sobressai através das palavras e das frases, não como um vazio, mas como uma presença de sentido último que transcende as próprias palavras e juntamente com elas fala ao coração. Assim, recitando as Ave-Marias, é preciso prestar atenção para que as nossas vozes não «se sobreponham» à de Deus, o qual fala sempre através do silêncio, como «o sussurrar de uma brisa leve» (1 Re 19, 12). Como é importante então cuidar este silêncio cheio de Deus, quer na recitação pessoal quer na comunitária!
[…]
Gostaria de acrescentar outra reflexão, relativa à Palavra de Deus no Rosário.
[…]
Se a contemplação cristã não pode prescindir da Palavra de Deus, também o Rosário, para ser oração contemplativa, deve emergir sempre do silêncio do coração como resposta à Palavra, a exemplo de Maria. Considerando bem, o Rosário está totalmente imbuído de elementos tirados da Escritura. Há antes de mais a enunciação do mistério, feita preferivelmente, como hoje, com palavras tiradas da Bíblia. Segue-se o Pai-Nosso: dando à oração a orientação «vertical», abre o ânimo de quem recita o Rosário para a justa atitude filial, segundo o convite do Senhor: «Quando rezais dizeis: Pai...» (Lc 11, 2). A primeira parte da Ave-Maria, também ela tirada do Evangelho, faz-nos ouvir todas as vezes as palavras com que Deus se dirigiu à Virgem Maria através do Anjo, e as de bênção da prima Isabel. A segunda parte da Ave-Maria ressoa como a resposta dos filhos que, dirigindo-se suplicantes à Mãe, mais não fazem do que expressar a própria adesão ao desígnio salvífico, revelado por Deus. Assim, o pensamento de quem reza permanece sempre ancorado na Escritura e nos mistérios que nela são apresentados.
[…]
Queridos amigos, (deixo-vos) estas duas finalidades: desejo confirmar e recomendar novamente ao vosso compromisso espiritual e pastoral o apostolado da caridade e a oração pela paz.

[…]
Devo deixar-vos, mas o meu coração permanece próximo desta terra e desta comunidade. Confio-vos a todos à Bem-Aventurada Virgem do Santo Rosário, e concedo de coração a cada um a Bênção Apostólica.
Fonte: http://www.cliturgica.org/, nº 3, 2008/2009

Recolha de António Ferreira

MÊS DE MAIO

«Nos dias seguintes à ressurreição do Senhor, os Apóstolos permaneceram reunidos entre si, confortados pela presença de Maria, e depois da Ascensão perseveraram juntamente com ela em orante expectativa do Pentecostes. Nossa Senhora foi para eles mãe e mestra, papel que continua a desempenhar para os cristãos de todos os tempos. Todos os anos, no tempo pascal, revivemos mais intensamente esta experiência e talvez precisamente por isto a tradição popular consagrou a Maria o mês de Maio, que normalmente se situa entre a Páscoa e o Pentecostes. Este mês, que em breve se iniciará, é-nos por isso útil para redescobrir a função materna que ela desempenha na nossa vida, para que sejamos sempre discípulos dóceis e testemunhas corajosas do Senhor ressuscitado.» […]

Bento XVI, Regina Caeli, 30 de Abril de 2006
Fonte: http://www.cliturgica.org/ , nº3 2008/2009


Recolha de António Ferreira

O PAPA PROPÕE DESCOBRIR «BELEZA DA LITURGIA DA IGREJA»

Centrou a catequese em um escritor da Igreja bizantina

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 29 de Abril de 2009 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI dedicou à espiritualidade oriental a catequese desta quarta-feira, dentro do ciclo sobre escritores do primeiro milénio do cristianismo, ao meditar sobre a vida do patriarca Germano de Constantinopla com os milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.

O Papa quis unir o conceito de beleza na liturgia com a veneração às imagens sagradas e à Mãe de Deus, em sintonia com a sensibilidade das Igrejas orientais, para as quais estes três aspectos estão intimamente relacionados.

Centrando-se na vida do patriarca Germano (século VIII), que foi perseguido pelo imperador bizantino Leão III durante as lutas iconoclastas, o Papa explicou que sua defesa das imagens sagradas o levou ao exílio e à morte esquecida por todos, ainda que seu nome foi reabilitado no segundo Concílio de Nicéia.

Destacou do patriarca de Constantinopla três aspectos relacionados entre si: por um lado, seu pensamento mariano; por outro, seu amor à liturgia; e por outro, a veneração às imagens, que é um reflexo da visibilidade de Deus através de Jesus Cristo e dos santos, e que a Igreja sempre teve em grande consideração.

Sobre Nossa Senhora, o Papa destacou que este santo, ainda que «não era um grande mariólogo», algumas obras suas «tiveram um certo eco sobretudo por certas intuições suas sobre a mariologia, tanto no Oriente como no Ocidente».

«Suas esplêndidas Homilias sobre a Apresentação de Maria no Templo são testemunhos ainda vivos da tradição não escrita das Igrejas cristãs. Gerações de monjas, de monges e de membros de numerosíssimos Institutos de Vida Consagrada seguem encontrando ainda hoje nestes textos tesouros preciosíssimos de espiritualidade».

De facto, recordou que um de seus escritos foi incorporado em 1950 «como uma pérola preciosa» pelo Papa Pio XII à Constituição Apostólica Munificentissimus Deus, que declarou dogma de fé a Assunção de Maria.

Com respeito ao amor à liturgia, o Papa destacou que, para a Igreja oriental, a beleza tanto da liturgia como da linguagem, dos sinais, do edifício e da música deve coincidir, pois segundo o próprio patriarca Germano, a Igreja «é o céu na terra, onde Deus transcendente habita como em sua casa e onde passeia».

«Celebrar a liturgia na consciência da presença de Deus, com essa dignidade e beleza que deixa ver um pouco seu esplendor, é a tarefa de todo cristão formado em sua fé», explicou o Papa.

Sobre as imagens sagradas, o pontífice explicou que «há uma certa visibilidade de Deus no mundo, na Igreja, que devemos aprender a perceber».

«Deus criou o homem a sua imagem, mas esta imagem foi coberta de tanta sujidade pelo pecado que, em consequência, Deus quase não se via mais nela. Assim o Filho de Deus se fez verdadeiro homem, perfeita imagem de Deus: em Cristo podemos assim contemplar também o rosto de Deus e aprender a ser nós mesmos verdadeiros homens, verdadeiras imagens de Deus».

«As imagens santas nos ensinam a ver Deus na figuração do rosto de Cristo. Após a encarnação do Filho de Deus, se fez portanto possível ver Deus nas imagens de Cristo e também no rosto dos santos, no rosto de todos os homens nos quais resplandece a santidade de Deus», acrescentou.

Fonte: zenit.org

Recolha de António Ferreira